Artista transforma mel, cera e própolis em obras inéditas em exposição no Rio de Janeiro

O artista transdisciplinar Ricardo Siri inaugurou no sábado, 27, às 10h, no Museu Histórico da Cidade, na Gávea, no Rio de Janeiro, a exposição inédita “PRO-POLIS”, que apresenta cerca de 30 obras produzidas com mel, cera de abelha e própolis. Com curadoria de Fernanda Lopes, a mostra marca o resultado de uma pesquisa iniciada há cerca de oito anos, quando o artista passou a estudar e criar abelhas nativas brasileiras, atividade que lhe rendeu, inclusive, o reconhecimento como produtor do terceiro melhor mel do Brasil. (Foto: Divulgação)

As pinturas e esculturas estabelecem um diálogo entre arte, natureza, ciência e tecnologia, explorando materiais produzidos pelas abelhas como elementos centrais da criação artística. Segundo Siri, a proposta é revelar os processos coletivos presentes tanto na vida das colmeias quanto na organização da sociedade.

“Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

Para a curadora Fernanda Lopes, a exposição propõe uma reflexão sobre coexistência e cuidado a partir dos próprios materiais utilizados pelas abelhas.

“Em PRO-POLIS, Ricardo Siri transforma materiais produzidos pelas abelhas em dispositivos de pensamento. Seu interesse não está em representar a natureza, mas em trabalhar a partir dela. Os materiais carregam histórias, geografias e relações ecológicas complexas”, destaca.

Entre os destaques da mostra estão pinturas abstratas produzidas com própolis, substância utilizada pelas abelhas para proteger a colmeia. Nas obras, o material assume o papel de pigmento natural, criando superfícies em diferentes tonalidades de marrom, verde e vermelho. Algumas peças utilizam ainda geoprópolis — mistura de terra e própolis produzida por espécies como a mandaçaia — ampliando o diálogo entre arte, território e biologia.

A geometria característica das colmeias também aparece em uma série de trabalhos confeccionados com folhas de cera de abelha moldadas pelo artista. Em “Estudos para Movimento Mel Concreto”, Siri faz referência ao Movimento Neoconcreto, utilizando estruturas hexagonais inspiradas na organização das abelhas. Formado em engenharia civil, o artista afirma que a geometria é um elemento recorrente em sua produção.

Outra série presta homenagem ao pintor holandês Piet Mondrian. Batizadas de “Meldrian”, as obras reproduzem a linguagem visual do artista utilizando exclusivamente mel e ceras naturais de diferentes espécies de abelhas, sem adição de pigmentos artificiais. Durante suas pesquisas, Siri constatou que cada espécie produz ceras com colorações próprias, que podem variar até mesmo dentro de uma mesma colmeia.

A tecnologia também integra a exposição. O artista desenvolveu QR Codes produzidos com folhas de cera que podem ser escaneados por celulares e direcionam o visitante para conteúdos sobre as colmeias responsáveis pela produção daquele material. Em outras pinturas, os códigos aparecem camuflados em composições geométricas feitas com própolis e pigmentos extraídos de flores e plantas cultivadas em seu quintal, como urucum, café e bougainville. Ao serem fotografadas, as imagens revelam conteúdos ocultos relacionados ao universo das abelhas.

“A ideia é provocar um novo olhar sobre a obra. As pessoas fotografam muito nas exposições. Então resolvi transformar esse hábito em parte da experiência e, de certa forma, polinizar as pessoas”, explica o artista.

A exposição também aborda questões ligadas à migração. Em uma série de mapas-múndi produzidos com cera de abelhas estrangeiras presentes no Brasil, Siri presta homenagem tanto às espécies introduzidas no país quanto aos imigrantes que ajudaram a construir sua história familiar.

A maior parte dos materiais utilizados na exposição é proveniente do próprio meliponário do artista, dedicado à criação de abelhas nativas brasileiras. A mostra permanece em cartaz no Museu Histórico da Cidade e convida o público a refletir sobre as relações entre arte, ecologia, memória e convivência coletiva.

Serviço
Exposição “PRO-POLIS”, de Ricardo Siri
Abertura: 27 de junho de 2026, às 10h
Exposição: até 22 de agosto de 2026
Museu Histórico da Cida (MHC) [3º andar]
Estrada Santa Marinha, s/n – Gávea – Rio de Janeiro – RJ
De terça a domingo, das 9h às 16h.
Entrada gratuita
Curadoria: Fernanda Lopes

Prefeitura de Niterói firma parceria com a ONU-Habitat para fortalecer o Programa Vida Nova no Morro

Cooperação internacional apoia a transformação das favelas com planejamento participativo, habitação digna e desenvolvimento urbano sustentável

A Prefeitura de Niterói deu mais um passo na consolidação de uma política pública inovadora para a melhoria da qualidade de vida nas comunidades com a assinatura, nesta quarta-feira (1º), de um acordo de contribuição com a ONU-Habitat, agência das Nações Unidas especializada em desenvolvimento urbano sustentável.

A parceria marca o início de uma cooperação internacional que vai fortalecer a implementação do Programa Vida Nova no Morro, voltado para transformação das 83 favelas do município por meio de ações integradas de urbanização, habitação, fortalecimento comunitário, desenvolvimento social e segurança cidadã.

“O Vida Nova no Morro representa um novo passo na transformação das comunidades de Niterói. Depois de grandes investimentos em contenção de encostas, infraestrutura, saneamento e espaços públicos, agora vamos levar melhorias também para o interior das casas, promovendo mais segurança, dignidade e qualidade de vida para as famílias. Essa parceria com a ONU-Habitat e o BID nos permitirá realizar um diagnóstico técnico das moradias e iniciar, ainda este ano, as primeiras intervenções. Nossa meta é alcançar as 83 comunidades da cidade, reduzindo desigualdades e consolidando Niterói como uma referência em desenvolvimento urbano e inclusão social para o Brasil e a América Latina”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

A cooperação terá duração de 20 meses e representa o início da implementação do Programa Vida Nova no Morro em 20 comunidades. Nesse período, serão desenvolvidos diagnósticos sociais e habitacionais, oficinas participativas e ações de mobilização comunitária que vão subsidiar o planejamento das intervenções, colocando os moradores no centro da construção das políticas públicas.

