A Prefeitura de Niterói está entre as cidades finalistas do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana (PMU) 2026, na categoria “Iniciativas em Favor da Mobilidade Sustentável”. O município concorre com o Niterói de Bicicleta, iniciativa que reúne políticas públicas voltadas à mobilidade ativa e ao incentivo ao uso da bicicleta na cidade.
Também disputam a categoria os projetos Mobilidade Elétrica Integrada, da Transitar, de Cascavel (PR); e Renovação da Frota de Ônibus Sustentáveis, da Prefeitura de Aracaju.
A premiação será realizada no dia 18 de novembro, durante o Cidade CSC 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo. A programação começa no dia 16 e reúne três encontros voltados à inovação e à mobilidade urbana: Connected Smart Cities, CSC GovTech e Parque da Mobilidade Urbana.
O Niterói de Bicicleta desenvolve ações que envolvem infraestrutura cicloviária, bicicletas compartilhadas, bicicletários públicos, educação para o trânsito e incentivo ao uso da bicicleta. As iniciativas buscam ampliar as possibilidades de deslocamento por bicicleta e fortalecer a mobilidade sustentável no município.
“Estar entre os finalistas mostra que a mobilidade por bicicleta em Niterói é resultado de uma política pública contínua, construída e ampliada ao longo dos anos. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso com uma cidade cada vez mais segura, conectada e boa para pedalar”, destaca Filipe Simões, coordenador do Niterói de Bicicleta.
Reconhecimento – Esta não é a primeira vez que uma iniciativa de Niterói é reconhecida pelo Prêmio Parque da Mobilidade Urbana. Em 2025, a NitBike recebeu menção honrosa na categoria “Iniciativas em Favor da Mobilidade Ativa”. No mesmo ano, Niterói participou do Cidade CSC, apresentando o sistema de bicicletas compartilhadas como uma das soluções de mobilidade urbana desenvolvidas no município.
Após mais de um ano de parceria, iniciativa mantém pontos de coleta em três campi W reforça convite para que comunidade acadêmica e população destinem corretamente o óleo de cozinha usado
A iniciativa de coleta de óleo de cozinha usado do Projeto Omìayê na Universidade Federal Fluminense (UFF) já contribuiu para preservar mais de 1 milhão de litros de água, considerando a estimativa que cada litro de óleo descartado inadequadamente pode contaminar até 25 mil litros de água. Desenvolvido pelo Instituto Singular – Ideias Inovadoras (ISII), o projeto mantém pontos de coleta nos campi Gragoatá, Valonguinho e Praia Vermelha e, após mais de um ano de atuação, teve sua colaboração com a universidade renovada. Com a continuidade da parceria, o projeto busca ampliar a participação de estudantes, professores, técnicos, demais integrantes da comunidade acadêmica e da população do entorno na destinação correta do resíduo.
“Queremos que cada vez mais pessoas da comunidade acadêmica incorporem o hábito de guardar o óleo usado e levá-lo aos pontos de coleta. É uma atitude simples, mas que evita que esse resíduo chegue à rede de esgoto e aos corpos d’água e, ao mesmo tempo, permite que ele seja transformado em novos produtos. Quanto mais gente participar, maior será o impacto ambiental dessa parceria”, explica Gabriel Pizoeiro, diretor do ISII.
O óleo arrecadado nos campi é encaminhado à EcoFábrica Omì, na comunidade da Mangueira, Zona Norte do Rio, onde é reaproveitado como matéria-prima para a produção de produtos de limpeza que incorporam microrganismos biorremediadores, tecnologia inédita desenvolvida a partir da parceria com a UFF. Na EcoFábrica, o material passa por processos de preparação e reaproveitamento e dá origem a produtos de limpeza ecossustentáveis, como ecosabão, detergentes e lava-roupas, distribuídos gratuitamente na própria comunidade para moradores da Mangueira, Zona Norte do Rio.
A colaboração com a universidade também contribuiu para o desenvolvimento de novos produtos. Com a participação de estudantes da UFF em estudos e testes, o projeto desenvolveu formulações como lava-roupas líquido e detergente de louça, submetidas a controle de qualidade, incluindo a avaliação de parâmetros como pH e viscosidade.
