Orla de Icaraí será revitalizada com nova ciclovia, calçadão ampliado, banheiros e quiosques modernos e padronizados

Prefeitura de Niterói lançará edital neste mês de agosto; previsão é de que as obras sejam concluídas até o final de 2027

A Prefeitura de Niterói lançará, neste mês de agosto, o edital para a revitalização da Orla da Praia de Icaraí, um dos principais cartões-postais da cidade. A previsão é de que as obras sejam concluídas até o final de 2027. O projeto reorganiza os fluxos de pedestres, ciclistas e do transporte público, além de melhorar a acessibilidade e a iluminação ao longo de todo o percurso.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que o projeto integra um conjunto de investimentos da gestão municipal no bairro.

“Niterói tem uma paisagem exuberante, e Icaraí merece uma orla ainda melhor, mais acessível e acolhedora, que valorize esse importante espaço de lazer e convivência da população. Já implantamos a iluminação esportiva de LED, que ampliou as atividades na orla, e estamos realizando outros investimentos importantes na região, como a restauração do Cinema Icaraí e da Praça Getúlio Vargas. O bairro também receberá a maior obra de drenagem de sua história, no entorno do Caio Martins, e a primeira Unidade Básica de Saúde com atenção especial à população idosa. São ações que demonstram o compromisso de nossa gestão com a melhoria constante da qualidade de vida do cidadão”, afirmou o prefeito.

A principal novidade é a ciclovia, que ligará toda a orla, com 1.285 metros de extensão, desde a Rua Miguel de Frias até a Estrada Leopoldo Fróes. A via será separada da área de pedestres por meio de rebaixamento de aproximadamente 13 centímetros, pavimentação diferenciada, sinalização horizontal específica e tratamento adequado nos pontos de travessia.

Segundo o secretário municipal de Mobilidade e Infraestrutura, Renato Barandier, o projeto foi elaborado para integrar diferentes formas de deslocamento e ampliar a utilização dos espaços públicos.

“A revitalização foi planejada para organizar e dar mais segurança aos deslocamentos de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público, além de ampliar os espaços de permanência e lazer. A nova ciclovia terá continuidade em toda a orla e segregação física da área destinada aos pedestres. Também vamos ampliar o calçadão, melhorar a acessibilidade e preservar elementos característicos da Praia de Icaraí, como o desenho das pedras portuguesas e a arborização existente”, explicou Barandier.

Outro destaque é a renovação completa dos quiosques. As estruturas existentes serão substituídas por quiosques modernos e padronizados, instalados sobre decks elevados em pontos específicos da orla e com infraestrutura de energia, água e esgotamento sanitário. Cada quiosque contará com banheiros, ampliando o conforto dos banhistas e contribuindo para a proteção do meio ambiente. A distribuição ordenada busca unir funcionalidade, qualidade estética e preservação da paisagem, conferindo à orla uma identidade visual unificada.

A acessibilidade universal é uma das diretrizes estruturantes do projeto. O calçadão passará a contar com uma faixa de 1,50 metro em granito, lisa e contínua, junto à faixa de areia, garantindo conforto e circulação para cadeirantes em toda a extensão da orla. Em frente a cada travessia, serão implantados acessos à praia com escadas e rampas, totalizando sete rampas acessíveis. O projeto também prevê piso tátil de alerta, faixas de travessia sinalizadas para pedestres e ciclistas e dispositivos de moderação de tráfego nos pontos de cruzamento.

No eixo da mobilidade, o calçadão será ampliado em cerca de cinco metros a partir da linha de arborização existente, aumentando a capacidade de circulação e permanência. A faixa de granito junto à areia também funcionará como pista de corrida e caminhada, somando 2.045 metros quadrados.

As baias destinadas ao transporte coletivo serão readequadas para comportar até três ônibus simultaneamente, com novos abrigos para passageiros e sinalização acessível. A paginação do calçadão em pedras portuguesas será mantida e reproduzida em toda a nova largura do passeio, respeitando a característica histórica da orla e preservando a identidade visual e a continuidade do desenho urbano.

A intervenção inclui ainda um novo sistema de iluminação pública para o calçadão e a faixa de areia, além da instalação de mobiliário urbano, como bancos, lixeiras, bicicletários e equipamentos de lazer e atividade física. O projeto paisagístico prevê a manutenção da arborização existente. O mirante também será requalificado e receberá um novo piso seguindo o padrão do calçadão, além da reforma do guarda-corpo e de nova iluminação.

Atriz da Baixada integra elenco de espetáculo que representa o Brasil em festival internacional na Cidade do México

Natural de Jardim Gramacho, a artista multifacetada Donna Dona (cantora, atriz e compositora) foi uma das selecionadas para integrar a programação do primeiro ‘Ciclo Voces y Visiones de las Artes Escénicas en América’, realizado na Cidade do México. A dupla apresenta o espetáculo autoral ‘Axé’, uma obra que explora temas urgentes como o racismo religioso, a maternidade e a resistência cultural através da perspectiva das religiões de matriz africana. A participação brasileira vai além da atuação no palco.

