Hospital Municipal Carlos Tortelly, em Niterói, amplia capacidade assistencial após investimentos

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O Hospital Municipal Carlos Tortelly (HMCT), em Niterói, registra aumento da atividade assistencial após um ano da entrega da reforma da Enfermaria 2 e da implantação do Núcleo de Atendimento à Mulher (NUAM). Os indicadores da unidade mostram crescimento no número de atendimentos e exames, alta utilização da estrutura de internação e evolução da assistência no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

Entre março e julho de 2024 e o mesmo período de 2026, o número de atendimentos realizados pelo hospital passou de 23.525 para 29.610, um crescimento de 25,9%. A produção de exames avançou 38,9%, de 178.923 para 248.477. No mesmo intervalo, o tempo médio de permanência hospitalar caiu de 13 para 8,6 dias. Somente entre janeiro e julho deste ano, o HMCT contabilizou 40.708 atendimentos, 2.089 internações e mais de 341 mil exames.

A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, destaca que os resultados refletem os investimentos realizados na qualificação da assistência.

“O investimento no Carlos Tortelly amplia sua capacidade de resposta e, ao mesmo tempo, oferece um cuidado cada vez mais qualificado e humanizado. Os números mostram uma unidade com alta demanda e estruturas que estão sendo efetivamente utilizadas pela população. Mais do que ampliar espaços e serviços, nosso compromisso é garantir que esses investimentos se traduzam em acesso, qualidade da assistência e melhores condições de cuidado para os pacientes”, afirma a secretária.

Em 2025, o CTI alcançou 1.654 internações, o maior volume da série histórica analisada, com média de 138 internações por mês. Na comparação com 2016, o aumento da produção assistencial foi superior a dez vezes.

Ao mesmo tempo em que ampliou o número de pacientes atendidos, o CTI apresentou redução no tempo médio de permanência para cerca de cinco dias em 2025. Nos primeiros cinco meses de 2026, o CTI contabilizou 609 internações, média de 122 por mês, mantendo o tempo médio de permanência em aproximadamente cinco dias.

Para o diretor do Hospital Municipal Carlos Tortelly, Bira Ramos, os resultados mostram uma transformação que vai além da ampliação física da unidade.

“As melhorias na unidade são fundamentais para fortalecer o compromisso de proporcionar um atendimento de excelência e humanizado, tanto para os pacientes, quanto para os profissionais que atuam no hospital. Hoje temos um CTI com alta produção, redução do tempo médio de permanência e indicadores que mostram resultados positivos mesmo diante da complexidade dos pacientes que recebemos. É um avanço construído pelo investimento na estrutura e, principalmente, pelo trabalho das nossas equipes”, destaca Bira Ramos.

Outra estrutura com alta utilização é a Enfermaria 2, que completou um ano desde a entrega da reforma. Considerando os 11 meses completos entre setembro de 2025 e julho de 2026, foram registradas 871 entradas assistenciais e 9.240 pacientes-dia, com ocupação média de 99,4%.

Das 871 entradas registradas no período, 804 ocorreram por transferências internas, demonstrando o papel da enfermaria na organização do fluxo de pacientes entre os diferentes setores do hospital. A unidade também contabilizou 586 altas hospitalares no período.

A reforma proporcionou melhores condições para a internação dos pacientes e para o trabalho das equipes, qualificando uma estrutura que hoje funciona próxima da capacidade total.

NUAM completa um ano – A ampliação da assistência no Carlos Tortelly também ganhou um olhar específico para as mulheres com a implantação do Núcleo de Atendimento à Mulher (NUAM), entregue junto à reforma da Enfermaria 2.

No primeiro ano de funcionamento, o núcleo acolheu 59 mulheres e realizou mais de 100 encaminhamentos para serviços e políticas da rede de proteção e cuidado.

O NUAM funciona como um espaço de acolhimento, escuta qualificada e orientação, permitindo identificar necessidades que muitas vezes ultrapassam a demanda clínica que levou a paciente ao hospital. Entre as atendidas pelo serviço, predominam mulheres negras, em situação de vulnerabilidade socioeconômica e, majoritariamente, com filhos.

A implantação do núcleo passou a permitir uma abordagem mais direcionada às situações de vulnerabilidade, com articulação dos encaminhamentos necessários e integração com outros pontos da rede.

Um ano após as novas entregas, os indicadores reforçam um processo de ampliação e qualificação da assistência no Hospital Municipal Carlos Tortelly, combinando aumento da capacidade de atendimento, modernização da estrutura hospitalar e criação de serviços voltados às necessidades específicas dos pacientes.
 

Feriadão vai sacudir Piratininga com quatro dias de shows gratuitos

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Niterói vai entrar no ritmo do feriadão com muita música, animação e diversão para todos os gostos. De sexta-feira (30) até segunda-feira (2), feriado de Finados, a Praça Luiz Gomes da Silva, conhecida como Praça do Toboágua, em Piratininga, na Região Oceânica, será palco do Circuito da Música – Edição Piratininga. Serão quatro dias de programação gratuita com samba, sertanejo, pop, rock, MPB e pagode, em uma verdadeira mistura de ritmos que promete colocar o público para cantar, dançar e aproveitar o feriado prolongado.

A festa vai muito além dos palcos. O evento também contará com espaços dedicados à gastronomia, arte, moda e entretenimento infantil. Com opções para diferentes idades, a proposta é transformar a praça em um grande ponto de encontro para famílias e amigos, combinando boa música, sabores variados e lazer ao ar livre.