O acordo reúne a experiência internacional da ONU-Habitat em planejamento urbano sustentável e participação social com o conhecimento acumulado pela gestão municipal sobre os territórios. O objetivo é fortalecer a capacidade do município de desenvolver soluções inovadoras voltadas à habitação digna, redução das desigualdades e promoção de cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis.

“Essa parceria com Niterói reúne três prioridades que hoje orientam o trabalho do ONU-Habitat: coloca a moradia adequada no centro da ação, demonstra que políticas públicas melhores começam com melhores dados e maior participação social, e reafirma o valor das parcerias. Nosso compromisso é apoiar Niterói na construção de soluções que possam melhorar a vida das pessoas hoje e, ao mesmo tempo, inspirar melhores políticas urbanas para o Brasil e para o mundo”, afirma Elkin Velásquez, diretor regional do ONU-Habitat para América Latina e Caribe.

A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcele Sardinha, reforçou que a cooperação representa um marco para a política habitacional.

“Ao unir a credibilidade e a experiência internacional da ONU-Habitat ao compromisso da Prefeitura com as comunidades, estamos avançando ainda mais na construção de uma política pública baseada na escuta da população, em dados e informações técnicas e na participação social. O Vida Nova no Morro avança para promover dignidade, reduzir desigualdades e garantir que o desenvolvimento urbano aconteça com inclusão, sustentabilidade e respeito às pessoas que vivem nos territórios, conforme previsto no Planejamento Estratégico Niterói Que Queremos 2050”, explicou a secretária.

Entre as ações previstas estão a elaboração de diagnósticos técnicos e sociais detalhados, a construção de um Mapa Rápido Participativo (MRP), a realização de oficinas comunitárias e a adoção de metodologias reconhecidas internacionalmente para ampliar a participação popular no planejamento urbano. Além disso, a parceria permite que o município desenvolva políticas públicas baseadas em dados qualificados, considerando recortes por idade, gênero e raça.

A cooperação também vai apoiar a elaboração do plano de ação para as intervenções previstas na comunidade do Caniçal, na Região Oceânica, dentro do contexto do financiamento do Novo PAC, fortalecendo o Trabalho Técnico Social e ampliando o diálogo com a população durante todo o processo de transformação urbana. O financiamento para o Caniçal está em análise e tramitação junto à Caixa Econômica Federal.

O Vida Nova no Morro é coordenado pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária em conjunto com o Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados e faz parte das políticas de habitação, urbanização, desenvolvimento social, gestão de riscos, adaptação às mudanças climáticas e segurança pública. Desenvolvido em cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o programa passa agora a contar também com a expertise internacional da ONU-Habitat.

A proposta é reduzir o déficit e a inadequação habitacional nas 83 comunidades de Niterói, promovendo melhorias urbanas, fortalecimento comunitário e desenvolvimento socioeconômico, respeitando as características e potencialidades de cada território.

Cidade para Mulheres – Desenvolvida pela ONU-Habitat, a iniciativa promove a participação feminina na construção das políticas urbanas. A ação permitirá que mulheres das comunidades contribuam diretamente com diagnósticos sobre segurança, mobilidade e uso dos espaços públicos, incorporando suas perspectivas ao planejamento das intervenções.

“Construir uma cidade mais justa também significa ouvir quem vive seus espaços diariamente. A metodologia Cidade para Mulheres reforça um princípio que já orienta o Niterói por Elas: as mulheres precisam participar da construção das políticas públicas e do planejamento urbano, porque suas experiências tornam a cidade mais segura, acolhedora e inclusiva para todos”, disse Fernanda Neves, primeira-dama e coordenadora do Niterói por Elas.

A ONU-Habitat é o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e a principal agência internacional dedicada à promoção de cidades mais inclusivas, resilientes, seguras e sustentáveis. O programa está presente em mais de 90 países. A instituição atua em parceria com governos e organizações para desenvolver soluções voltadas ao planejamento urbano, habitação adequada, redução de desigualdades e fortalecimento da governança, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana.

Foto: Lucas Benevides

Air Canada inaugura a temporada de viagens de verão celebrando o melhor do Canadá

• A companhia aérea está operando sua programação completa de verão para que os clientes possam explorar o país, reencontrar pessoas queridas e aproveitar o melhor da temporada em mais de 50 destinos imperdíveis em todo o Canadá.
• As equipes da Air Canada em todo o país estão prontas para receber com a hospitalidade “Glowing Hearted” um número ainda maior de clientes a bordo, marcando oficialmente o início da época mais movimentada do ano.
• A hospitalidade “Glowing Hearted”, o conforto elevado e as surpresas preparadas para o Dia do Canadá se unem a ferramentas digitais e a novas opções de serviços a bordo para celebrar o país de forma especial, por meio de sua orgulhosa companhia aérea de bandeira nacional.

A Air Canada espera receber mais de 1 milhão de clientes ao longo da próxima semana, marcando o início da temporada de verão com programação completa de voos em todo o Canadá. Com mais de 50 destinos ao redor do país, a companhia celebra o que o Canadá tem de melhor, de costa a costa a costa e além, conectando os canadenses às pessoas, aos lugares e às experiências que o tornam um lugar tão especial para todos.

Com a proximidade do Dia do Canadá, os clientes poderão contar com detalhes especiais ao longo de toda a experiência de viagem, refletindo o orgulho que cada colaborador sente em representar a companhia aérea de bandeira nacional do país.

“Para muitos canadenses, as férias de verão são um momento para explorar, descobrir e compartilhar experiências, seja viajando pelo Canadá ou visitando locais históricos de grande relevância no exterior, como a Praia de Juno, na França. Temos orgulho do papel que desempenhamos na vida de quem viaja pelo país”, afirmou Tom Stevens, Vice-Presidente de Experiência do Cliente e Operações de Serviço da Air Canada. “Estamos prontos para a intensa temporada de verão, e nossas equipes estão focadas em proporcionar a melhor experiência aos clientes, guiadas por um genuíno orgulho de representar o Canadá enquanto mostramos ao mundo tudo o que o país tem de melhor”.