A artista celebrou nas redes sociais (https://www.instagram.com/donnadona) o convite para integrar a delegação brasileira no evento. A viagem marca a primeira experiência internacional de sua carreira artística, conquista que a cantora e atriz define como um divisor de águas. Fã da cultura pop mexicana desde a infância, Donna Dona destacou a expectativa de vivenciar o intercâmbio multicultural e promover a troca de experiências com artistas internacionais durante o festival.

A participação da artista no evento é fruto de uma articulação promovida pela Ao Quadrado Produções em parceria com o Coletivo Agô. Além de Donna Dona, o grupo que representará o Brasil no festival é composto pelos artistas Ândrea Cordeiro, Alex Martins, Bruna Emanuela, Fabiano de Paula Alves, Julia Emilene e Thaty Aleixo.

O Coletivo Agô representará o Brasil no exterior com a apresentação da premiada cena “Axé”, obra focada na ancestralidade negra e nas matrizes afro-brasileiras. A programação traz ainda a artista Ândrea Cordeiro, com o solo de dança-teatro “Ensaio sobre a Leveza”. Além dos espetáculos, o grupo realizará atividades de formação e trocas culturais. O pesquisador Fabiano de Paula Alves ministrará a oficina “Afrobrasilidade para as Artes Cênicas”, enquanto a delegação participa de mesas sobre cooperação artística na América Latina.

Promovido pelo Centro Mexicano do Instituto Internacional de Teatro (ITI México), órgão vinculado à UNESCO, o festival homenageará as produções artísticas do Brasil e do Haiti nesta edição. O convite oficial reforça a relevância do teatro e da dança nacionais no cenário internacional. A iniciativa busca consolidar o intercâmbio cultural e fortalecer os laços entre artistas e instituições cênicas de toda a América Latina.

Ficha técnica

Coordenadora geral – Ândrea Cordeiro
Assistente de projeto – Fabiano de Paula
Diretor de cena – Fabiano de Paula e Ândrea Cordeiro
Elenco – Bruna Emanuela, Donna Dona, Julia Emilene e Thaty Aleixo
Figurinista – Bruna Emanuela
Assistente de produção – Alex Martins
Operação de Som – Alex Martins
Operação de Luz – Fabiano de Paula
Música Chamado – composição Taty Aleixo, Fabiano de Paula e Donna Dona.

Equoterapia cresce no Brasil como recurso terapêutico para pessoas com autismo; especialistas explicam benefícios e limites

Especialistas analisam os benefícios da prática contraindicações e os cuidados necessários com os animais terapêuticos

No mês em que é comemorado o Dia Nacional da Equoterapia, em 9 de agosto, a data enaltece uma prática transformadora que ganha cada vez mais força no suporte e na reabilitação de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Muito além de um simples passeio a cavalo, o método terapêutico e educacional utiliza o animal como um agente biológico e social completo, promovendo ganhos motores, cognitivos e comportamentais significativos.

No Brasil, dados da Associação Nacional de Equoterapia (Ande Brasil), publicados na Revista Horse, mostram que existem aproximadamente 450 centros de atendimento distribuídos por praticamente todo o território nacional, entre entidades filiadas e agregadas. Juntas, essas instituições garantem assistência para cerca de 25 mil pessoas com as mais diversas necessidades específicas, incluindo paralisia cerebral, síndrome de Down, esclerose múltipla e o próprio autismo.

O médico e professor da pós-graduação em Neurologia da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Dr Drusus Pérez Marques, comenta que a equoterapia tem potencial para contribuir com a socialização por meio da interação com o cavalo e o instrutor. Ela pode favorecer o contato visual, o equilíbrio e a interação motora, sensitiva e social. Muitas vezes, a criança se sente mais segura com o animal, o que facilita seu desempenho nas atividades.

“A comunicação, especialmente a não verbal, também pode ser trabalhada, já que o cavalo se comunica de forma não verbal e essa interação pode trazer benefícios. O cavalo oferece diferentes estímulos por meio de seus movimentos, de sua postura e da necessidade de a criança manter a atenção durante a atividade, o que faz dessa prática uma intervenção com grande potencial”.

O especialista destaca que a equoterapia costuma ser contraindicada em alguns casos, como crianças com epilepsia, transtornos motores com risco de queda, deformidades ortopédicas graves ou medo intenso de cavalo e de altura, quando isso gera grande desregulação e impede o desenvolvimento das atividades.

“As crianças que mais se beneficiam são aquelas com alterações na interação social, dificuldades motoras, de equilíbrio e de autorregulação. Também pode ajudar crianças com baixa autoestima, por conseguirem realizar atividades com o cavalo, e aquelas com alterações sensoriais, favorecendo a autorregulação, a percepção e o manejo dessas alterações que, muitas vezes, causam desconforto”, complementa o neurologista.

Avanço na adesão do tratamento e importância do cavalo

Publicado no último mês no Diário Oficial de Minas Gerais, a Lei 26.012 passou a prever expressamente a reabilitação de pessoas com deficiência por meio da equoterapia e de outras práticas terapêuticas com a participação de animais, indo além da assistência médica convencional.