A programação musical começa na sexta-feira (30), com o Samba de Mulheres, que promete abrir o feriadão em grande estilo. O ritmo contagiante do samba, a força das vozes femininas e a energia da música brasileira dão o tom da primeira noite. A apresentação será uma oportunidade para o público entrar na roda, acompanhar as batidas e celebrar um dos gêneros mais tradicionais da cultura nacional.

No sábado (31), o clima muda, mas a animação continua. Quem assume o palco é o cantor Emerson Campos, levando ao público o romantismo e a energia da música sertaneja. Com um repertório marcado por canções apaixonadas e grandes sucessos do gênero, o artista promete embalar casais, reunir amigos e transformar a noite em um grande coro, daqueles em que todo mundo canta junto.

O domingo (1º) será de muita dança e sucessos que atravessam gerações. Brasília e banda chegam com um repertório eclético, passeando pelo pop, rock e MPB, em um espetáculo pensado para não deixar ninguém parado. A mistura de estilos e as músicas conhecidas do público prometem fazer da noite uma grande celebração da música nacional e de hits que marcaram época.

Para fechar o feriadão com chave de ouro, a segunda-feira (2) será embalada pelo Pagode do Ivanzin. Com muito balanço, descontração e um clima de roda de pagode que todo brasileiro conhece, o cantor promete transformar a última noite do Circuito da Música em uma festa cheia de energia, romantismo e refrões para cantar em coro.

Além dos shows, o público poderá circular pelos espaços de gastronomia, conhecer produtos de moda e arte e aproveitar a programação em família. Na sexta-feira, o evento será aberto às 16h. No sábado, domingo e segunda-feira, as atividades começam ao meio-dia, permitindo que moradores e visitantes aproveitem o feriadão desde cedo.

O Circuito da Música é uma realização da Associação de Trucks e Feirantes de Niterói (Atruf), com apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Administração Regional de Camboinhas, Piratininga e Itaipu.

Serviço: Circuito da Música Niterói | Edição Piratininga

Data: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2026

Local: Praça Luiz Gomes da Silva (antigo Toboágua), Piratininga – Região Oceânica de Niterói

Entrada: Gratuita

Horário de funcionamento:

– Sexta-feira (30/10): a partir das 16h
– Sábado (31/10): a partir das 12h
– Domingo (1º/11): a partir das 12h
– Segunda-feira (2/11): a partir das 12h

Programação musical:

Sexta-feira – 30 de outubro
Samba de Mulheres – Samba

Sábado – 31 de outubro
Emerson Campos – Sertanejo romântico

Domingo – 1º de novembro
Brasília e banda – Pop, rock e MPB

Segunda-feira – 2 de novembro
Pagode do Ivanzin – Samba e pagode

Outras atrações: gastronomia, arte, moda, shows e espaço kids.

 

Rio poderá ter projeto para combater analfabetismo no Estado

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O Estado do Rio poderá ter integração de informações entre as secretarias estaduais de Assistência Social, Saúde e Educação para identificar jovens e adultos que não frequentaram a escola ou não concluíram os ensinos fundamental e médio. A proposta está prevista no Projeto de Lei 5.615/25, de autoria da deputada Tia Ju (REP), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta terça-feira (27/10). A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

A proposta busca identificar jovens e adultos fora da escola e ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ainda segundo o texto, as secretarias deverão compartilhar, de forma segura e respeitando a legislação de proteção de dados pessoais, informações sobre pessoas com mais de 15 anos sem escolarização ou que tenham interrompido os estudos. Os dados poderão incluir registros da rede socioassistencial, cadastros do Sistema Único de Saúde (SUS) e informações da rede de ensino.

Tia Ju frisou que a integração é fundamental para um mapeamento de jovens e adultos que não estão escolarizados. “Eu conheço diversas pessoas que têm o desejo de aprender e estudar. Com o projeto, é possível fazer essa busca ativa porque eu acredito que a oportunidade deve ser ofertada para todos”, destaca a parlamentar.

O projeto também autoriza o Governo do Estado a criar um sistema integrado de monitoramento, capaz de produzir relatórios e mapas para identificar as regiões com maior demanda por vagas na EJA. A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), em articulação com as demais pastas. O projeto ainda prevê o incentivo à adoção do modelo pelos municípios.

 

Bochecha leva alegria e fala de fé para mais de 500 pessoas no Dia Pink da Oncomed e PróOnco Mulher

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Agenda segue nesta quinta, 29, com roda de conversa, e dia 31 com caminhada em Icaraí para alertar sobre os cuidados e a prevenção ao câncer de mama

“Nunca percam a fé!”. Essa foi uma das muitas recomendações deixadas por personalidades que, das mais diversas formas, convivem com o câncer e participaram voluntariamente da 10ª edição do Nosso Dia Pink (NDP). Uma das ações da campanha Outubro Rosa promovida pela Oncomed e a PróOnco Mulher para orientar a população sobre a prevenção e os cuidados com o tumor de mama, o evento reuniu 500 pessoas no último sábado, 24, na Sala Nelson Pereira dos Santos do Reserva Cultural, em Niterói, em um dia inteiro de atividades gratuitas, como palestras, dinâmicas e shows. Um deles foi do cantor Bochecha, que chegou de surpresa, alegrou a plateia cantando por 30 minutos muitos de seus sucessos e se despediu cantando o louvor “Faz um milagre em mim”, reforçando a importância da fé no enfrentamento da doença que, por ano, registra cerca de 2,4 milhões novos casos no mundo e é a maior causa de morte entre mulheres.