“A participação da UFF neste projeto de biorremediação na Mangueira representa, para mim, uma forma muito concreta de colocar em prática o papel que uma universidade pública pode desempenhar na sociedade. A ciência não deve permanecer restrita aos laboratórios, às salas de aula ou aos artigos científicos. Ela precisa dialogar com os problemas concretos da sociedade e, quando possível, contribuir para transformá-los. É isso que buscamos fazer neste projeto: colocar conhecimento, tecnologia e formação a serviço de um problema real, construindo soluções em diálogo com a comunidade. Ele representa uma oportunidade de aproximar ensino, pesquisa e extensão e de transformar conhecimento científico em uma possibilidade concreta de transformação ambiental e social. É essa universidade, mais próxima da sociedade e comprometida com a sustentabilidade, que temos buscado construir por meio deste projeto”, disse a professora adjunta do curso de Ciências Contábeis, Cíntia Albuquerque, uma das coordenadoras da ação pela UFF.
UFF e Omìayê
A parceria com a UFF também tem um papel importante na avaliação dos resultados da tecnologia de biorremediação desenvolvida pelo Projeto Omìayê. Em um território como a comunidade da Mangueira, onde a ausência de infraestrutura convencional de saneamento dificulta a instalação de sistemas contínuos de medição e o acompanhamento preciso do volume de esgoto tratado, a comprovação da eficácia da tecnologia passa pelo monitoramento de parâmetros ambientais.
Por meio de análises realizadas antes e depois da aplicação dos bioprodutos em estações comunitárias, pesquisadores avaliaram os efeitos da tecnologia sobre indicadores de qualidade da água. Neste ano, os resultados apontaram redução de 65% na Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de 57% na Demanda Química de Oxigênio (DQO) e uma redução de 61 vezes na concentração de coliformes termotolerantes.
Os dados ajudam a demonstrar, a partir de parâmetros laboratoriais, os efeitos da aplicação dos bioprodutos em um contexto marcado por limitações de infraestrutura. Dessa forma, a parceria entre o Projeto Omìayê e a UFF combina a atuação comunitária com o acompanhamento científico dos resultados, fortalecendo o desenvolvimento de soluções de saneamento ecológico aplicadas ao território.
Resultados no geral – para além da UFF
Os resultados alcançados a partir da tecnologia desenvolvida com a UFF fazem parte de uma atuação socioambiental mais ampla desenvolvida pelo Projeto Omìayê. Desde o início da iniciativa, já foram reaproveitados 8.464 litros de óleo de cozinha usado, protegendo aproximadamente 211,34 milhões de litros de água da poluição, volume equivalente a cerca de 84 piscinas olímpicas.
O projeto também já produziu 195 mil litros de microrganismos biorremediadores, com potencial para contribuir para o tratamento de aproximadamente 605,28 milhões de litros de esgoto, o equivalente a cerca de 242 piscinas olímpicas. Além disso, foram produzidas 10,2 toneladas de ecosabão, com potencial para contribuir para o tratamento de aproximadamente 7,98 milhões de litros de esgoto, e 3.800 litros de produtos líquidos ecológicos, com potencial para tratar aproximadamente 3,37 milhões de litros de esgoto.
A renovação da colaboração dá continuidade a uma atuação que aproxima universidade, território e comunidade, articulando pesquisa, inovação e práticas socioambientais. Com a manutenção dos pontos de coleta e o desenvolvimento conjunto de novas soluções, a iniciativa fortalece a destinação adequada do óleo de cozinha usado e sua transformação em produtos e tecnologias voltados à sustentabilidade e ao impacto social.
Sobre o Projeto Omìayê
O Projeto Omìayê é uma iniciativa de saneamento ecológico circular e educação ambiental que transforma óleo usado em Ecosabões biorremediadores. Além de promover ações de cuidado com a água e com o território, une tecnologia social e mobilização comunitária para fortalecer práticas sustentáveis e gerar impacto positivo nas comunidades.
Relatório aponta maior atenção para soja e milho no Cerrado e no Matopiba, enquanto excesso de chuva pode dificultar operações agrícolas no Sul do Brasil
O quarto trimestre de 2026 deverá trazer desafios climáticos importantes para o agronegócio global, com destaque para os riscos associados à combinação de um El Niño muito forte, a possível configuração positiva do Dipolo do Oceano Índico (IOD) e temperaturas acima da média no Atlântico tropical. A avaliação integra a análise climática da 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgada em 8 de outubro.