Seja ao circular pelos movimentados terminais dos aeroportos ou durante o voo a 35 mil pés de altitude, a Air Canada está comprometida em tornar cada etapa da jornada de seus clientes ainda mais especial. Desde assistência dedicada e atendimento personalizado para famílias, idosos e clientes PCDs até salas VIP premium e uma seleção de delícias locais cuidadosamente escolhidas, os clientes podem esperar um suporte ágil e uma hospitalidade acolhedora, genuinamente canadense, durante toda a temporada de verão.

No aeroporto: espaços premium e suporte sem complicações
Salas VIP e Cafés da Air Canada: Clientes elegíveis podem relaxar antes do embarque nos espaços premium da Air Canada, incluindo as recém-renovadas Maple Leaf Lounges, em Montréal, os novos Air Canada Cafés, em Vancouver, Montréal e Cidade de Quebec, além das exclusivas Signature Suites, em Toronto e Vancouver.
Benefícios do Aeroplan e do Club Avolta: A partir de 30 de junho de 2026, os associados Aeroplan poderão acumular pontos e acessar ofertas exclusivas em estabelecimentos participantes nos aeroportos, desde a compra de uma revista antes do voo até compras em lojas duty free por meio do aplicativo Avolta.
Assistência personalizada: Equipes dedicadas oferecem suporte em solo para famílias, idosos, menores desacompanhados e clientes que necessitam de assistência adicional.
Avanços em acessibilidade: Nos últimos três anos, a Air Canada tem promovido avanços significativos para tornar as viagens mais acessíveis a todos, por meio de melhorias em seus serviços, capacitação de colaboradores e programas voltados ao atendimento de clientes com deficiência. Essas iniciativas são desenvolvidas com base em consultas e na colaboração contínua com a comunidade de pessoas com deficiência e especialistas em acessibilidade.

A bordo: uma experiência de voo ainda mais canadense
Sabores do Canadá: Comece sua viagem com cerveja e vinho gratuitos, snacks premium e uma seleção de novas bebidas canadenses, incluindo destilados nacionais e cervejas locais, como Molson Canadian e Creemore Springs. A partir de 1º de julho, os passageiros de voos internacionais com partida do Canadá também receberão os novos Célébration Mini Maple Leaf Cookies, da Leclerc, como um mimo especial.
Conteúdo canadense: O sistema de entretenimento de bordo da Air Canada, reconhecido com o prêmio APEX Five Star Alliance, oferece uma seleção especial de produções canadenses, incluindo a série documental de viagens How I Got Here, patrocinada pela companhia.
Conectividade de costa a costa: Membros do Aeroplan, membros do United MileagePlus e clientes da Classe Executiva podem permanecer conectados com Wi-Fi gratuito, de alta velocidade e qualidade para streaming em voos dentro da América do Norte e para destinos de sol e praia. Benefício patrocinado pela Bell.
Conforto canadense: Clientes que viajam em voos internacionais na Air Canada Signature Class contam com novos kits de amenidades desenvolvidos pela empresa canadense Hunter Amenities, projetados para proporcionar uma viagem mais confortável e revigorante. Cada kit inclui uma máscara de dormir ergonômica e reutilizável, meias macias para uso a bordo e itens premium produzidos no Canadá, como produtos de cuidados com a pele da premiada marca canadense Sahajan.

Viaje com confiança em todas as etapas da jornada
As ferramentas digitais da Air Canada ajudam os clientes a viajar com mais praticidade e tranquilidade durante toda a experiência. Pelo aplicativo da Air Canada, é possível fazer o check-in, acessar o cartão de embarque, receber atualizações do voo em tempo real, acompanhar a bagagem e os equipamentos de mobilidade (quando esse serviço estiver disponível), além de gerenciar a conta Aeroplan — tudo em um único lugar.

“O verão é a época em que os canadenses se reúnem com a família, exploram novos destinos e criam memórias inesquecíveis. Nosso objetivo é tornar cada etapa dessa jornada mais simples, integrada e tranquila”, afirma Carlos Faxas, vice-presidente de Produtos Digitais da Air Canada. “O aplicativo da Air Canada oferece aos clientes acesso a informações em tempo real durante toda a viagem, desde o check-in e o embarque até atualizações sobre o voo e o rastreamento de bagagens, proporcionando uma experiência de viagem com mais praticidade e confiança. Nos bastidores, a tecnologia também dá suporte às nossas equipes nos aeroportos e a bordo, permitindo que concentrem seus esforços no que realmente importa: oferecer uma experiência de viagem fluida, acolhedora e genuinamente canadense.”

Antes de viajar, prepare-se!
Esteja pronto para a viagem: Antes de ir ao aeroporto, baixe o aplicativo da Air Canada para gerenciar sua reserva, verificar os documentos exigidos para a viagem, organizar todos os preparativos e fazer o check-in a partir de 24 horas antes da partida.
Viaje com mais tranquilidade: Seu cartão de embarque permanece disponível mesmo sem conexão com a internet no aplicativo da Air Canada. Além disso, você recebe atualizações em tempo real sobre o status do voo, mudanças de portão, rastreamento de bagagem e notificações quando o embarque for iniciado.
Chegue cedo e aproveite com calma: Reserve tempo suficiente para despachar sua bagagem, passar pelos procedimentos de segurança e se acomodar tranquilamente antes do embarque.
Dicas
Viaje com menos bagagem: Clientes elegíveis podem despachar gratuitamente, no check-in, uma mala de tamanho compatível com bagagem de mão, permitindo circular pelo aeroporto com mais conforto e praticidade. Além disso, a bagagem pode ser acompanhada em tempo real pelo aplicativo da Air Canada durante toda a viagem.
Mantenha-se conectado a bordo: Cadastre-se no Aeroplan antes da viagem para aproveitar Wi-Fi gratuito, de alta velocidade, em voos elegíveis dentro da América do Norte e para destinos de sol e praia. Você também começa a acumular pontos antes mesmo da decolagem ao fazer compras do dia a dia com parceiros participantes, como Uber e Starbucks.
AC Wallet: A associação ao Aeroplan também dá acesso ao AC Wallet, uma carteira digital que facilita a utilização de créditos de voos e promoções na reserva da sua próxima viagem.