Entre as mais animadas com a apresentação de Bochecha estava Laryssa Rodrigues, 33 anos, que em 2021 tratou um câncer de ovário, em 2025 descobriu metástase e segue firme no tratamento. Depois do cantor percorrer algumas fileiras em interação direta com a plateia e retornar ao palco, ela não resistiu: foi atrás e dançou até o fim do show. “Gratificante vermos a alegria de uma paciente que enfrenta suas dificuldades e vive a vida”, disse o mastologista e cirurgião oncológico Rodrigo Souto, diretor da PróOnco e do Instituto Oncomed, e idealizador do Outubro Rosa e do Nosso Dia Pink, criado justamente para levar vida a quem enfrenta a doença.

A agenda do Outubro Rosa das duas clínicas oncológicas de Niterói segue nesta quinta-feira, dia 29, com a Roda de Conversa no espaço cultural Walma Erthal, na unidade São Francisco da Oncomed. A atividade será das 14h às 17h, conduzida por Rodrigo Souto com a psicóloga e psicanalista Christiane Couri, coordenadora do Serviço de Psicologia da Oncomed, e a geriatra e clínica geral Marcelle Xavier, também da instituição. As vagas são limitadas e os interessados devem fazer a inscrição enviando mensagem pelo WhatsApp (21) 99971-2355. A última ação do mês será sábado, dia 31, com o apoio à Caminhada Outubro Rosa na Praia de Icaraí. Organizado pelo Movimento Outubro Rosa de Niterói e com participação da Prefeitura de Niterói, o evento tem concentração às 8h na Árvore da juíza Patrícia Acioli, e início às 9h no calçadão em frente à Reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Narrador esportivo detalha desafios da doença em plena Copa do Mundo

Como nos últimos anos, o Nosso Dia Pink ofereceu dinâmicas e palestras gratuitas com orientações sobre o câncer de mama, em depoimentos de influenciadores com troca de experiências, momentos ricos de interação e muita emoção proporcionados por convidados como o narrador esportivo Luís Roberto da TV Globo, que recentemente concluiu o tratamento de um câncer de cabeça e pescoço. Numa espécie de talk show conduzido pela jornalista Lilian Ribeiro – da mesma emissora e que também venceu um tumor, o de mama, descoberto há cinco anos e que esteve ano passado no NDP -, ele detalhou os desafios com a doença descoberta em plena Copa do Mundo 2026.

“Foi o momento de maior desafio na profissão, e em especial para contar à minha mãe de 92 anos, pois os antigos sequer falam a palavra câncer. É sempre “aquela doença”. Mas temos que falar cada vez mais em câncer e ficar atentos ao nosso corpo em relação a esta doença silenciosa. E estar aqui com vocês é uma oportunidade de fazer isso, de dizer que câncer não é sinal de morte e que esta doença nos amadurece. Eu me tornei mais corajoso, resiliente e amoroso com as pequenas coisas, como perceber o valor de abrir os olhos e tomar café com quem a gente ama. Hoje entendo que devemos fazer a vida valer a pena, como estar aqui agora. Estou encantado com esse evento maravilhoso que confirma que a vida é boa. E viva o Nosso Dia Pink!”, disse Luiz Roberto emocionado.

Dividindo o espaço com Luiz Roberto e Lilian Ribeiro, o empresário e montanhista Roman Romancini – que ficou nove meses sem andar ao ser atropelado em 2011, quando treinava para escalar o Everest, e logo depois enfrentou um câncer de tireoide – falou da importância da família e do sobrefôlego que toda a pessoa tem e deve acionar para vencer os desafios. O 18º brasileiro a atingir o cume do Everest, Roman contou sua trajetória que serve de incentivo de luta pela sobrevivência, como fez e faz na subida de montanhas. “A vida muda os nossos planos, mas somos muito adaptáveis, pois temos o que chamo de sobrefôlego que nos ajuda a resistir e vencer. Basta termos foco e lutar”, disse o montanhista.

O histórico e as novidades do NDP
Quando decidiu idealizar o Nosso Dia Pink, Rodrigo Souto contou com a dedicação dos oncologistas Victor Marcondes e Vivian Pontes, da farmacêutica Flavia Barros e da nutricionista oncológica Patrícia Arraes, todos da Oncomed. E o evento que começou pequeno foi realizado pelo quarto ano consecutivo no Reserva Cultural, atraindo cada vez mais pessoas, em sua maioria mulheres pacientes do câncer de mama, além de familiares, médicos, enfermeiros e outros profissionais de áreas voltadas à doença.

Mas nem só de mulheres é formada a plateia do Nosso Dia Pink. Jorge Luiz da Silva faz questão de acompanhar a esposa Carla, que em 2017 descobriu um câncer de mama já com metástase óssea. Ela operou, fez radioterapia e desde então faz hormonioterapia, estabilizada desde 2018. “E seguimos juntos, com a família sempre junta nos exames, nas cirurgias, nas consultas e, claro, em eventos de conscientização e suporte como o Dia Pink, que faz toda a diferença para pacientes e familiares”, destacou Jorge, casado há 33 anos com Carla e pais de Ana Beatriz, de 31 anos, que também participa do evento.

Uma das novidades da 10ª edição do Nosso Dia Pink foi o vídeo de 25 minutos com dicas de alimentos saudáveis da nutricionista Patrícia Arraes para o prato de peixe preparado por Rodrigo Souto. “Cozinhar é o momento que me desestresso”, revelou o médico, que tem uma dura rotina de dois consultórios de segunda a quinta-feira, e na sexta-feira passa o dia operando no centro cirúrgico do Hospital Icaraí. A ideia agradou tanto que algumas pacientes presentes ao evento pediram aos dois protagonistas para manterem o projeto, pelo menos, uma vez por mês. E deu certo, com o quadro já batizado de Prevenção à Mesa.