Segundo a análise, embora a intensidade do El Niño esteja entre as mais expressivas dos últimos anos, o impacto sobre as lavouras dependerá menos dos volumes totais de chuva e mais da distribuição das precipitações, das ondas de calor e do momento em que esses eventos ocorrerem ao longo do ciclo produtivo de cada cultura.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno já está estabelecido e possui probabilidade próxima de 100% de persistir até fevereiro de 2027. O órgão também alerta para maior ocorrência de extremos climáticos, incluindo calor intenso, eventos de chuva forte e períodos de seca.
“O mercado costuma associar automaticamente o El Niño a determinados padrões climáticos, mas os impactos reais dependem da interação entre diversos fatores oceânicos e atmosféricos. Neste ano, o Dipolo do Oceano Índico e o Atlântico tropical mais aquecido também podem alterar significativamente a forma como a chuva e a temperatura se distribuem sobre as principais regiões produtoras”, afirma Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Brasil concentra pontos de atenção
Para as culturas brasileiras, o relatório destaca cenários bastante distintos entre regiões.
No Sul do Brasil, as perspectivas apontam para chuvas acima da média favorecendo, em princípio, o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho. Contudo, o excesso de precipitações poderá dificultar operações de plantio, logística e trânsito de máquinas, exigindo atenção dos produtores.
Já no Cerrado e na região do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e precipitações abaixo do ideal em novembro e dezembro desponta como um dos principais riscos climáticos para a safra. Nessas áreas, soja e milho podem enfrentar maior estresse hídrico justamente em etapas sensíveis do desenvolvimento vegetativo das culturas.
“O maior risco para os produtores não é apenas a quantidade de chuva prevista para a estação. A preocupação está na ocorrência de períodos prolongados de calor acompanhados por deficiência hídrica, especialmente nas regiões produtoras do Cerrado e do Matopiba, onde a demanda por água pelas plantas aumenta consideravelmente”, explica Carolina.
O relatório também chama atenção para o café no Sudeste brasileiro. Embora não haja uma indicação clara de déficit pluviométrico para toda a região, as temperaturas mais elevadas previstas para novembro e dezembro podem intensificar o estresse das plantas e afetar etapas importantes do ciclo produtivo.
Para a cana-de-açúcar do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com expectativa de chuvas acima da média e temperaturas próximas ou ligeiramente acima do padrão histórico, condições que tendem a beneficiar o desenvolvimento da cultura desde que não ocorram excessos prolongados de umidade.
Mudanças recentes reforçam complexidade do cenário
A análise destaca que os últimos meses já mostraram evidências da influência do El Niño sobre a América do Sul. Em julho e agosto, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina registraram volumes de chuva significativamente acima das médias históricas, enquanto regiões mais ao norte do continente tiveram precipitações reduzidas.
Em setembro, porém, houve uma mudança importante no padrão. São Paulo registrou acumulados de chuva 273% acima da média nos primeiros 23 dias do mês, enquanto o Paraná teve volumes 181% superiores ao normal. Ao mesmo tempo, o Uruguai apresentou uma das condições mais secas já observadas para o período.
Segundo a analista, essa inversão entre agosto e setembro possui poucos precedentes históricos e reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas, especialmente em anos marcados por fenômenos oceânicos de grande intensidade.
Impactos globais em culturas concorrentes
Além do Brasil, o relatório identifica riscos climáticos relevantes para regiões produtoras que competem diretamente com o país em diferentes mercados agrícolas.
Para soja e milho, Paraguai e Uruguai apresentam perspectivas semelhantes às do Sul brasileiro, com potencial benefício inicial das chuvas, mas também maior risco operacional associado ao excesso de umidade.
No sul da África, produtores de milho deverão enfrentar condições de calor e precipitações limitadas entre novembro e dezembro, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da região.
O mercado global de café também permanecerá atento às condições meteorológicas em importantes origens. Enquanto períodos mais secos podem favorecer a colheita na América Central, México, Colômbia e Vietnã, a persistência de calor combinada à restrição hídrica representa ameaça ao desenvolvimento futuro das lavouras e às próximas floradas.