Ainda não garantiu sua viagem de verão? Ainda dá tempo de planejar uma escapada!
O verão é a época perfeita para explorar o Canadá. Da pesca de esturjão na Colúmbia Britânica aos cruzeiros pelo Rio São Lourenço, passando por Ontário e Quebec, descubra litorais, cidades e paisagens naturais de costa a costa a costa que fazem de cada região um destino único. Para quem ainda está planejando a próxima viagem, procure seu agente de viagens e confira as ofertas atuais e os destinos disponíveis em todo o Canadá.

Sobre a Air Canada
A Air Canada é a maior companhia aérea do Canadá, a companhia aérea de bandeira do país e membro fundador da Star Alliance, a rede global de transporte aéreo mais abrangente do mundo.
Com sede em Montréal, a Air Canada oferece voos regulares diretamente para mais de 180 aeroportos no Canadá, nos Estados Unidos e internacionalmente, em seis continentes.
A companhia possui classificação quatro estrelas pela Skytrax.
O programa de fidelidade Aeroplan da Air Canada é o principal programa de viagens e recompensas do Canadá, com mais de 10 milhões de membros em todo o mundo. Os participantes podem acumular ou resgatar pontos na maior rede de companhias aéreas parceiras do mundo, com mais de 50 companhias aéreas, além de uma ampla variedade de parceiros de produtos, hotéis e locadoras de veículos.
Por meio da Air Canada Vacations, a companhia oferece uma seleção de pacotes de férias, incluindo opções de voo + hotel, excursões, cruzeiros, aluguel de carros, passeios e uma variedade de atividades e experiências.
Sua divisão de cargas, a Air Canada Cargo, oferece transporte aéreo de mercadorias e conectividade para centenas de destinos em seis continentes, utilizando aeronaves de passageiros e cargueiros da Air Canada.
A ambição climática da Air Canada inclui uma meta aspiracional de longo prazo de alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.
Para informações adicionais, consulte a divulgação da Air Canada de acordo com as recomendações da TCFD (Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima).
As ações da Air Canada são negociadas publicamente na Bolsa de Valores de Toronto (TSX) sob o código AC.

Espaço Leia Brasil apresenta Formas Musicais, um curso para quem quiser conhecer, desvendar e saber ouvir a música sinfônica

Com o Maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana Brasileira na Escola de Música Villa-Lobos

Ouvir uma orquestra vai muito além de apreciar a beleza dos sons. Compreender os instrumentos, identificar os padrões e estruturas que organizam uma obra de concerto e transformar a experiência de escuta em uma descoberta do pensamento criativo do compositor revelam um novo olhar para quem deseja mergulhar neste universo. Essa é a proposta do curso Formas Musicais, ministrado pelo maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana, que completa 40 anos de trajetória em 2026. Serão oito aulas, realizadas aos sábados, das 10h às 13h, na Escola de Música Villa-Lobos, com início em 18 de julho.

Formas Musicais investe na formação de novas plateias de todas as idades, voltando-se para os que querem compreender a linguagem da música de concerto em seu próprio discurso. Ele tem como foco a aprendizagem de uma audição musical inteligente não só para leigos e estudantes em geral, mas também para os professores e profissionais da música e outras artes, por meio de uma abordagem inédita no reconhecimento dos principais eventos musicais em meio à sua organização estrutural.

“É um método capaz de oferecer um caminho para uma audição inteligente das grandes obras orquestrais em seus principais formatos, como suítes, aberturas, sinfonias, concertos solistas e poemas sinfônicos, formas consagradas que constituem o volume maior do repertório sinfônico da história de nossa música”, ressalta o regente Ricardo Rocha.

A cada aula haverá a análise de cinco das mais importantes e diferentes formas que a história da música produziu. Ao todo, serão 20 famosas obras da história da música, escritas nos séculos 18, 19 e 20, por 14 dos maiores compositores de todos os tempos, como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Wagner, Rimsky-Korsakov, Tchaikovsky, Grieg, Dvorák, Mussorgski, Debussy, Ravel, Sibelius, Bartók e Stravinsky.

“O resultado desse método, que vem sendo desenvolvido há mais de 30 anos, surpreende pela experiência de uma audição completamente diferente, capaz de abrir novas vias de acesso ao entendimento e à fruição estética de obras-primas de grandes compositores”, destaca o maestro.

Programação das aulas:

Introdução: Breve história da música ocidental e das formas musicais

AULA I – SUITE, fonte para as diversas formas que nasceram depois

– Barroca (século 18): J. S. Bach, Suite n. 2 em si menor, BWV 1067
– Romântica (século 19): Grieg, Suite n.1 de Peer Gynt, opus 46
– Moderna sobre temática barroca (século 20): Stravinsky, Suite Pulcinella

AULA II – ABERTURA, que nascida como introdução às Suites, com o tempo ganhou autonomia como peça de concerto

– Clássica (final do século 18): Mozart, abertura de A Flauta Mágica
– Programática (século 19): Wagner, abertura de Os Mestres Cantores
– Concertante (século 19): Rimsky-Korsakov, Abertura Páscoa Russa

AULA III – SINFONIA Clássica, em 4 movimentos: exemplo de um movimento de cada

. Haydn, Sinfonia n. 39 em sol menor (I. Allegro assai))
. Schubert, Quinta Sinfonia, em si bemol maior, D 485 (II. Andante con moto)
. Beethoven, Sinfonia n.8 em fá maior, opus 93 (III. Tempo di Menuetto)
. Mozart, Sinfonia n. 41, Júpiter, a “Zero” de Beethoven (IV, Molto allegro)

AULA IV – SINFONIA Romântica, em 4 movimentos: apresentação completa e analisada de duas grandes representantes do Romantismo

. Beethoven, Sinfonia n. 3 em mi bemol maior, opus 55 ‘Eroica”,movs. 1 e 2
. Tchaikovsky, Sinfonia n. 5, em mi menor, op. 64, completa

AULA V – CONCERTO SOLISTA – um painel comparado da forma sonata

. Introdução: a forma barroca do Concerto Grosso em
Bach, Concerto para dois Violinos
– Piano, Classicismo: Beethoven, Concerto n.3 em dó menor, 1º. movimento
– Violoncelo , Romantismo: Dvorák, Concerto n.2 em si menor, 1º. movimento
– Piano, Modernismo: Ravel, Concerto para Piano em sol, 1º. movimento

AULA VI – POEMA SINFÔNICO 1 – Obras a serem analisadas:

– Sibelius, Finlândia
– Debussy, L’après-midi d’um faune
– Mussorgski, Quadros de uma Exposição (Ravel)

AULA VI – POEMA SINFÔNICO 2 , Encerramento: a análise detalhada e completa de:

– Gustav Mahler, DAS LIED VON DER ERDE – “A Canção da Terra”

Obra-prima e testamento musical do compositor, sobre poemas chineses do século VI, sobre a vida e seu ciclo na juventude, maturidade e despedida

Serviço:
Curso: FORMAS MUSICAIS
Palestrante: Maestro Ricardo Rocha
Período: sábados, de 18 de julho a 5 de setembro
Horário: 10h às 13h
Local: Escola de Música Villa-Lobos
Endereço: Rua Ramalho Ortigão, nº 9 – Centro – Rio de Janeiro
(perto da estação de metrô Carioca)
Informações (Leia Brasil): 21- 98133-7880
Telefone Geral: 21 – 2505-9701
Realização: Espaço Leia Brasil
Investimento para o curso completo: 3x R$200 – total: 8 aulas
OBS: é possível fazer aulas avulsas: R$90

Casa Pacheco Leão recebe a exposição “O Tempo das Plantas”

A partir de 11 de julho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, “O Tempo das Plantas” propõe uma reflexão sobre circulação de espécies, memória, ciência e intercâmbios culturais entre territórios e saberes.

Realizada na histórica Casa Pacheco Leão, a exposição gratuita convida o público a desacelerar e observar o mundo a partir do tempo das plantas. Muito antes de se tornarem bebidas globais, chá e café nasceram de paisagens específicas, de montanhas úmidas, florestas tropicais e terras cultivadas por gerações de agricultores que aprenderam a acompanhar os ritmos das estações, da chuva e da luz. Ao longo dos séculos, suas folhas e sementes cruzaram oceanos, transformando economias, paisagens e modos de convivência.

A narrativa parte das origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da Etiópia, do Quênia e do Sudão, para refletir sobre as conexões históricas entre África, Ásia e Brasil. A exposição também destaca o papel histórico do próprio Jardim Botânico.

“A Casa Pacheco Leão é um importante marco no desenvolvimento do Jardim Botânico como instituição de referência em pesquisa botânica. Receber uma exposição tão linda sobre duas plantas importantes presentes na tradição de diferentes culturas ao redor do mundo, e na história da China e do Brasil, reforça a conexão entre ciência, flora, história e cultura dos povos. Um presente para os nossos visitantes”, reforça o presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sergio Besserman Vianna.

Com curadoria do estúdio UM.BA.RA.KÁ, a exposição reúne mais de 200 itens entre obras de arte contemporânea, documentos históricos, ilustrações botânicas, objetos científicos, utensílios tradicionais, registros fotográficos, instalações sensoriais e conteúdos audiovisuais. O percurso articula arte, ciência e memória para abordar temas como agricultura ancestral, circulação de espécies, viagens marítimas, intercâmbios culturais, colonialismo, relações comerciais, biodiversidade e diferentes formas de conhecimento construídas em relação à natureza.

“Vivemos em um tempo acelerado, mas as plantas nos lembram de outras formas de perceber o mundo. Ao acompanhar as trajetórias do chá, do café e de outras espécies, a exposição convida o público a refletir sobre como plantas, pessoas e territórios se transformam mutuamente ao longo do tempo. Entre arte, ciência e memória, ‘O Tempo das Plantas’ propõe um olhar atento para as conexões que unem natureza e cultura e para os conhecimentos que surgem dessa relação”, destaca Isabel Seixas, da equipe curatorial da exposição.

Participam da mostra artistas como Tiago Sant’Ana, Mãe Celina de Xangô, Emerson Rocha, Jingwei Bu e Gustavo Caboco, em diálogo com acervos de instituições nacionais e internacionais, entre elas o próprio Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Instituto Moreira Salles (IMS), Biblioteca Nacional, Wellcome Collection, Biodiversity Heritage Library, The National Palace Museum Collection, Shanghai Museum, The Palace Museum (Beijing Palace Museum), Museu Nacional do Palácio de Taipei e The Metropolitan Museum of Art, além de coleções particulares e acervos indígenas.

“O Tempo das Plantas” ocupa a Casa Pacheco Leão, residência construída no início do século XX para o médico e botânico Antônio Pacheco Leão, diretor do Jardim Botânico entre 1915 e 1931. Restaurada e reaberta em 2024, a casa consolida-se hoje como um espaço dedicado ao diálogo entre arte, ciência e natureza. Sua restauração e a realização da exposição integram o compromisso da State Grid Brazil Holding e do Banco BOCOM BBM com a valorização do patrimônio, a sustentabilidade e o acesso à cultura, especialmente no contexto das celebrações das relações culturais e institucionais entre Brasil e China.

Além da experiência expositiva, o projeto contará com programação educativa, visitas mediadas, atividades sensoriais, cerimônias do chá e ações voltadas à acessibilidade, buscando aproximar diferentes públicos das discussões propostas pela mostra. O projeto conta ainda com consultoria do Instituto Confúcius e a colaboração de uma comissão curatorial formada por servidores do JBRJ.

Serviço – Exposição “O Tempo das Plantas”

Local: Casa Pacheco Leão – Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Rua Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro/RJ Abertura: 11 de julho de 2026

Período de visitação: até junho de 2027

Horário: das 10h às 17h (fechado às quartas)

Entrada gratuita

Classificação livre https://heylink.me/casapachecoleao

Este projeto é realizado através da Lei Rouanet, e conta com patrocínio da State Grid Brazil Holding, do Banco BOCOM BBM, com apoio do BMTE, e co-realização do estúdio UM.BA.RA.KÁ e realização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, do lado do povo brasileiro.

Escola de Música do Instituto dos Sonhos realiza Sarau de Encerramento em São Gonçalo

Evento gratuito celebra a conclusão das atividades com apresentações de violão e violino

A Escola de Música do Instituto dos Sonhos realiza, nesta quinta-feira (2 de julho), a partir das 18h30, no Clube Tamarilândia, em São Gonçalo, o Sarau de Encerramento das atividades desenvolvidas por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Carlos Minc. Com entrada gratuita, o evento marca a conclusão de mais um ciclo de formação musical, reunindo alunos, familiares e a comunidade em uma noite de celebração à arte, à educação e à transformação social.