A alegria dos palhaços – O NDP começou com dez mulheres que venceram a doença juntas no palco, lendo histórias que remeteram à criação do evento consagrado como o maior e mais concorrido do Outubro Rosa das duas instituições oncológicas de Niterói. Em seguida, Patrícia Arraes deu as boas-vindas e convidou todos os presentes a extravasarem a criança que habita em cada um, anunciando o grupo de palhaços Servos da Alegria, que leva alegria a hospitais de diversas cidades e deu o tom ao encontro. “Aqui reunimos pessoas em um só coração, com amor pela causa e atividades que não cabem num palco e emoções que não cabem num só peito”, disse a nutricionista.

Após as mímicas, mágicas e muita interação dos palhaços, a atriz Henriette Porciuncula conduziu o evento que, em meio a diversas atividades, lembrou da importância de exercícios físicos, a alimentação saudável, os exames preventivos e outros cuidados em palestras como a da escritora Kika Gama Lobo que, pelo segundo ano consecutivo, levou para o NDP o tema libido. Em uma fala aberta e divertida, Kika – que passou por um câncer há 15 anos, é colunista semanal da Veja Rio sobre a passagem do tempo, tem 90 mil seguidores no instagram e é autora de três livros – envolveu a plateia em momentos de informação sobre educação financeira, e de risos ao tratar de assuntos ainda tabu como pornografia, traição e disfunção erétil, e contar suas histórias repletas de desafios, superação e emoção.

“Foi pelo câncer que mudei a minha vida, quando o médico me disse que eu ia morrer. Me organizei financeiramente e percebi que a libido não é só sexo, que o importante é estarmos juntos de verdade, ou então melhor sozinho. Aí percebi que a libido é a nossa força propulsora para viver, e o nosso desafio é justamente encontrar o prazer que nos faz vencer as dificuldades. Seja nas artes, nas amizades ou na escrita, como eu encontrei. E aí é não deixar que o câncer seja na nossa cabeça uma espada que separa a vida da morte”, alertou a escritora, criadora do podcast PODPAU para entrevistas de homens maduros para a discussão do chamado sexo grisalho.

Kika falou também dos benefícios do uso de produtos de estímulos sexuais, arrancando interesses e risos de muitos presentes. No fim da palestra, ela contou com a participação da terapeuta integrativa Marcelle Jordão, que trabalha com saúde mental e também ressaltou a importância das mulheres explorarem a sua libido. “E isso mesmo após passar pelo câncer”, destacou Marcelle, que participa há anos do NDP.

Tratamento no SUS – O painel seguinte foi da ex-modelo e influencer Gi Charaba, que mais uma vez falou sobre o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), lembrando que a assistência médica é direito de todos. “Em São Paulo não crescemos com a cultura de plano de saúde, nos tratamos no SUS, que tem quase tudo. O problema é a dificuldade em conseguir o tratamento e os remédios com a rapidez que certas doenças exigem, como o câncer. E temos leis que nos protegem em todo o país. Só que às vezes precisamos brigar por nossos direitos”, alertou a ex-modelo, que teve a carreira interrompida por um câncer de mama.

Gi dividiu a palestra com Jussara Del Moral, a Jussara Supervivente, Supervivente, há quase 20 anos com câncer metastático e um exemplo de persistência, esperança e fé, sempre presente no Nosso Dia Pink. “Não dá pra dizer que é fácil, pois é duro. São 20 anos fazendo quimio e às vezes tendo reações. Fico injuriada, mas vivo. A vida exige muitíssimo de cada um de nós, mesmo sem câncer. E por isso sempre alerto para a importância de estarmos atentos aos sinais que o corpo dá e a gente deixa passar. Mas sigo firme e vivendo a vida”, disse Jussara.

Juntas, elas receberam a técnica de enfermagem Maria das Dores, Dorinha, que há anos trabalha no Hospital Mario Kroeff, instituição filantrópica conveniada ao SUS. De cuidadora, ela passou a ser cuidada em 2022, por conta de um câncer de mama e, descoberta por Lilian Ribeiro, virou personagem de matéria sobre o Outubro Rosa na TV Globo, exibida na semana passada. “Tive o melhor tratamento no Mario Kroeff, e hoje entendo ainda melhor o que vai na cabeça e no coração de quem passa por essa doença desafiadora”, disse Dorinha.

Sino de volta ao palco – Com Gi no palco, a técnica de enfermagem tocou o sino trazido da unidade Botafogo da Oncomed, onde é mantido para ser acionado por todos que terminam as sessões de radioterapia. Elas foram acompanhadas por todas na plateia, com guisos que receberam para representar o sino simbolismo de cura, de vitória. “Desde que terminei as rádios carrego um pequeno sino que toco tanto para comemorar como para me fortalecer. E devemos sempre tocar o sino da nossa vida, pois milhares de pessoas não conseguem viver para isso. Então, toquem o sino da vida de vocês todos os dias”, recomendou Gi, que serviu de inspiração ano passado para a inclusão do sino no Dia Pink.

Outra a subir ao palco e tocar o sino no Nosso Dia Pink foi a paciente Rosa Amélia Paixão, que acaba de concluir os dez anos de hormonioterapia, não queria saber de sino, mas se rendeu ao simbolismo. “Aprendi aqui com a Gi a entender o significado do sino e a importância de usá-lo. Hoje agradeço a Deus por passar pela dura prova do câncer e vencer, o que não conseguiria sem o apoio incondicional das pessoas maravilhosas da Oncomed e da PróOnco”, ressaltou Rosa, que subiu ao palco e tocou o sino com vontade, também tocado pelo narrador esportivo Luiz Roberto, Acompanhado do médico Rodrigo Souto.