Já para culturas tropicais, o estudo destaca risco de condições mais quentes para o cacau na Costa do Marfim e em Gana, além de potencial estresse climático para a produção de óleo de palma na Indonésia e Malásia.
No caso do trigo, o cenário merece acompanhamento tanto na Argentina quanto em outros grandes produtores globais, como Índia e Austrália, onde temperaturas elevadas poderão influenciar o desenvolvimento da cultura ao longo do trimestre.
Monitoramento será decisivo
Para a Carolina Giraldo, a principal característica do último trimestre de 2026 será a ausência de um padrão climático único entre as diferentes regiões produtoras. Enquanto algumas áreas poderão enfrentar excesso de chuva, outras estarão expostas ao risco de calor e restrição hídrica.
“O quarto trimestre exigirá acompanhamento constante das condições meteorológicas. Mais do que observar médias trimestrais, será fundamental monitorar mês a mês a evolução das chuvas, das temperaturas e da umidade do solo, porque os impactos para as commodities dependerão diretamente da fase de desenvolvimento ou colheita de cada cultura”, conclui a analista.
SERVIÇO:
A análise completa está disponível na 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da empresa.
Lançado em 8 de outubro, o material conta com avaliações detalhadas para mercados agrícolas, energéticos, macroeconômicos e financeiros.
Link para download: https://stonex.link/perspectivas4tri26clima
A medicina está em constante transformação, e não é só científica, tecnológica e acadêmica. A relação médico-paciente, delicada por vários aspectos, também é foco da atenção de lideranças classistas, de parlamentares e do Judiciário brasileiro. Aprovado este ano, o Estatuto do Direito do Paciente (Lei 15.378/2026) garante a autonomia do paciente, que agora pode recusar procedimentos recomendados pelos médicos e também designar ao hospital um representante que não seja o seu responsável legal.
Outra determinação do Estatuto proíbe o livre acesso de estudantes de Medicina a leitos e prontuários, exceto se os pacientes autorizarem, mesmo em hospitais universitários. Mais uma novidade é a alteração do conteúdo do termo de consentimento, assinado pelo paciente, que passa a autorizar cada procedimento a ser realizado mediante seus diferentes riscos, e não mais consentindo de maneira genérica com o atendimento como um todo.
“A adaptação é obrigatória e urgente, já que o Estatuto do Paciente, por ser lei federal, prevalece sobre o Código de Ética Médica, que é uma resolução, um ato administrativo normativo”, alerta o advogado Alessandro Marcus Gonçalves, especialista em Direito Médico e autor dos livros “O Seguro de Responsabilidade Civil e a Telemedicina” (ed. Autografia, 2023), “A Responsabilidade Penal do Diretor Técnico e Diretor Clínico e o Erro Médico” (ed. Viseu, 2025) e “A Inteligência Artificial e o Direito Médico” (ed. Autografia, 2026).
A mostra reúne pinturas e pinturas-objetos de pequena escala que partem da observação da paisagem cotidiana e de fragmentos da cidade que costumam passar despercebidos. Fachadas laterais, torres, antenas, galpões, túneis e outras estruturas urbanas aparecem em imagens construídas a partir de caminhadas e deslocamentos da artista.
Parte dos trabalhos é realizada sobre tacos, rodapés e outros fragmentos de madeira recolhidos, cujos cortes, rachaduras e formatos passam a integrar a composição. A relação entre imagem e suporte é central na pesquisa de Gabriela, fazendo com que a pintura se construa em diálogo com a própria materialidade do objeto.
A exposição inclui ainda trabalhos realizados durante uma residência na Dinamarca, revelando como diferentes paisagens, luminosidades e condições de cor atravessam sua produção.
“Na Vizinhança das Coisas” propõe uma experiência da paisagem construída por aproximações, fragmentos e relações de proximidade, convidando o olhar a desacelerar e se deter naquilo que normalmente permanece à margem.
A eternidade por uma noite, de Felipe Ferreira
FASAM São Paulo | Rua Brigadeiro Galvão, 990 – Barra Funda – São Paulo
Abertura: sábado, 3 de outubro de 2026, das 11h às 17h
De segunda a sábado de 11h às 17h
Entrada gratuita
A Prefeitura de Armação dos Búzios realizou, nesta quinta-feira (8), uma reunião do Conselho de Unidades de Conservação Terrestres e Marinhas para discutir a elaboração colaborativa dos planos de gestão do Parque Natural dos Corais e da Área de Proteção Ambiental (APA) de Mangue de Pedra. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Turismo e reuniu representantes do poder público e de diferentes setores da sociedade envolvidos com as áreas protegidas.