Durante a programação, os estudantes das turmas de violão e violino apresentarão ao público o repertório preparado ao longo dos últimos meses, compartilhando o resultado de uma trajetória marcada por aprendizado, dedicação e desenvolvimento artístico.

Mais do que um recital, o sarau simboliza a importância da música como instrumento de inclusão, cidadania e fortalecimento de vínculos. A iniciativa valoriza o protagonismo dos alunos e aproxima famílias, educadores e comunidade em torno da cultura e da formação humana.

A expectativa é reunir cerca de 200 pessoas em uma noite de apresentações que destacam o talento dos participantes e o impacto social do projeto desenvolvido pelo Instituto dos Sonhos.

Sobre o Instituto dos Sonhos:

Fundador e mantenedor da Escola de Música, o Instituto dos Sonhos é uma Organização da Sociedade Civil que desenvolve soluções para a Economia Criativa e no Terceiro Setor, gerando oportunidades por meio da cultura, da educação, da inovação e da sustentabilidade, com o objetivo de tornar sonhos possíveis e impulsionar a prosperidade.

Fundado por Rafael Vieira, o Instituto tem como missão promover soluções sociais nas áreas da cultura, do esporte e do meio ambiente, contribuindo para a geração de renda, a ampliação do acesso à educação, a promoção da saúde, o fortalecimento da confiança no futuro e a construção de trajetórias de prosperidade, tendo como eixo central a realização de sonhos.

Além da Escola de Música, que atende cerca de 500 alunos em ações formativas continuadas, o Instituto dos Sonhos mantém a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), um dos mais importantes corpos artísticos do Estado do Rio de Janeiro, reunindo músicos de excelência de diversos municípios da Região Metropolitana e da Região Serrana.

O Instituto também desenvolve o jogo educativo Recycle Rio, voltado à sustentabilidade e ao turismo consciente. Realiza e produz festivais, atua na organização de festas populares, como arraiás juninos e o carnaval de rua, e mantém o Hub IS, único hub criativo do município de São Gonçalo, com uma incubadora de projetos voltada a iniciativas culturais e criativas do território.

Serviço: Sarau de Encerramento – Escola de Música Instituto dos Sonhos
Data: 02 de julho (quinta-feira)
Horário: das 18h30 até 21h30
Local: Clube Tamarilândia (Rua José do Patrocínio, 86 – Porto Novo – São Gonçalo)
Entrada: Gratuita

Foto: Fernanda Arantes

Duas noites de muitas emoções com Roberto Carlos marcam abertura da Arena Niterói

Equipamento multiuso construído pela Prefeitura consolida a cidade na rota dos grandes espetáculos, impulsiona o turismo e fortalece a economia

Foram duas noites de muitas emoções. Ao som de canções que atravessaram gerações, Roberto Carlos transformou a nova Arena Niterói em um grande coro de vozes, memórias e afetos. Depois da estreia histórica na sexta-feira (26), o Rei voltou ao palco neste sábado (27) e, mais uma vez, emocionou milhares de pessoas, consolidando o novo equipamento multiuso da Prefeitura de Niterói como um dos mais importantes espaços para grandes eventos do estado do Rio de Janeiro.

Muito antes de as luzes se apagarem, a emoção já tomava conta da Arena. Famílias inteiras percorriam os corredores, grupos de amigos registravam o momento e uma fila que chamava a atenção logo na entrada.

Diante de um painel com a imagem de Roberto Carlos vestindo um terno azul-claro, uma característica do ídolo, fãs aguardavam pacientemente a vez de fazer uma fotografia. Sorrisos, abraços e lágrimas antecipavam o espetáculo que ainda estava por começar.

“Em apenas dois dias, a Arena Niterói mostrou a que veio. Ver milhares de pessoas vivendo momentos inesquecíveis com um artista da dimensão de Roberto Carlos confirma que fizemos o investimento certo. Este equipamento foi pensado para receber grandes shows, eventos esportivos nacionais e internacionais, movimentar o turismo, gerar empregos e fortalecer a economia da cidade”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Quando Roberto Carlos surgiu no palco, bastaram os primeiros acordes para que o público se levantasse quase em uníssono. Celulares iluminaram a Arena como pequenas estrelas, casais se abraçaram, famílias cantaram juntas e a emoção tomou conta do espaço. Ao longo da apresentação da turnê “Eu Ofereço Flores”, inspirada no EP lançado em 2024, o artista revisitou clássicos como “Detalhes”, “Amigo”, “Outra Vez” e, naturalmente, “Emoções”, canções que seguem unindo diferentes gerações mais de seis décadas depois do início de sua carreira.

Entre os milhares de fãs estava o trio de amigas de Santa Bárbara que participa do projeto 60+ da Prefeitura e frequenta as aulas de ginástica. Para elas, o show representava muito mais do que uma apresentação musical.

Aos 75 anos, Lúcia Moura Miranda já havia assistido Roberto Carlos em outras ocasiões, mas não escondia a felicidade por estar novamente diante do artista. “Adorei ganhar o convite. Estou esperando ouvir ‘Emoções”, contou ela, enquanto observava a movimentação do público antes do início do espetáculo.

A expectativa também tomou conta de quem atravessou a cidade para viver aquele momento. Entre os fãs, estava uma moradora de Maricá que fez questão de registrar a emoção antes mesmo de o espetáculo começar. “Sempre sonhei em ver o Roberto Carlos e estar aqui na Arena Niterói é emocionante. A gente percebe que esse espaço foi feito para aproximar as pessoas da cultura e de grandes artistas”, disse, emocionada, Ivani Gomes Pereira.

O equipamento é a primeira grande arena indoor do Estado do Rio fora da capital fluminense. Moderna, climatizada e equipada com tratamento acústico, foi concebida para receber shows, competições esportivas, feiras, exposições e eventos de grande porte.

Ao fim da apresentação, quando Roberto Carlos percorreu o palco distribuindo as tradicionais rosas, repetiu-se uma cena que atravessa décadas. Mãos estendidas, olhos marejados e sorrisos de quem sabia que estava vivendo um momento raro. Em apenas dois dias, a Arena Niterói se transformou em um lugar onde histórias começaram a ser construídas ao som de um artista que continua reunindo gerações.