Na tatuagem da aréola, o símbolo do recomeço
Mais uma vez, a tatuadora Deisi Bigo participou do evento para falar da importância da tatuagem de aréola como recuperação da autoestima da mulher. “A aréola tem um significado muito forte. Além de ser meio de alimentação, ela compõe o feminino. Cada cicatriz na mama que me chega carrega uma história, e cada aréola que reconstruo representa uma mulher que decidiu seguir em frente e me conecta com histórias de coragem, superação, de recomeços… E todos devem e podem recomeçar”, disse Deisi, que teve a fala muito bem recebida, como ressaltou a fisioterapeuta oncológica Penha Pacheco, que trabalhou anos no Instituto Nacional do Câncer (Inca), se aposentou e segue atuando há 15 anos na Associação RioAbrace, de apoio a Pacientes oncológicos, em OIaria, na Zona Norte do Rio.

“É fundamental que o câncer seja enfrentado com fé e força e que venham os recomeços, como tratado aqui nesse movimento bonito, rico em emoção e conhecimento. Vim convidada por minha amiga Danielle Florentino, que conheci nos tempos do Inca e é da equipe da Oncomed, que está de parabéns pelo nível desse evento. Estou maravilhada com o Dia Pink e virei sempre”, disse Penha, que mora no Méier e atravessou cedo a Baía de Guanabara com a amiga Cristiane Cardoso, também da RioAbrace.

Entre os momentos de muita emoção do evento, a artista Daniela Fontan fez uma singela declaração de amor à prima Pamella Lessa, paciente da Oncomed que recentemente também venceu um câncer de mama. Além de agradecer a Deus pela vida da prima que considera irmã, Dani cantou a música “Gente Feliz”, dedicada a todos os presentes que tiveram a coragem de lutar contra a doença.

A última palestra do Nosso Dia Pink foi do geneticista Antonio Abílio, da Oncomed, que falou sobre a influência dos fatores hereditários e genéticos no desenvolvimento do câncer de mama, lembrando que genética não é destino, é mutação. “E o câncer não define nenhum de nós”, disse o geneticista que dividiu o palco com a médica onco-hematologista pernambucana Paola Tôrres. Escritora, professora universitária, cordelista e cantora, ela veio do Recife para contar detalhes do câncer de ovário que teve, fechando o evento com a leitura de um cordel feito especialmente para o Nosso Dia Pink e tocando ao violão músicas de Caetano Veloso e Gonzaguinha, como “O que é, o que é”, acompanhada por toda a plateia que cantou feliz a uma só voz.

O evento foi encerrado por Rodrigo Souto, que agradeceu a todos os presentes. “Gratidão por vocês estarem aqui, pois nada disso teria sentido e nada conseguiríamos fazer sem vocês. Esperamos vocês em 2027”, disse emocionado o médico Rodrigo Souto ao lado da nutricionista Patrícia Arraes, que também agradeceu e fez o convite para a próxima edição do Dia Pink. “Obrigada por vocês existirem e até o ano que vem”.
 

Ipanema recebe nova etapa do Corredores de Excelência com serviços integrados

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Ação coordenada pela Subprefeitura da Zona Sul concentra equipes de diferentes órgãos na Rua Gomes Carneiro

A Subprefeitura da Zona Sul, iniciou nesta quarta-feira (28/10) mais uma edição do programa Corredores de Excelência, em Ipanema. A ação concentra serviços de diferentes órgãos municipais na Rua Gomes Carneiro, em uma operação intensiva que seguirá até sexta-feira (30).

A mobilização reúne equipes da Comlurb, Secretaria Municipal de Conservação, Rioluz, CET-Rio e Guarda Municipal. Entre os serviços executados estão limpeza e lavagem de vias, desobstrução de ralos e bueiros, fiscalização contra estacionamento irregular, poda de árvores, manutenção da iluminação pública e reparos de conservação.

Para Pedro Angelito, subprefeito da Zona Sul, a integração entre as equipes fortalece a eficiência dos serviços públicos e agiliza o atendimento às demandas do espaço urbano.

— Quando a gente olha para Ipanema, sabe que cada detalhe faz diferença, das praças e ruas aos demais espaços públicos. O Corredores de Excelência transforma esse cuidado em ação, reunindo diferentes equipes para atender várias demandas de forma simultânea — destacou o subprefeito da Zona Sul.

Na semana passada, o Programa Corredores de Excelência esteve na Praça General Osório, com serviços integrados de zeladoria e manutenção urbana.

A cada semana, uma rua recebe serviços concentrados durante três dias, com base nas demandas registradas na Central 1746 e no monitoramento diário realizado pelas equipes da Subprefeitura.

Foto: Jonas Monteiro/Subprefeitura da Zona Sul

 

Atendendo a pedido do MPRJ, estado cria Comissão Revisora das Internações Psiquiátricas Involuntárias

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Por recomendação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) criou, no dia 15/10, a Comissão Estadual Revisora das Internações Psiquiátricas Involuntárias (CRIPERJ). Prevista em um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a instituição e a pasta, a Comissão vai revisar internações psiquiátricas involuntárias, e também as voluntárias que se tornarem involuntárias, tanto em unidades públicas como em unidades privadas de todo o estado, emitindo parecer técnico sobre a pertinência do tratamento adotado em cada caso. As revisões terão como base as comunicações registradas no Módulo de Saúde Mental 2.0 (MSM 2.0), sistema eletrônico criado pelo MPRJ em 2024, bem como em denúncias recebidas pelas instituições.