A iniciativa, conduzida no âmbito da Secretaria Municipal do Clima e Sustentabilidade, prevê a participação de comunidades tradicionais, associações de moradores e instituições ligadas às atividades desenvolvidas nessas regiões. Entre os representantes previstos para integrar o grupo de trabalho estão integrantes da Colônia de Pescadores Z-23, marisqueiras, moradores do bairro dos Ossos e representantes do Iate Clube.
De acordo com o coordenador de Unidades de Conservação, Bernardo Corty, a metodologia prevê entrevistas com as comunidades e o levantamento de informações técnicas e acadêmicas para subsidiar a elaboração dos documentos. O trabalho também conta com a contribuição de projetos ambientais e instituições de pesquisa, como os projetos Costão Rochoso e Cavalo-Marinho, o Instituto de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto de Biologia da PUC-Rio.
A partir da integração entre os conhecimentos científicos e as experiências das populações que vivem e desenvolvem atividades nessas áreas, será elaborada uma versão preliminar dos planos de gestão. O material será analisado pelo conselho e posteriormente discutido em audiências públicas, ampliando a participação da sociedade buziana no processo.
O secretário municipal de Pesca e Esportes Náuticos, Nilton Cesar, também participou da reunião e destacou a importância de conciliar a preservação ambiental com a valorização das comunidades tradicionais e das atividades econômicas e esportivas ligadas ao mar, como a pesca, a mariscagem, a cultura caiçara e os esportes náuticos.
A elaboração participativa dos planos busca estabelecer diretrizes para a conservação dos ecossistemas terrestres e marinhos, considerando as características de cada unidade de conservação e os diferentes usos dessas áreas. A proposta é fortalecer a proteção do patrimônio natural de Búzios, com diálogo entre o poder público, as comunidades locais e as instituições envolvidas.
Da poupança à previdência privada, especialistas destacam como o planejamento desde a infância pode ajudar famílias a construir patrimônio e garantir oportunidades para as novas gerações
Neste Dia das Crianças, além dos presentes tradicionais, pais e avós podem considerar uma escolha capaz de acompanhar os pequenos por toda a vida: a construção de uma reserva financeira. Seja para custear os estudos, realizar um intercâmbio ou apoiar os primeiros passos da vida adulta, começar a poupar desde cedo pode fazer a diferença na realização de projetos futuros.
O hábito de guardar dinheiro, permite que as famílias se organizem financeiramente e aproveitem o tempo como aliado na formação de patrimônio. Mais do que acumular recursos, a iniciativa também representa uma oportunidade de ensinar às crianças a importância do planejamento e de uma relação saudável com o dinheiro desde muito cedo.
Poupança como primeiro passo
Entre as alternativas disponíveis, a poupança continua sendo uma das modalidades mais conhecidas pelos brasileiros, especialmente pela simplicidade, segurança e facilidade de acesso. Para famílias que desejam iniciar uma reserva para os filhos, ela pode representar o primeiro passo na construção desse hábito.
Na Ailos Cooperativa Únilos, por exemplo, os cooperados podem realizar aplicações diretamente pelo aplicativo Ailos ou nos postos de atendimento. A modalidade oferece liquidez, isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas e cobertura do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), respeitando os limites e as condições de garantia.
““A poupança é uma excelente porta de entrada para quem deseja começar a guardar dinheiro, ajudando a criar o hábito de poupar e a transformar planos e sonhos em realidade com segurança e transparência”, destaca Marcos Junior Viera, Coordenador de Produtos e Negócios da Ailos Cooperativa Únilos.
Previdência para construir oportunidades futuras
Quando o objetivo é formar uma reserva de longo prazo, a previdência complementar surge como outra alternativa. Além da aposentadoria, os planos podem ser utilizados para organizar recursos destinados à formação acadêmica, à aquisição de um imóvel ou a outros projetos da vida adulta.