A nova regra altera a Lei 8.193, de 1982, atualizando as diretrizes estaduais de apoio à pessoa com deficiência, o texto legal estabelece que deve ser assegurado integralmente ao animal o bem-estar físico, nutricional, ambiental, comportamental e emocional. A médica veterinária e professora da Afya São João del Rei, Dra. Sylvia Rocha Silveira Pires, explica que o cavalo é muito mais do que um equipamento da equoterapia, ele é o principal agente terapêutico.

“Seu andar produz um movimento tridimensional semelhante ao da bacia humana durante a marcha. Quando a pessoa está montada, esse balanço rítmico estimula o corpo de forma parecida com o movimento de caminhar. Para pessoas com autismo, esse movimento repetitivo e previsível pode ter um efeito calmante e organizador sobre o sistema nervoso. Além do estímulo motor, que contribui para o equilíbrio, a postura e a consciência corporal, há também o estímulo sensorial, com a percepção do calor, cheiro, sons e balanço do animal, favorecendo a integração sensorial”.

Dra Sylvia Pires, ainda ressalta que o cavalo utilizado na equoterapia passa por uma seleção criteriosa para garantir segurança e eficiência durante o atendimento. Do ponto de vista físico, ele precisa ter porte e conformação adequados para acomodar bem o praticante, além de um andar regular, rítmico e equilibrado nas três marchas, já que é esse padrão de movimento que gera o benefício terapêutico.

“Também deve estar em bom estado de saúde, sem alterações que comprometam sua locomoção. Em relação ao comportamento, é fundamental que seja um animal dócil, tranquilo e previsível, capaz de lidar com diferentes situações sem reações bruscas. Ele também precisa passar por um treinamento específico para a equoterapia e por avaliações contínuas, pois um cavalo agitado ou estressado pode comprometer a segurança do praticante e do próprio animal”, conclui a docente.

Niterói e Uruguai assinam acordo para primeira escola pública bilíngue em português e espanhol da rede municipal

Dom José Pereira Alves, na Vila Ipiranga, será unidade-piloto da parceria, que prevê formação de professores, intercâmbio e certificação de estudantes

Niterói e o Uruguai oficializaram, nesta segunda-feira (10), a parceria para a implantação da primeira escola pública bilíngue em português e espanhol da rede municipal. O acordo de cooperação foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves, que preside a MercoCidades (Associação de Prefeitos da América do Sul); pelo ministro da Educação e Cultura do Uruguai, José Carlos Mahía; e pelo presidente da Administración Nacional de Educación Pública (ANEP), Pablo Caggiani, e pelo secretário municipal de Educação, Bira Marques. A Escola Municipal Dom José Pereira Alves, na Vila Ipiranga, Fonseca, será a unidade-piloto da iniciativa.

“Hoje, celebramos um marco histórico com a inauguração da primeira escola bilíngue em português e espanhol, em parceria com o Uruguai. Esta unidade tem um significado especial para mim: foi aqui que despertei para a consciência social e política, inspirado pela trajetória da minha mãe, professora e ex-diretora desta escola. A educação é a ferramenta mais poderosa para reduzir desigualdades e construir a felicidade coletiva. Seguiremos de mãos dadas com nossos irmãos uruguaios, fortalecendo a integração latino-americana e ampliando oportunidades para nossas crianças e jovens”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

A cooperação integra um programa voltado à ampliação do ensino da língua e ao fortalecimento da educação em tempo integral, aproximando a rede pública de Niterói de outros países da América Latina.

“A cultura e a educação são instrumentos fundamentais para fortalecer a integração entre os povos e para trabalhar valores comuns. A educação é a maior oportunidade de construirmos uma sociedade mais justa, porque permite que todas as pessoas, independentemente do lugar onde nasceram ou de sua realidade familiar, tenham acesso ao conhecimento, à mobilidade social e a um futuro com mais igualdade, liberdade e felicidade. A energia com que fomos recebidos pelos estudantes, pelas meninas e pelos meninos desta escola, nos ensina exatamente isso: devemos ser livres, felizes e construir uma sociedade com igualdade e oportunidades para todos”, ressaltou o ministro da Educação e Cultura do Uruguai, José Carlos Mahía.

Durante a cerimônia de assinatura, estudantes do projeto Aprendiz Musical fizeram uma apresentação especial. O grupo interpretou as canções “Anunciação”, “Cirandeira” e “Como Una Flor”, além dos hinos nacionais do Brasil e do Uruguai.

A parceria prevê ações de formação continuada para professores, com foco no ensino da língua e da cultura espanhola e no aprimoramento das práticas pedagógicas do programa. Também estão previstos intercâmbios de professores e estudantes com cidades uruguaias, além da certificação dos alunos.

“A implantação da escola bilíngue reafirma o compromisso da educação pública de Niterói com o enfrentamento às desigualdades. A escolha desta unidade, localizada em uma região vulnerável da cidade, reforça a importância de garantir um ensino público de excelência. Queremos que nossas crianças aprendam espanhol, conheçam a cultura uruguaia e ampliem seus horizontes por meio de intercâmbios”, destacou o secretário municipal de Educação, Bira Marques.

