Edmundo Lopes destaca que se for gastar, deve ser com bens e serviços essenciais e reorganização da vida financeira.
O que fazer com o dinheiro sacado do FGTS, liberado pelo Governo Federal, como medida para atenuar os impactos da pandemia na economia nacional, neste momento, quando enfrenta-se acentuada crise financeira? “Diante desse cenário de grandes incertezas, precisamos estar atentos quanto à destinação do valor do saque do FGTS. Primeiramente, é necessário entender que o valor de R$ 1.045 foi aprovado justamente para reduzir os impactos econômicos causados pela pandemia, ou seja, é um recurso que visa auxiliar as pessoas nesse momento de crise”, pontua o professor da Anhanguera, faculdade que reúne alunos oriundos de Niterói e São Gonçalo, em sua maioria.
O primeiro direcionamento que o docente dá para que os beneficiados usem esse valor com inteligência é focar em bens e serviços essenciais. Nada de supérfluos. “Alimentação, itens de higiene, vestuário, contas de água e energia elétrica são alguns exemplos. Caso seja necessária a compra de algum bem durável (geladeira, fogão entre outros bens), deve-se evitar, se for possível, o parcelamento. O ideal é utilizar o recurso do saque do FGTS para complementar o pagamento à vista desses bens”, salienta.
Se contas essenciais estão atrasadas e não podem esperar, esse é o momento de quitar essas dívidas. Caso os gastos s estejam em dia e estabilizados – sem desespero para o uso do recurso liberado – o saque do FGTS pode ser um excelente momento para poupar. “Se for possível, devemos guardar uma parte desses recursos para imprevistos que venham surgir ao longo desse período tão delicado que estamos passando”.
Em momentos de isolamento social e parcimônia com os gastos, o professor da Anhanguera relata que pode ser bem interessante agir na reorganização da vida financeira. “Precisamos reavaliar o nosso padrão de consumo e redefinir nossas contas. O momento é delicado e requer nossa atenção quanto à destinação dos nossos recursos financeiros, não somente do valor de R$ 1.045, mas também de toda a nossa renda. É possível readequar nossos gastos, além cancelar o que não precisamos agora”.
O saque emergencial de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passa a valer a partir do dia 29 de junho. De acordo com o Governo Federal, serão liberados cerca de R$ 37,8 bilhões para 60 milhões de trabalhadores. O pagamento será realizado por meio de Conta Poupança Social Digital, aberta automaticamente pelo banco pagador. De acordo com calendário da instituição bancária, os depósitos do FGTS serão realizados entres os dias 29 de junho e 21 de setembro, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário . O dinheiro vai ficar disponível na conta até 30 de novembro; e caso não haja movimentação, os recursos voltam para o saldo do trabalhador no fundo.
“A paralisação das atividades de muitas empresas em decorrência da pandemia elevou a taxa de desemprego e, conseqüentemente, reduziu a renda de muitos brasileiros. Segundo os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desocupação passou de 11,28% para 12,6% no trimestre finalizado em abril, atingindo 12,8 milhões da população”, alerta o especialista que acredita que o saque veio em boa hora.
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