Na Quanta Previdência, entidade de origem cooperativa, cerca de 24 mil participantes têm menos de 18 anos, o equivalente a aproximadamente 10% da base considerada no levantamento da instituição. O número evidencia a participação das novas gerações no planejamento previdenciário das famílias.
“Há um movimento silencioso e transformador de famílias que estão escolhendo dar como presente não apenas algo para o agora, mas um futuro de oportunidades. Ao antecipar o olhar para o futuro, a previdência deixa de ser sinônimo de aposentadoria e passa a ser um instrumento que dá autonomia e protege sonhos”, afirma Wagner Oliveira, head de Negócios Cooperativos da Quanta Previdência e especialista em Investimentos e Previdência Complementar.
Um exemplo é o do médico João Luiz Kras Borges, participante do plano Precaver desde 2011. Ele decidiu estender o planejamento financeiro aos netos Laura, Mariana, Pedro e Marina, com o objetivo de que cada um tenha R$ 300 mil acumulados ao completar 30 anos.
“É mais do que uma herança: é um estímulo à responsabilidade com o próprio futuro. Sempre acreditei que o melhor exemplo é o que fazemos, e não o que dizemos. Planejar é um ato de amor e liberdade”, afirma.
Educação financeira começa em casa
Independentemente da modalidade escolhida para construir uma reserva, a educação financeira é fundamental para que as crianças compreendam, desde cedo, a importância de poupar e planejar. Conversar sobre o valor do dinheiro, estabelecer objetivos e ensinar a diferença entre necessidades e desejos são atitudes que contribuem para desenvolver hábitos financeiros mais saudáveis.
“A educação financeira é o alicerce para que famílias tomem decisões com clareza e segurança. Quando desenvolvida desde cedo, fortalece a relação com o dinheiro e apoia a construção de uma vida financeira equilibrada”, destaca Vivian Anschau, gerente de Educação Financeira da Unicred.
Segundo a especialista, o relacionamento próximo das cooperativas com os cooperados também contribui para esse processo, por meio de orientação financeira contínua e iniciativas educativas que estimulam escolhas mais conscientes.
Neste Dia das Crianças, a reflexão vai além do presente: seja por meio da poupança, da previdência complementar ou de pequenos hábitos cotidianos, ensinar a importância do planejamento financeiro é também uma forma de preparar as novas gerações para tomar decisões com mais autonomia e segurança no futuro.
A Prefeitura de Búzios, por meio da Secretaria da Mulher, em parceria com o Senac RJ e o Sindcom Cabo Frio, realizou nesta quinta-feira (8) a cerimônia de formatura de 134 mulheres que concluíram os cursos de qualificação profissional oferecidos pela Escola Móvel de Gastronomia do Senac RJ. A solenidade aconteceu no Espaço Conexão, antigo CINEteatro da Rasa (INEFI), reunindo as formandas para celebrar a conclusão de mais uma etapa de capacitação.
As participantes concluíram os cursos de Salgados que Rendem Clientes, Preparo e Decoração de Bolos, Bebidas para Festas, Sabor de Lucrar com Petiscos de Bar, Quentinhas de Milhões e Doces para Eventos. As formações foram voltadas ao desenvolvimento de habilidades práticas na área gastronômica, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e de geração de renda.
A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela Secretaria da Mulher para promover a autonomia econômica feminina, por meio do acesso à qualificação profissional e do incentivo ao empreendedorismo. A parceria com o Senac RJ e o Sindcom Cabo Frio tem contribuído para ampliar as oportunidades de capacitação das mulheres do município, especialmente daquelas que desejam iniciar o próprio negócio ou conquistar novas oportunidades profissionais.
Além da entrega dos certificados, a formatura representa a conclusão de um ciclo de aprendizado e o início de novas possibilidades para as participantes, que agora contam com conhecimentos que podem ser aplicados tanto no mercado de trabalho quanto em iniciativas empreendedoras.
A Secretaria da Mulher de Búzios segue investindo em parcerias e ações de qualificação profissional, fortalecendo políticas públicas voltadas à independência financeira, à valorização e ao protagonismo das mulheres buzianas.