Também estiveram presentes na cerimônia de assinatura o embaixador do Uruguai no Brasil, Rodolfo Nin Novoa; o cônsul-geral do Uruguai no Rio de Janeiro, Alejandro Mongrell; o secretário executivo, Felipe Peixoto; o subsecretário municipal de Relações Internacionais, Pedro Spadele; a presidente da Fundação Municipal de Educação, Andrea Bello; a diretora da E.M. Dom José Pereira Alves, Márcia Romão; o vereador e líder do governo na Câmara Municipal, Binho Guimarães, além de outras autoridades municipais.

Uma trajetória de educação – Fundada em 1944, a E.M. Dom José Pereira Alves tem uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação e a comunidade da Vila Ipiranga. Municipalizada em 2009, a unidade passou a integrar a Rede Municipal de Ensino de Niterói e, desde 2022, funciona em horário integral. Em 2026, a escola amplia sua atuação com a oferta da Educação de Jovens e Adultos e se torna a primeira unidade da rede municipal a receber o projeto de escola bilíngue em parceria com o Uruguai.

Operação Mulher Presente promove roda de conversa em alusão ao Agosto Lilás e aos 20 anos da Lei Maria da Penha

A Operação Mulher Presente, vinculada ao programa Segurança Presente do Governo do Estado, promoveu nesta sexta-feira (7), na Base do Segurança Presente de Armação dos Búzios, um café da manhã seguido de roda de conversa em alusão ao Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher. A ação também marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha, reunindo profissionais da rede de proteção e mulheres da comunidade em um momento de diálogo, acolhimento e informação.

Aberto ao público, o encontro teve como objetivo fortalecer a conscientização sobre os direitos das mulheres, divulgar os serviços de apoio disponíveis no município e incentivar a prevenção e o combate à violência de gênero.

Durante a programação, representantes de diferentes áreas compartilharam informações e orientações sobre a rede de atendimento às mulheres. A coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), Paula Moura, apresentou os serviços oferecidos pela Secretaria da Mulher. Também participaram profissionais como psicóloga, que abordou os diferentes tipos de violência contra a mulher e a importância da autoestima no processo de enfrentamento, e nutricionista, que destacou a relação entre saúde, bem-estar e qualidade de vida.

A roda de conversa contou ainda com a participação da sargento Alessandra e do coordenador da Operação Segurança Presente em Búzios, capitão Corrêa, que reforçaram a importância da integração entre os órgãos de segurança pública e a rede municipal de proteção às mulheres.

A iniciativa integra as ações do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, fortalecendo a atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Armação dos Búzios na promoção de políticas públicas de acolhimento, proteção e garantia de direitos.

Recife se prepara para receber a Jornada Bett Nordeste

Nos dias 19 e 20 de agosto, evento reunirá líderes, gestores, educadores e empresas no Recife Expo Center para discutir os desafios e as oportunidades da educação básica pública e privada

Já começou a contagem regressiva para a quinta edição da Jornada Bett Nordeste que será realizada nos dias 19 e 20 de agosto, no Recife Expo Center. Com expectativa de reunir mais de dois mil participantes, 40 marcas expositoras e 70 palestrantes, o evento terá como temática central: “Inteligência em ação: experiências que transformam a educação”.

Promovida pela Bett Brasil, em parceria com o Sinepe-PE, a Jornada Bett Nordeste chega à reta final dos preparativos levando para a região discussões sobre inteligência artificial, práticas pedagógicas, gestão escolar, políticas públicas, inclusão, formação docente e os desafios enfrentados pelas redes pública e privada de ensino.

A abertura oficial acontece no dia 19 de agosto, às 13h, com a participação da diretora-geral da Bett Brasil, Claudia Valério; do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE), José Ricardo Diniz; da vereadora de Recife e professora Ana Lúcia; e mediação da jornalista Renata Araújo.

Referências nacionais na programação

Ao longo dos dois dias, a programação reunirá educadores, especialistas e representantes do setor público para discutir e compartilhar experiências voltadas ao fortalecimento da educação.

Entre os convidados estão a professora Débora Garofalo, reconhecida internacionalmente pelo Global Teacher Prize e referência em políticas educacionais; a advogada especialista em Direito Digital Alessandra Borelli; a diretora executiva do Instituto Reúna, Katia Smole; a professora de redação Fernanda Bérgamo; e o fundador da Saber Ampliado, Pedro Cortella.

Também participam da programação a secretária de Educação da Prefeitura do Recife, Cecília Cruz; o presidente da Undime Nacional, Luiz Miguel Garcia; o secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda; o diretor de Pedagogia da Proz Educação, Luciano Meira; e o CEO do Instituto do Autismo, Kadu Lins.
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Programação em três auditórios simultâneos

Para atender aos diferentes perfis do público, o congresso será distribuído em três auditórios simultâneos: Plenária, Aquário e Educação Pública, permitindo que os participantes escolham os conteúdos mais alinhados às suas áreas de interesse.

Além dos painéis tradicionais, a programação contará com diferentes formatos de apresentação. As Sessões Inspiradoras abordarão reflexões e experiências voltadas à educação; as Rodas de Conversa promoverão debates mediados por jornalistas; e os Painéis Expositivos reunirão dois especialistas para compartilhar perspectivas complementares sobre temas em destaque.