As tratativas para a criação da CRIPERJ foram conduzidas pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital, que possui um procedimento em curso sobre o tema, com o auxílio do Grupo Executivo de Prevenção a Ilegalidades em Internações Psiquiátricas involuntárias e de Desinstitucionalização (GE-Prevint/MPRJ).

Pelo texto da Resolução SES nº 4.291, o MPRJ atuará como fiscalizador das atividades da CRIPERJ, garantindo o acesso dos profissionais habilitados ao MSM 2.0, respeitado o sigilo das informações. “Embora o Ministério Público já fizesse há muito o controle do cumprimento formal da comunicação das internações involuntárias, a criação e o efetivo funcionamento da comissão revisora é fundamental para viabilizar também uma avaliação técnica sobre a excepcional necessidade de internação hospitalar no caso concreto, garantindo assim maior efetividade ao modelo antimanicomial instituído pela Lei 10.216/01″, afirma o promotor de Justiça Tiago Joffily, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital.

A comissão terá composição multiprofissional com, no mínimo, um responsável técnico com formação em saúde mental, um médico psiquiatra (ou clínico geral com habilitação em psiquiatria ou três anos de experiência comprovada na área), um psicólogo e um assistente social. Para assegurar a independência das avaliações, seus integrantes não poderão pertencer ao quadro de estabelecimentos que ofereçam internação em saúde mental, vinculados ou não ao Sistema Único de Saúde (SUS). A CRIPERJ ficará vinculada à Superintendência de Atenção Psicossocial e Populações em Situação de Vulnerabilidade da SES-RJ.

“A CRIPERJ representa, para o campo da atenção psicossocial, mais uma conquista em um processo histórico longo. Esse processo vem do Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental, da Reforma Psiquiátrica e da luta antimanicomial, e ganhou forma legal com a Lei nº 10.216/2001: a lei garante o direito ao cuidado em saúde mental em base comunitária, trata a internação como recurso excepcional e determina a comunicação das internações involuntárias ao Ministério Público. Em parceria com o MPRJ, a CRIPERJ regulariza os processos de cuidado e de internação involuntária com transparência e monitoramento, articulando cada internação ao projeto de cuidado na RAPS e ao retorno ao território, e reafirma o compromisso coletivo com o cuidado em liberdade e os direitos humanos”, destaca a superintendente de Saúde Mental do estado, Karen Athié.

A resolução que cria a Comissão, publicada nesta segunda (26/10), também permite o estabelecimento de subcomissões regionais ou municipais, e prevê normas complementares para definir a metodologia, o funcionamento e a organização do colegiado. Para a promotora de Justiça Renata Scharfstein, integrante do GE Prevint/MPRJ, a CRIPERJ é um marco histórico para o Estado do Rio de Janeiro que, após mais de 20 anos de sua primeira discussão – a criação da Comissão foi prevista pela primeira vez em 2002 – ainda não tinha colocado o mecanismo de garantia de direitos em prática.

“Através de atuação resolutiva e extrajudicial foi possível avançar nesse ponto, sendo essencial a parceria do MP com os demais órgãos e instituições que fiscalizam as unidades que realizam internações involuntárias, para evitar ilegalidades e violações de direitos fundamentais e potencializar as ações nesse campo. Os próximos passos serão a estruturação da Comissão, previsão quanto à forma de trabalho e a publicidade da sua atuação, ampliando os fluxos entre os órgãos de fiscalização e os canais de denúncias para essa população tão invisibilizada”, afirmou a promotora de Justiça.
 

Alunos do Clin Social participam de programação especial pelo Mês das Crianças

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Os alunos do Clin Social, projeto da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), viveram uma semana repleta de diversão, descobertas e momentos de integração em comemoração ao Mês das Crianças. A programação foi realizada na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em São Francisco, de segunda-feira (19) a sexta-feira (23), com exceção da quarta-feira, e proporcionou experiências que uniram recreação, aprendizado e convivência.

As atividades aconteceram no contraturno escolar, em dois turnos. No primeiro dia, os grupos participaram juntos da programação, em um momento especial de confraternização e troca de experiências.

Entre as atrações estavam brinquedos infláveis, a brincadeira de torta na cara, caça ao tesouro e recreação na piscina. A agenda também incluiu uma ação de educação ambiental conduzida por Sergio Marcolini, da Coordenadoria de Inovação Sustentável da Clin. Na atividade, os participantes brincaram de pique-bandeirinha com foco na coleta seletiva, identificando materiais recicláveis para defender seus territórios. De forma lúdica, a dinâmica aproximou o tema da sustentabilidade do universo infantil.

“Mais do que proporcionar momentos de diversão, iniciativas como essa fortalecem os vínculos entre as crianças, estimulam a convivência e criam memórias afetivas importantes para essa fase da vida. Ver a participação e a alegria de cada uma delas é muito gratificante e reforça a importância de oferecermos experiências que contribuam para seu desenvolvimento integral”, destaca Fabielle Guimarães, responsável pela Gerência de Serviço Social da Clin.

O encerramento, na sexta-feira, ficou por conta do evento “Venha Vestido Diferente”, que incentivou a criatividade e a expressão individual por meio de fantasias, roupas temáticas, acessórios e penteados inusitados. Para completar a celebração, o cardápio incluiu opções que fazem sucesso entre os pequenos, como pipoca, hambúrguer, cachorro-quente, misto-quente, sorvete e algodão-doce.