A Arena Niterói integra o projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos, que também conta com campo de futebol de grama sintética em dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis, quadras de vôlei de praia e pista de caminhada. Mais do que ampliar a infraestrutura esportiva e cultural da cidade, o investimento faz parte da estratégia da Prefeitura para impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo e revitalizar a região central de Niterói.

Foto: Evelen Gouvêa

Fan Fests levam alegria e confraternização às ruas vencedoras do concurso “Minha Rua é Hexa”

Moradores da Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e da Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, celebraram a vitória da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (29)

Camisas verde e amarelas, famílias reunidas e muita animação marcaram as Fan Fests realizadas nas ruas que conquistaram o segundo e o terceiro lugares no concurso “Minha Rua é Hexa”, durante a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão. Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, moradores comemoraram o resultado nesta segunda-feira (29) em clima de confraternização.

Promovido pela Prefeitura de Niterói, o concurso recebeu 6.754 votos populares e premiou as decorações mais criativas de ruas e condomínios da cidade durante a Copa do Mundo FIFA 2026. As comunidades vencedoras receberam como prêmio a realização de uma Fan Fest Oficial, com telão para transmissão dos jogos, sistema de sonorização, atividades recreativas para crianças, além de apoio logístico, limpeza urbana e segurança municipal. A campeã da competição, a Rua Alarico de Souza, no Atalaia, receberá a estrutura especial no dia 19 de julho, data da final da Copa do Mundo.

“A pintura nas ruas traduz a criatividade do povo brasileiro. Em época de Copa, essa expressão ganha ainda mais força ao transformar os espaços públicos em ambientes de arte, cor e integração, especialmente para as novas gerações, que precisam se aproximar e dar continuidade a essa tradição”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.

O concurso, realizado em parceria entre a FAN, a Neltur e a Coordenadoria de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, buscava resgatar a tradição de enfeitar os bairros durante o maior evento do futebol mundial e estimular a participação dos moradores. Ao todo, mais de 50 ruas e condomínios participaram.

“Essa é uma iniciativa singela e muito simbólica, que busca resgatar uma tradição que sempre fez parte da memória afetiva dos brasileiros e também de Niterói: as ruas enfeitadas com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia era incentivar moradores, famílias, condomínios e vizinhos a se reunirem novamente em torno desse espírito coletivo, celebrando o futebol, a convivência e o sentimento de pertencimento”, afirma o coordenador de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, Fernando Stern.

Tradição que passa de geração em geração

Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, a analista de sistemas e educadora física Fernanda Paes, de 42 anos, viu a tradição das ruas enfeitadas marcar sua infância e agora a revive ao lado da filha. Ela participa da decoração da travessa durante a Copa do Mundo desde 1998 e, neste ano, contou com a ajuda de Sarah, de 9 anos, que também colocou a mão na massa e ajudou a desenhar parte da pintura que garantiu o segundo lugar no concurso.

“Pintar a rua e colocar as bandeirinhas sempre foi uma forma de unir as pessoas e trazer as crianças para participar dessa tradição. Quando eu era pequena, brincava muito na rua e vivi tudo isso. Hoje, ver minha filha, com a mesma idade que eu tinha quando comecei a participar, vivendo essa experiência e também pintando a rua é muito gratificante. A iniciativa do concurso animou ainda mais a comunidade e trouxe de volta esse espírito da Copa e de união entre as pessoas”, afirmou Fernanda.

Além de preservar tradições, a decoração da Travessa Santa Clara também aproximou moradores e criou novas amizades. O arquiteto Ricardo Avelar, de 60 anos, e o pintor e desenhista Victor Bruno, de 51, se conheceram neste ano durante a organização das pinturas e dos enfeites da Copa do Mundo e voltaram a se reunir para acompanhar a Fan Fest promovida pela Prefeitura.

“A maior alegria é ver a criançada participando, porque tudo para eles é festa. Essa tradição existe desde 1978 e vem passando de pai para filho e de avô para neto. Daqui a alguns anos, essa garotada vai estar à frente de tudo isso, e é isso que é mais bacana”, afirmou Ricardo Avelar.

Para Victor Bruno, a decoração das ruas representa uma oportunidade de reunir as famílias e fortalecer o sentimento de comunidade.

“Mais do que um concurso, o importante é unir as famílias e o bairro. Esse resgate da pintura, das bandeirinhas e da decoração faz as pessoas saírem de casa para construir algo em comum. É uma forma de preservar essa tradição, tirar um pouco as crianças do celular e valorizar um convívio mais humano e coletivo”, destacou Victor.

Torcida que une gerações

Na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, a comemoração reuniu moradores de diferentes idades. O instrumentador cirúrgico Luan Daltio, de 34 anos, acompanhou a partida ao lado da esposa, a assistente social Andressa Daltio, de 33 anos, e do filho do casal, Pedro, de apenas oito meses. A família ajudou tanto na decoração premiada quanto na organização da festa.

“É muito bom ver o sorriso no rosto de uma criança pintando uma rua, torcer na frente de uma televisão, reunir a família na rua em que nós nascemos e fomos criados. É muito bom resgatar isso, que ficou perdido por muito tempo”, afirmou Luan.

“Também é bom fortalecer os laços entre a vizinhança e a comunidade em geral”, completou Andressa.

Foto: Luciana Carneiro e Lucas Benevides

MPRJ e Estado Brasileiro assinam acordo de reconhecimento e reparação por casos de violência praticada por agentes públicos

Reparar injustiças históricas, promover a dignidade das vítimas e fortalecer as medidas de não repetição de violações de Direitos Humanos. Com esses objetivos, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sediou, nesta terça-feira (30/06), a assinatura de um acordo entre o Estado do Rio, a União, a Justiça Global e os familiares das vítimas de dois episódios de violência praticados por agentes do Estado ocorridos no Rio de Janeiro. O primeiro aconteceu em 1996, durante uma operação policial na Favela do Acari, em Irajá, que resultou na morte de Maicon de Souza Silva, de apenas 2 anos, e deixou Renato Paixão, então com 6 anos, gravemente ferido e com sequelas permanentes. O segundo envolve o caso de José Carlos da Silva, torturado e morto aos 35 anos enquanto estava sob custódia no sistema prisional fluminense.