A principal novidade desta edição é o formato ‘Talk’, apresentações individuais de 30 minutos que propõem discussões objetivas sobre assuntos estratégicos para a educação contemporânea.

Espaço para inovação e networking

A Jornada Bett Nordeste contará com uma área de exposição, reunindo empresas e instituições que apresentarão soluções, produtos, serviços e tecnologias voltadas ao setor educacional. A visitação ao espaço de exposição é gratuita.

Entre as marcas confirmadas estão a Cel.Lep., Systemic; Altbit, Desk Móveis; Krenke Pernambuco; Sistema Etapa; M.A.I.A; Zoom Education; B.Uni; Wizard By Pearson; ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil); Objetivo/Unip; Interative Tecnologia; Movesco; Editora Banquine; ToinToin Playgrounds e Naraedu.

E também a The Big Challenge Brasil; Real Touch (Real Import); Mais Inclusão no Mundo; ACSI Brasil (Association of Christian Schools International); GrãoEdu; IA School; IsoHub; DUX for Education; Academia Claraval; Grupo Eureka; Sistema GGE de Ensino; Metadil; Linea Rica; Cesar School; Aponti; Start Anglo; BE Global Soluções Educacionais; Mooney Edu; Fisio Power e Universidade da Inclusão.

Experiências escolares ganham espaço no evento

Outra novidade da programação será a apresentação dos projetos selecionados para a primeira edição do “Escolas em Ação”, iniciativa realizada em parceria com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE).

Seis experiências desenvolvidas por escolas privadas de Pernambuco, Bahia e Paraíba serão compartilhadas durante o evento. Os projetos abordam temas como inteligência artificial, protagonismo estudantil, metacognição, gestão escolar e inovação pedagógica, com o objetivo de ampliar a circulação de práticas que vêm gerando resultados positivos nas comunidades escolares.

Inscrições continuam abertas

Os interessados ainda podem se inscrever na Jornada Bett Nordeste em duas modalidades. A categoria ‘visitante’ garante acesso gratuito à área de exposição, à palestra de abertura e à programação completa do Auditório de Educação Pública. Já a modalidade ‘congressista’ inclui acesso aos três auditórios do congresso, à área de exposição e ao certificado de participação.

No primeiro dia, a área de exposição funcionará das 12h às 20h, enquanto o congresso ocorrerá das 13h às 19h. No segundo dia, a exposição estará aberta das 9h30 às 19h, e a programação do congresso acontecerá das 10h às 18h.

Aposentadoria na Itália: brasileiros podem morar legalmente no país sem ter cidadania italiana

Residência eletiva é alternativa para quem possui renda própria e pretende viver no país sem trabalhar; recursos financeiros e moradia estão entre as exigências

Morar na Itália depois da aposentadoria não é uma possibilidade restrita a quem possui cidadania italiana. Brasileiros que conseguem comprovar recursos financeiros próprios, estáveis e suficientes para se manter no país podem solicitar o chamado visto de residência eletiva, modalidade destinada a estrangeiros que pretendem estabelecer residência de longa duração na Itália sem exercer atividade profissional.

Embora seja frequentemente chamado de “visto para aposentados”, essa não é a denominação oficial da autorização.

O visto de residência eletiva é mais amplo e pode atender aposentados e outras pessoas que possuam rendimentos e patrimônio capazes de garantir sua subsistência sem depender de trabalho na Itália.

Segundo a advogada Ana Carolina Campara Brittes, especialista em Direito Migratório e Cidadania Italiana, CEO da Campara Cidadania é membro da Comissão de Cidadania Italiana da Associação Brasileira de Advogados (ABA), a modalidade ainda é pouco conhecida por brasileiros que consideram viver no país.

“Existe uma ideia muito presente no Brasil de que, para morar na Itália de forma permanente, é necessário primeiro ter a cidadania italiana. Não necessariamente. A residência eletiva é uma das possibilidades legais para quem não tem cidadania europeia, desde que o perfil e as condições financeiras do interessado atendam às exigências previstas”, explica.

Quanto é preciso comprovar?

A capacidade financeira é um dos pontos centrais da análise. Documentos oficiais italianos estabelecem que os recursos devem ser próprios (autônomos), estáveis, regulares e suficientemente amplos, com perspectiva de continuidade ao longo do tempo.

Como referência, orientações consulares italianas utilizam patamar em torno de € 31 mil por ano para o requerente — cerca de R$ 182 mil na cotação atual —, o equivalente a aproximadamente € 2,58 mil por mês, ou cerca de R$ 15,2 mil mensais.

Mais do que possuir esse valor disponível em uma conta bancária, o interessado precisa demonstrar constância desses recursos. Podem ser considerados, por exemplo, aposentadorias, pensões, rendimentos de imóveis, anuidades, investimentos e outras fontes patrimoniais recorrentes.

O princípio fundamental é que o requerente consiga demonstrar que terá condições de viver na Itália sem depender do exercício de atividade profissional no país.