Programação acontece das 8h às 13h em unidades de saúde e terá novas ações nos dias 17 e 31
A Prefeitura de Niterói promove, neste sábado (10), das 8h às 13h, atendimento especial à saúde da mulher nos módulos do Programa Médico de Família das regiões Norte 2, Praias 2 e Leste Oceânica e nas unidades básicas de saúde do Barreto, Engenhoca, Piratininga, Itaipu e Sérgio Arouca. A ação integra a programação do Outubro Rosa, que terá atividades também nos dias 17 e 31. No dia 17, o Dia Delas mobilizará todas as unidades da atenção primária, das 8h às 17h.
A iniciativa tem foco na prevenção e no diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero. O atendimento aos sábados amplia as oportunidades de acesso aos serviços para mulheres que têm dificuldade de procurar as unidades durante a semana.
“Queremos facilitar o acesso das mulheres ao cuidado, oferecendo mais oportunidades para que realizem seus exames e recebam orientação das nossas equipes. A abertura das unidades aos sábados ajuda quem tem uma rotina intensa durante a semana. O Outubro Rosa reforça uma mensagem que orienta nosso trabalho durante todo o ano: a saúde da mulher precisa de atenção contínua, acolhimento e acompanhamento”, destaca a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows.
A programação inclui coleta de exame preventivo (Papanicolau), exame clínico das mamas, solicitação de mamografia, inserção de implante contraceptivo Implanon®, vacinação e testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites B e C. As equipes também oferecerão orientações sobre prevenção e saúde da mulher.
Confira a programação:
10 de outubro — das 8h às 13h
Programa Médico de Família: unidades das regiões Norte 2, Praias 2 e Leste Oceânica.
Unidades básicas de saúde: Barreto, Engenhoca, Piratininga, Itaipu e Sérgio Arouca.
17 de outubro — Dia Delas, das 8h às 17h
Todas as unidades básicas de saúde e módulos do Programa Médico de Família.
31 de outubro — das 8h às 13h
Programa Médico de Família: unidades das regiões Norte 1, Praias 1 e Pendotiba.
Unidades básicas de saúde: Fonseca, Santa Bárbara, Largo da Batalha, Centro, Morro do Estado e Carlos Antônio.
‘Meu Olhar’, do fotógrafo Antonio Schumacher, está em exibição no Bistrô MAC
A beleza irretocável da natureza fluminense está em cartaz no Bistrô MAC, capturada pela perspectiva sensível e autêntica do fotógrafo niteroiense Antonio Schumacher. A mostra “Meu Olhar” apresenta 16 quadros fotográficos que esbanjam cores, curvas e luzes de paisagens naturais, a maioria da Cidade Sorriso.
Dentre as imagens, há obras inéditas e outras publicadas em livros da DB Editora. É o caso da “Niterói em Fatos e Fotos” – principal instrumento de divulgação do município pela Prefeitura e pela Neltur em encontros diplomáticos e eventos turísticos, inclusive internacionais.
Os quadros, com tamanho 84cm x 43,5cm, possuem fotografias com impressão fine art em tela canvas e montagem flutuante na moldura (estilo canaleta) na cor freijó, produzidos pela FastFrame. Esta molduraria e a DB são de propriedade de Schumacher e sua irmã, Franciane Barbosa.
“Frequento muito o MAC, e já tinha observado outras obras expostas nos nichos do bistrô, então tive a ideia de selecionar algumas de minhas melhores fotos, ampliar, emoldurar e compartilhar a minha paixão pela cidade. Achei que este seria o momento ideal da minha carreira e tive a grata resposta sobre a disponibilidade do local”, conta Schumacher, que possui mais de 15 anos de carreira, a maior parte dela direcionada à fotografia de arquitetura e de paisagem.
É a terceira exposição individual de Antonio Schumacher, que também coordenou e participou da exposição “Ponte 50 Anos” no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, ao lado de outros fotógrafos que, com ele, também fizeram as imagens publicadas no livro comemorativo oficial do cinquentenário da Ponte Rio-Niterói.
“O MAC é uma grande referência de arte, tanto as atividades do museu quanto a sua arquitetura que se tornou símbolo de Niterói, e me dá muito orgulho também fazer parte disso”, exclama.
O Bistrô MAC funciona no subsolo do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no bairro da Boa Viagem. A exposição ficará por tempo indeterminado. Os quadros estão à venda no local e na molduraria FastFrame, no bairro de São Francisco.