O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, afirmou que a assinatura do acordo representa o reconhecimento das instituições pelas falhas do Estado nesses casos. “Este ato tem uma dupla finalidade: reparar falhas e prevenir que violações semelhantes voltem a ocorrer. Mais do que reconhecer erros do passado, queremos reafirmar o compromisso intransigente do Ministério Público do Rio na proteção dos Direitos Humanos, que são direitos de todos, e na adoção de medidas para prevenir acontecimentos semelhantes. É importante também resgatar a dignidade das vítimas, o que buscamos aqui”, afirmou o PGJ.

Dentre as reparações simbólicas e materiais previstas, os familiares de Maicon receberam uma versão retificada do registro de ocorrência, onde consta que ele foi morto vítima de intervenção de agente de segurança pública. O documento corrige o registro original, que apontava “resistência” no contexto da morte do menino de 2 anos de idade. O termo também prevê o pagamento de indenização pelos danos materiais e morais a Renato, aos familiares de Maicon e de José Carlos. Além disso, o MPRJ já determinou o desarquivamento dos inquéritos relacionados ao caso Acari.

A cerimônia também foi marcada pelos depoimentos dos familiares das vítimas, que relataram décadas de espera por justiça e agradeceram o acolhimento recebido no Ministério Público ao longo desse processo. Em comum, destacaram que a assinatura dos acordos representa um reconhecimento dos erros do Estado, da dor vivida por suas famílias e um importante passo para preservar a memória de Maicon e José Carlos. O pai de Maicon, José Luiz Faria da Silva, ao comentar a retificação do registro oficial da morte do filho, disse que esperava por esse momento há 30 anos e agradeceu o empenho da instituição.

“Sempre fui recebido com carinho e respeito aqui, do faxineiro ao procurador-geral de Justiça. Esse reconhecimento, hoje, tem um significado enorme para mim. Representa o respeito do Ministério Público e a importância de jamais desistir”, disse José Luiz, que recebeu uma placa o reconhecendo formalmente como defensor de Direitos Humanos.

Damiana do Nascimento de Souza, irmã de José Carlos, disse que a data representa um marco na busca por justiça. “Não vai trazer meu irmão de volta, mas espero que não aconteça com outras pessoas o que aconteceu com ele. É importante que as pessoas saibam que a Justiça ainda existe e que, por mais que demore, ela acontece. Não desistam”, declarou.

Em seu pronunciamento, a ministra de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, fez dois pedidos formais de desculpas. “O Estado brasileiro reconhece o sofrimento experimentado por vocês, a persistência de sua luta, reconhece que nenhuma família deveria carregar sozinha o peso da busca por Justiça”, disse Janine, que concluiu: “Por essa razão, peço formal e publicamente desculpas”.

Pelo acordo, o MPRJ também assume compromissos institucionais voltados ao aprimoramento de fluxos procedimentais, à realização de capacitações e à consolidação de protocolos investigativos alinhados aos parâmetros interamericanos. O objetivo é fortalecer a investigação e a responsabilização em casos de violações de Direitos Humanos ocorridas no sistema prisional. Para a diretora executiva da Justiça Global, Glaucia Marinho, a expectativa é que os compromissos assumidos se traduzam em medidas concretas para prevenir novas violações de Direitos Humanos e fortalecer políticas públicas de proteção. “Mais do que um acordo, esperamos o compromisso para enfrentar esse cenário de violações”, pontuou Glaucia.

Temporada de pinguins começa em Niterói e Guarda Ambiental orienta população sobre como agir

Animal foi resgatado pela equipe da Prefeitura em Piratininga, na Região Oceânica

Um representante de uma das aves marinhas mais conhecidas da população, os pinguins, chegou nesta quinta-feira (25) à Prainha de Piratininga. O animal foi resgatado pela Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói e encaminhado ao Instituto Eco Conservation, parceiro da Prefeitura no atendimento e reabilitação da fauna marinha.

Apesar da cena despertar curiosidade e até vontade de ajudar, a orientação é simples: não se deve tocar no animal e é importante acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo telefone 153. A equipe é treinada para esse tipo de ocorrência e fará o encaminhamento adequado. Por isso, a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói está orientando a população sobre o que fazer ao encontrar o animal.

O coordenador da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói, Renato Macedo, destaca que a colaboração da população é fundamental para garantir o atendimento adequado aos animais.

“Ao encontrar um pinguim, a orientação é não tocar no animal e acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo 153. Nossas equipes são capacitadas para realizar o resgate com segurança e encaminhá-lo ao Instituto Eco Conservation, onde receberá os cuidados necessários para sua recuperação e, quando estiver apto, retornar ao seu habitat natural”, explicou Renato Macedo.

Todos os anos, entre os meses de junho e setembro, principalmente, pinguins-de-magalhães deixam as águas frias da Patagônia, na Argentina e no Chile, e migram em busca de alimento. Durante esse percurso, alguns acabam chegando ao litoral brasileiro, muitas vezes debilitados, desidratados ou exaustos após enfrentarem longas distâncias e correntes marítimas.

Neste período aumenta o número de ocorrências no litoral fluminense, o que torna fundamental a atuação rápida das equipes de resgate.

A Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói possui agentes capacitados para o manejo de animais silvestres e atua em parceria com o Instituto Eco Conservation, responsável pelos cuidados veterinários, recuperação e posterior devolução dos animais ao seu habitat natural, quando apresentam condições de retornar ao mar. Além dos pinguins, a equipe realiza o resgate de diferentes espécies da fauna silvestre encontradas em áreas urbanas ou em situação de risco no município.

A recomendação de não recolocar o pinguim na água é importante porque muitos chegam à costa por estarem debilitados. Sem avaliação veterinária, devolvê-los ao mar pode comprometer as chances de sobrevivência.

O que fazer ao encontrar um pinguim?

A orientação da Guarda Ambiental é:

Ligue imediatamente para o 153;

Não coloque o animal no gelo;

Não o alimente;

Evite manuseá-lo, salvo em situações de risco imediato;

Mantenha-o em um local sombreado e protegido, sem tentar devolvê-lo ao mar;

Afaste cães e outros animais domésticos até a chegada da equipe especializada.