Assim, ter apenas uma reserva financeira elevada em conta corrente, sem conseguir demonstrar uma fonte de renda ou de rendimentos contínuos, pode não ser suficiente para atender ao requisito.

“O ponto principal não é simplesmente quanto a pessoa acumulou, mas se ela consegue demonstrar que terá recursos contínuos para se manter na Itália sem precisar trabalhar. A autoridade consular analisa justamente a origem, a estabilidade e a continuidade desses rendimentos”, explica Ana Carolina Campara Brittes.

O valor, entretanto, não deve ser entendido como uma espécie de preço do visto ou garantia de aprovação. A situação econômica do interessado e a documentação apresentada são avaliadas pelas autoridades competentes.

O visto não dá autorização para trabalhar

Esse é um dos principais cuidados para quem avalia a modalidade. A residência eletiva é destinada justamente a quem consegue se manter independentemente de atividade profissional.
A documentação consular italiana deixa claro que o visto e o posterior permesso di soggiorno por residência eletiva não autorizam o exercício de atividade laboral na Itália.

“É importante não confundir residência eletiva com visto de trabalho ou mesmo com o visto para nômades digitais. São instrumentos migratórios diferentes. Para quem pretende continuar exercendo atividade profissional depois da mudança, é necessário analisar qual modalidade corresponde efetivamente àquela situação”, ressalta a advogada.

É preciso ter imóvel na Itália?

Ter uma casa própria não é necessariamente obrigatório, mas o interessado precisa demonstrar que dispõe de moradia adequada para estabelecer residência no país. Dependendo da situação, isso pode ser comprovado por imóvel próprio ou por contrato de locação válido.

Além da comprovação financeira e habitacional, o processo exige documentação pessoal e consular específica. A análise pode ser minuciosa e as autoridades podem solicitar documentos adicionais conforme o caso.

O visto de residência eletiva é do tipo D, destinado a estadias de longa duração. Após a entrada na Itália, há ainda o procedimento para obtenção do respectivo permesso di soggiorno, que regulariza a permanência do estrangeiro no território italiano.

Família também pode entrar no planejamento

A modalidade pode alcançar familiares em determinadas situações. A documentação oficial italiana prevê a possibilidade de concessão também ao cônjuge convivente e a filhos, desde que sejam atendidas as condições aplicáveis e que os recursos financeiros sejam considerados suficientes para a manutenção da família. Nesse caso, a capacidade econômica necessária tende a aumentar conforme a composição familiar.

“Quando falamos em mudança de país na aposentadoria, muitas vezes não estamos tratando apenas de uma pessoa, mas de um casal ou de uma família. É justamente por isso que a análise precisa ser feita antes da mudança, considerando renda, patrimônio, moradia e quem acompanhará o requerente”, explica Ana Carolina.

Cidadania e residência são caminhos diferentes

Para brasileiros descendentes de italianos, a cidadania continua sendo outra possibilidade, desde que preenchidos os requisitos legais. Mas, para quem não possui direito ao reconhecimento da cidadania — ou pretende avaliar outras alternativas migratórias — a residência eletiva pode integrar o planejamento de mudança para o país.

Conhecer essas diferenças evita que o interessado tome decisões importantes baseado apenas na ideia de que possuir recursos financeiros ou comprar um imóvel seria suficiente para garantir o direito de residência.

“Mudar para a Itália não começa pela compra da passagem ou do imóvel. Começa pela definição do caminho migratório adequado. A residência eletiva pode ser uma excelente alternativa para determinados perfis, especialmente aposentados e pessoas com renda patrimonial estável, mas precisa ser estruturada de acordo com a realidade de cada requerente”, conclui a Dra. Ana Carolina Campara Brittes.

Quem é Ana Carolina Campara Brittes
* CEO e sócia-fundadora da Campara Cidadania, Vistos & Viagens;
* Membro da Comissão de Cidadania Italiana da Associação Brasileira de Advogados (ABA);
* Membro da ABRINTER (Associação Brasileira de Advogados Internacionalistas);
* Membro do IBDESC (Instituto Brasileiro de Direito Estrangeiro e Comparado);
* Advogada no Brasil e em Portugal;
* Pós-graduada em Direito Público pela FMP (Fundação Escola Superior do Ministério Público – RS);
* MBA em Direito Migratório pela EBPÓS;
* MBA em Instrumentos Internacionais de Planejamento Patrimonial e Sucessório pela EBPÓS (em andamento).

Sobre a Campara
A Campara é um ecossistema de mobilidade global, com ampla experiência em nacionalidade europeia, imigração e relocação internacional. Atua no reconhecimento judicial e administrativo de nacionalidades, especialmente portuguesa, italiana, espanhola e alemã, além de oferecer assessoria completa em vistos, planejamento migratório, mobilidade internacional e integração no país de destino. Com atuação no Brasil, nos Estados Unidos, Emirados Árabes e Europa, reúne uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados para atender pessoas, famílias, empreendedores e empresas que desejam viver, investir ou expandir suas atividades no exterior.