Para Beatriz Fernandes dos Santos, de 11 anos, integrante do Clin Social, a semana foi marcada por muita alegria. “Gostei muito das brincadeiras, das comidas e da dança. Me diverti muito no toboágua também! Acho muito importante que o projeto comemore o nosso dia”, conta.

Sobre o Clin Social

Desenvolvido pela Gerência de Serviço Social da Companhia de Limpeza de Niterói, o Clin Social tem como objetivo incentivar a permanência de crianças e adolescentes de 9 a 12 anos no sistema regular de ensino, contribuindo para sua formação e para a ampliação de oportunidades.

Desde 2010, o projeto oferece atividades esportivas, culturais, artísticas, musicais e pedagógicas no contraturno escolar. Atualmente, atende 60 crianças e busca favorecer o desenvolvimento individual dos participantes, além de promover impactos positivos em suas famílias e comunidades.
 

Niterói terá primeira linha alimentadora de ônibus com tarifa zero no Badu

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

A Prefeitura de Niterói vai implantar a primeira linha alimentadora de ônibus do município, com tarifa zero, para facilitar o deslocamento dos moradores do conjunto habitacional Jardim das Paineiras, no Badu, em Pendotiba. A Linha Alimentadora AL01 fará a ligação direta entre o condomínio e a região central do bairro, atendendo a uma reivindicação da comunidade e ampliando o acesso ao transporte público, ao comércio e aos serviços locais. A portaria que oficializa a criação do serviço foi assinada neste sábado (24) pelo secretário municipal de Mobilidade e Infraestrutura, Renato Barandier, representando o prefeito Rodrigo Neves, e será publicada no Diário Oficial.

O conjunto habitacional foi construído por meio do programa Minha Casa, Minha Vida e destinado a famílias de baixa renda. A iniciativa integra as ações da Prefeitura para ampliar o acesso aos serviços públicos e melhorar as condições de vida dos moradores, reconhecendo que o direito à moradia também depende de infraestrutura e mobilidade para o dia a dia.

Durante o encontro com a comunidade, o secretário Renato Barandier ressaltou que o transporte público é parte fundamental das condições necessárias para garantir uma moradia adequada. Ele destacou que a criação da linha é uma determinação do prefeito Rodrigo Neves para atender à demanda dos moradores.

“Moradia adequada não é só ter quatro paredes. É ter direito à saúde, à educação e também ao transporte. Com essa responsabilidade, o prefeito Rodrigo Neves nos enviou aqui para anunciar a criação da primeira linha alimentadora de Niterói, ligando o Jardim das Paineiras ao centro do Badu, com tarifa zero”, afirmou Barandier.

A novidade foi recebida com entusiasmo pelos moradores. Maria de Lourdes Alves, de 68 anos, vive no conjunto habitacional com a filha e conta que a mudança para o condomínio trouxe melhorias para sua vida. Para ela, a chegada do ônibus gratuito representa mais autonomia e facilidade para a rotina da família.

“Eu estou muito feliz! Um ano que a gente pegou a chave e já tem coisa pra caramba! Minha vida melhorou. O ônibus, para mim, vai ser um presente de Deus!”, comemorou Maria de Lourdes.

A linha será operada pelo Consórcio Transoceânico, responsável pelo transporte coletivo na região. O serviço funcionará nos dois sentidos, sem cobrança de tarifa, com embarque e desembarque nos pontos terminais definidos pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura (SEMOBI). O itinerário e os horários serão estabelecidos pela secretaria.

Foto: Lucas Benevides

 

Lei da Alerj garante pontos de apoio a entregadores

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Norma prevê multa para empresas que descumprirem as regras de oferta de pontos de apoio com estrutura básica para entregadores de aplicativos

Banheiro, água potável, espaço para descanso e estrutura para alimentação estão entre as condições previstas pela Lei 11.119/26, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para os pontos de apoio destinados a entregadores que trabalham por meio de aplicativos. A medida busca garantir melhores condições de trabalho aos profissionais que passam boa parte do dia nas ruas realizando entregas.

A legislação prevê que as empresas de aplicativos disponibilizem nos espaços, ainda, estacionamento para motos e bicicletas, wi-fi gratuito e pontos de energia para recarga de celulares. Primeiro vice-presidente da Alerj, o deputado Guilherme Delaroli (PL), um dos responsáveis pela iniciativa, destaca a importância desses trabalhadores para o funcionamento das cidades e a necessidade de garantir condições adequadas para o exercício da atividade.

“Durante a pandemia, quando grande parte da população ficou em casa, os entregadores tiveram um papel fundamental, garantindo que os alimentos chegassem aos lares. Meu compromisso é continuar trabalhando por leis e iniciativas que transformem vidas de verdade”, afirmou.

Segundo o parlamentar, as empresas de aplicativos têm condições financeiras de oferecer a estrutura necessária aos profissionais. Ele também defende que a legislação seja cumprida para garantir condições básicas de trabalho à categoria.

“As condições de trabalho dos entregadores, em geral, são muito ruins, mesmo contribuindo diretamente para a movimentação de bilhões de reais anualmente. Fica clara a urgência para que as empresas de aplicativo cumpram a legislação e forneçam, ao menos, as condições básicas para que os profissionais consigam estar nas ruas prestando seu serviço”, declarou.

A realidade de quem trabalha nas ruasA rotina de quem trabalha com entregas por aplicativos envolve longas horas nas ruas, muitas vezes sem acesso a locais adequados para descansar ou atender às necessidades básicas. O entregador Gabriel Ventura conhece essa realidade e aponta como esses espaços podem oferecer melhores condições de trabalho para a categoria.