Prefeitura de Niterói amplia Aluguel Universitário, e programa pode chegar a mais de 2 mil beneficiários

Com 485 novos ingressantes do terceiro edital, iniciativa chega a 1.670 estudantes em agosto; outros 366 aprovados podem começar a receber em setembro

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta segunda-feira (10), o ato simbólico de pagamento do terceiro edital do Aluguel Universitário, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. A iniciativa busca garantir condições para o ingresso e a permanência dos jovens no ensino superior. Neste mês de agosto, o programa chega a 1.670 beneficiários, com a entrada de 485 novos estudantes do terceiro edital. Outros 366 universitários já aprovados poderão começar a receber o auxílio em setembro, elevando o total para 2.036 beneficiários. O pagamento deste mês soma R$ 1,19 milhão.

O programa oferece auxílio mensal de R$ 700 para ajudar no custeio da moradia de estudantes, contribuindo para que os universitários permaneçam na graduação e possam viver mais perto das instituições de ensino. A iniciativa também integra as ações de revitalização do Centro de Niterói, estimulando a ocupação da região por novos moradores.

O prefeito Rodrigo Neves destacou o papel da política em uma cidade que recebe universitários de diferentes municípios, estados e países. Durante o evento, ele ressaltou que cerca de 90% dos estudantes presentes eram de fora de Niterói. Na apresentação para os alunos, o prefeito explicou que eles estavam estudando em uma cidade na qual a gestão trabalha com planejamento. Como exemplo, citou o Niterói Que Queremos, que planejou a cidade até 2050, com intensa participação da Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio de 180 projetos em diferentes áreas, como saúde, educação, mobilidade e meio ambiente.

“Vocês estão em uma cidade que acredita na juventude como futuro e cuja gestão municipal apoia e realiza parcerias com a universidade. Cerca de 90% dos estudantes que estão aqui são de fora de Niterói, de outras cidades do estado e até de outros países. Isso mostra a importância de uma política como o Aluguel Universitário. Niterói é uma cidade que acolhe e que acredita na educação, na cultura e nas oportunidades para os jovens como instrumentos de transformação”, afirmou Rodrigo Neves.

A iniciativa contempla alunos de diferentes universidades, faculdades e cursos e conta com mais de 50 estudantes estrangeiros entre os beneficiários, ampliando o apoio também a quem chega à cidade sem uma rede de suporte estruturada.

O reitor da UFF destacou que o programa também reforça uma característica da cidade e da própria universidade: a convivência com estudantes de diferentes origens, trajetórias e nacionalidades. Para ele, a diversidade deve ser entendida como parte da construção de uma sociedade mais inclusiva.

“Não temos apenas que tolerar a diversidade, temos que celebrá-la. É essa diversidade que caracteriza o Brasil, Niterói e também a universidade e que, certamente, nos ajuda a construir um país cada vez melhor. Parabéns à Prefeitura de Niterói por uma iniciativa que aponta esse caminho”, afirmou o reitor Antonio Claudio da Nóbrega.

O coordenador da Juventude de Niterói, João Pedro Boechat, ressaltou que a Coordenadoria identificou cinco jovens que viviam em situação de rua e que, hoje, têm uma casa, um lugar para viver e condições de continuar estudando.

“Cada estudante traz uma história e um sonho que não é só dele, mas de toda a família. São jovens que querem se tornar médicos, professores, advogados, jornalistas, cientistas e que precisam concluir seus cursos com tranquilidade, sem passar uma, duas ou três horas no trânsito e com a segurança de ter onde morar. Ao mesmo tempo, o programa contribui para o processo de revitalização do Centro”, afirmou Boechat.

Para quem veio de longe, o auxílio também significa a possibilidade de se estabelecer em Niterói e seguir a formação acadêmica. Um dos beneficiários é um estudante de Moçambique, que mora no Centro e estuda cinema e artesanato. O recurso, segundo ele, ajuda nas despesas cotidianas e na compra dos materiais utilizados nos estudos.

“Esse incentivo me ajuda a pagar outras despesas e também a comprar o material de que preciso para estudar. Acho essa iniciativa muito boa porque tem muita gente que vem de fora e realmente precisa desse apoio. Eu cheguei aqui e não sabia praticamente nada, estava completamente perdido. Para quem vem de fora, esse apoio faz muita diferença”, contou o estudante Akin Suca, de 20 anos.

A secretária municipal de Habitação, Marcelle Sardinha, ressaltou a importância das políticas de permanência estudantil para jovens que precisam superar dificuldades financeiras e familiares até a conclusão da graduação.

“Esse é um programa que foi construído a partir de muito diálogo e participação popular, que é uma marca importante da gestão. A gente acredita que as políticas públicas precisam ser feitas ouvindo quem está na ponta, entendendo as necessidades reais dos estudantes e construindo soluções em conjunto com os parceiros. O Aluguel Universitário nasce justamente desse processo coletivo, com o objetivo de garantir mais condições para que esses jovens permaneçam na universidade e consigam concluir seus estudos”, destacou Marcelle.

Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro realiza turnê no Uruguai

O Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro realiza, com o Patrocínio Oficial Petrobras, entre os dias 17 e 25 de agosto, uma série de apresentações no Uruguai como parte da programação oficial das comemorações da Independência do país. O repertório reúne obras de Heitor Villa-Lobos, Joaquín Turina e Antônio Carlos Gomes e marca mais um capítulo da parceria entre o Theatro Municipal e o Uruguai, que já vem sendo construída nos últimos anos. Em 2025, o Balé do Theatro Municipal realizou uma turnê por cinco cidades uruguaias (Montevideo, San José, Durazno, Canelones e Rivera), apresentando “Suíte Brasileira”, e a instituição recebeu a exposição Entre o Rio dos Pássaros Pintados e o Rio de Janeiro, ampliando o intercâmbio cultural entre os dois países.

Agora, o Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal dá continuidade a essa colaboração em espetáculos realizados em mais cinco cidades, elevando os laços culturais entre as duas nações.

Esta é uma parceria do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o Consulado Geral do Uruguai no Rio de Janeiro, a Embaixada do Uruguai no Brasil e do Ministério de Relações Exteriores do Uruguai.

​O Quarteto de Cordas conta com Carlos Mendes (violino), Marluce Ferreira (violino), José Volker Taboada (viola) e Pablo Uzeda (violoncelo) e se apresentará no Uruguai com concertos em San José (18/8), Mercedes, no departamento de Soriano (19/8), Colônia do Sacramento (21/8) e San Carlos, no departamento de Maldonado (23/8).

“Sempre defendi o intercâmbio cultural, especialmente entre países e culturas diferentes. Nesta viagem, levaremos ao público uruguaio um repertório que reúne o melhor da música brasileira e uma das mais belas obras do repertório espanhol. Também é uma oportunidade de apresentar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, uma das mais importantes casas de ópera da América Latina, e evidenciar a excelência técnica e artística de nossos músicos”, afirma Carlos Mendes.

“É a primeira vez que vou tocar no Uruguai. É uma honra representar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e fazer parte desta equipe. Quando me convidaram, eu não acreditei. Fiquei muito feliz e estou bem empolgada com essa viagem”, ressalta Marluce Ferreira.

Como fruto dessas iniciativas, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro está engajado com a Intendência de San José na formalização de um Memorando de Entendimento destacando a importância do estreitamento dos laços institucionais, bem como visando uma maior cooperação cultural entre ambos.

Repertório:

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)
Cuarteto de Cordas nº 1

1 “Cantilena” (Andante)
2 “Brincadeira” (Allegretto
scherzando)
3 “Canto lírico”
(Moderato)
4 “Cançoneta ” (Andantino quase allegretto)
5 “Melancolia” (Lento)
6 “Saltando como um Saci” (Allegro)

JOAQUÍN TURINA (1882-1949)
La oración del torero Op.34

ANTONIO CARLOS GOMES (1836 1896)
Sonata para cuerdas en re mayor ( Burrico de Pau)

I. Allegro animato /
II. Allegro scherzoso /
III. Adagio lento e calmo /
IV. Vivace “Burrico de Pau”

QUARTETO DE CORDAS DA OSTM
Carlos Mendes, violín
Marluce Ferreira, violín
José Volker Taboada, viola
Pablo Uzeda, violoncelo

Prefeito Rodrigo Neves vistoria obras do emissário da Avenida Almirante Ary Parreiras

Término do serviço executado pela Águas de Niterói está previsto para este mês

As obras do emissário da Avenida Almirante Ary Parreiras, em Icaraí, entraram na reta final. O prefeito Rodrigo Neves foi ao local para fazer vistoria, acompanhado da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa; do secretário Executivo, Felipe Peixoto; do administrador regional de Icaraí, Raphael Costa, e de representantes da concessionária Águas de Niterói, responsável pela execução do serviço. O término dos trabalhos está previsto para o fim do mês.

A intervenção começou no fim de abril e tem como objetivo modernizar o sistema de esgotamento sanitário na região. Serão substituídos 710 metros de rede no trecho terrestre do emissário que liga a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Icaraí à Baía de Guanabara. A nova tubulação, com 1.000 milímetros de diâmetro, é feita em Polietileno de Alta Densidade (PEAD), material que oferece maior vida útil, resistência à corrosão e durabilidade, garantindo mais segurança e eficiência operacional.

“Essa é uma intervenção complexa, que substitui uma estrutura já deteriorada, após 40 anos de implantação, por um sistema moderno, mais seguro e preparado para durar pelas próximas décadas. É esse emissário que conecta os efluentes tratados do sistema de esgoto de mais da metade da cidade de Niterói ao emissário submarino, garantindo o correto descarte no oceano. A gente sabe que obra traz transtornos, mas também sabe o quanto ela é necessária”, ressaltou o prefeito Rodrigo Neves.

Segundo o diretor-executivo da concessionária Águas de Niterói, Bernardo Gonçalves, os investimentos de mais de R$ 10 milhões na modernização do trecho representam mais uma frente de atuação das obras de universalização do saneamento em Niterói.

“Estamos atentos às necessidades do município para aprimorar continuamente a prestação dos serviços. Neste caso, a obra antecipa o plano plurianual da concessionária, com uma solução definitiva para todo o trecho, evitando intervenções pontuais e garantindo maior eficiência ao sistema”, afirmou ele.

Foto: Evelen Gouvêa