“A gente passa muitas horas na rua fazendo entregas e nem sempre tem um lugar adequado para parar, ir ao banheiro, beber água ou descansar um pouco. Muitas vezes, precisamos procurar um estabelecimento que permita usar o banheiro ou comprar alguma coisa só para conseguir fazer uma pausa. Ter um ponto de apoio faz muita diferença na nossa rotina. Além de trazer mais conforto, ajudaria a gente a recuperar as energias para continuar trabalhando e realizando as entregas com mais segurança”, explicou.

Garantia de direitos

Para o advogado trabalhista Fábio Bastos, a legislação representa um avanço ao estabelecer condições mínimas de dignidade para os entregadores, independentemente da existência de vínculo empregatício com as plataformas. Segundo ele, a discussão sobre a natureza dessa relação de trabalho, que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), não impede a criação de medidas para proteger esses profissionais.

“A lei tem um mérito que vai além do caso concreto, pois mostra que o legislador pode proteger o entregador sem esperar que se resolva a discussão sobre eventual vínculo de emprego entre as plataformas e os entregadores de aplicativo, hoje pendente no Supremo Tribunal Federal. A lei do Estado do Rio de Janeiro responde a essa vulnerabilidade diretamente, garantindo um mínimo de dignidade qualquer que seja o enquadramento contratual do entregador”, explicou.

O advogado ressalta que os custos de implantação e manutenção dos espaços são de responsabilidade das empresas, que não podem cobrar dos entregadores pelo uso da estrutura. A legislação também permite que os pontos sejam organizados individualmente pelas plataformas, em conjunto entre empresas, por meio de associações ou em parceria com estabelecimentos comerciais.

A legislação também prevê penalidades para as empresas que descumprirem as determinações. O artigo 4º estabelece multa de 1.000 UFIR-RJ, equivalente a cerca de R$ 4.960,40 em valores de 2026, aplicada em dobro em caso de reincidência.

“Além da multa, a lei passa a servir de parâmetro objetivo do que é uma condição mínima de trabalho digna para o entregador. Com isso, entregadores, sindicatos, Ministério Público e Defensoria Pública ganham um padrão concreto para cobrar o cumprimento da norma, inclusive pela via judicial”, concluiu Fábio Bastos.

Serviço – Pontos de apoio para entregadores

iFood

Os Pontos de Apoio (PDAs) do iFood funcionam todos os dias e também podem ser utilizados por entregadores de outras plataformas. Os horários variam conforme a unidade: das 11h às 18h40, das 10h30 às 21h ou das 10h30 às 23h.

– Botafogo: Praia de Botafogo, nº 464, loja A

– Maracanã: Rua Visconde de Itamarati, nº 158

– Maracanã: Rua Felipe Camarão, nº 164.

99

O acesso é destinado a entregadores da 99Food e de todas as categorias da 99 disponíveis nas cidades atendidas, desde que o acesso não seja vedado a profissionais de outras plataformas. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 10h às 22h.

– Praia de Botafogo: Viaduto Pedro Álvares Cabral, no bolsão de estacionamento.

– Barra da Tijuca: Avenida Armando Lombardi, esquina com a Rua Coronel Eurico de Sousa Gomes Filho.

– Rio Comprido: Avenida Paulo de Frontin, nº 126, sob o Elevado Engenheiro Freyssinet.
 

Pinacoteca Solar leva arte contemporânea às comunidades da Zona Sul do Rio

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

A arte contemporânea estimula o espectador a participar da obra, provocando questionamentos e despertando o pensamento crítico. No entanto, nem todos têm as mesmas oportunidades de acesso a esse universo, especialmente nas periferias. E se, em vez de o público ir às galerias, elas fossem até ele?

É a partir dessa ideia que a Galeria de Arte Solar apresenta a Pinacoteca Solar, exposição coletiva que reúne pinturas de Dani Lacerda, Julia Debasse, Lucas Ururahy, Renata Leoa e Taty Arruda em torno do conceito de paisagem. A mostra abre em 29 de outubro e fica em cartaz até 11 de dezembro, com entrada gratuita, na Galeria de Arte Solar, localizada no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Criada pelo Solar Meninos de Luz — complexo educacional sem fins lucrativos que atende a 411 crianças e adolescentes, do berçário ao Ensino Médio —, a galeria tem entre seus desafios aproximar estudantes e moradores da experiência da arte contemporânea. “Nessa exposição, a ideia de paisagem deixa de ser apenas uma representação geográfica para se constituir como espaço de afeto, de vozes e de lutas. Dani Lacerda, Julia Debasse, Lucas Ururahy, Renata Leoa e Taty Arruda apresentam pesquisas sobre a paisagem em diferentes linguagens e suportes pictóricos, mostrando o ambiente não apenas como meio, mas como território vivo de aprendizado e pertencimento”, destaca Adriana Nakamuta.

A mostra Pinacoteca Solar reúne cerca de 20 obras que investigam paisagens naturais e culturais, reais ou simbólicas. Em suportes e poéticas diversas, Dani Lacerda evoca o Rio sobre plástico-bolha; Julia Debasse transforma figuras animais em uma galáxia pictórica; Lucas Ururahy conecta memória familiar e ecologia territorial; Renata Leoa dá visibilidade à Zona Oeste, historicamente sub-representada na pintura fluminense; e Taty Arruda expõe composições da série Natureza Morta, que denunciam a degradação ambiental provocada pelo descarte humano.