Lei da Alerj garante pontos de apoio a entregadores

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Norma prevê multa para empresas que descumprirem as regras de oferta de pontos de apoio com estrutura básica para entregadores de aplicativos

Banheiro, água potável, espaço para descanso e estrutura para alimentação estão entre as condições previstas pela Lei 11.119/26, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para os pontos de apoio destinados a entregadores que trabalham por meio de aplicativos. A medida busca garantir melhores condições de trabalho aos profissionais que passam boa parte do dia nas ruas realizando entregas.

A legislação prevê que as empresas de aplicativos disponibilizem nos espaços, ainda, estacionamento para motos e bicicletas, wi-fi gratuito e pontos de energia para recarga de celulares. Primeiro vice-presidente da Alerj, o deputado Guilherme Delaroli (PL), um dos responsáveis pela iniciativa, destaca a importância desses trabalhadores para o funcionamento das cidades e a necessidade de garantir condições adequadas para o exercício da atividade.

“Durante a pandemia, quando grande parte da população ficou em casa, os entregadores tiveram um papel fundamental, garantindo que os alimentos chegassem aos lares. Meu compromisso é continuar trabalhando por leis e iniciativas que transformem vidas de verdade”, afirmou.

Segundo o parlamentar, as empresas de aplicativos têm condições financeiras de oferecer a estrutura necessária aos profissionais. Ele também defende que a legislação seja cumprida para garantir condições básicas de trabalho à categoria.

“As condições de trabalho dos entregadores, em geral, são muito ruins, mesmo contribuindo diretamente para a movimentação de bilhões de reais anualmente. Fica clara a urgência para que as empresas de aplicativo cumpram a legislação e forneçam, ao menos, as condições básicas para que os profissionais consigam estar nas ruas prestando seu serviço”, declarou.

A realidade de quem trabalha nas ruasA rotina de quem trabalha com entregas por aplicativos envolve longas horas nas ruas, muitas vezes sem acesso a locais adequados para descansar ou atender às necessidades básicas. O entregador Gabriel Ventura conhece essa realidade e aponta como esses espaços podem oferecer melhores condições de trabalho para a categoria.

“A gente passa muitas horas na rua fazendo entregas e nem sempre tem um lugar adequado para parar, ir ao banheiro, beber água ou descansar um pouco. Muitas vezes, precisamos procurar um estabelecimento que permita usar o banheiro ou comprar alguma coisa só para conseguir fazer uma pausa. Ter um ponto de apoio faz muita diferença na nossa rotina. Além de trazer mais conforto, ajudaria a gente a recuperar as energias para continuar trabalhando e realizando as entregas com mais segurança”, explicou.

Garantia de direitos

Para o advogado trabalhista Fábio Bastos, a legislação representa um avanço ao estabelecer condições mínimas de dignidade para os entregadores, independentemente da existência de vínculo empregatício com as plataformas. Segundo ele, a discussão sobre a natureza dessa relação de trabalho, que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), não impede a criação de medidas para proteger esses profissionais.

“A lei tem um mérito que vai além do caso concreto, pois mostra que o legislador pode proteger o entregador sem esperar que se resolva a discussão sobre eventual vínculo de emprego entre as plataformas e os entregadores de aplicativo, hoje pendente no Supremo Tribunal Federal. A lei do Estado do Rio de Janeiro responde a essa vulnerabilidade diretamente, garantindo um mínimo de dignidade qualquer que seja o enquadramento contratual do entregador”, explicou.

O advogado ressalta que os custos de implantação e manutenção dos espaços são de responsabilidade das empresas, que não podem cobrar dos entregadores pelo uso da estrutura. A legislação também permite que os pontos sejam organizados individualmente pelas plataformas, em conjunto entre empresas, por meio de associações ou em parceria com estabelecimentos comerciais.

A legislação também prevê penalidades para as empresas que descumprirem as determinações. O artigo 4º estabelece multa de 1.000 UFIR-RJ, equivalente a cerca de R$ 4.960,40 em valores de 2026, aplicada em dobro em caso de reincidência.

“Além da multa, a lei passa a servir de parâmetro objetivo do que é uma condição mínima de trabalho digna para o entregador. Com isso, entregadores, sindicatos, Ministério Público e Defensoria Pública ganham um padrão concreto para cobrar o cumprimento da norma, inclusive pela via judicial”, concluiu Fábio Bastos.

Serviço – Pontos de apoio para entregadores

iFood

Os Pontos de Apoio (PDAs) do iFood funcionam todos os dias e também podem ser utilizados por entregadores de outras plataformas. Os horários variam conforme a unidade: das 11h às 18h40, das 10h30 às 21h ou das 10h30 às 23h.

– Botafogo: Praia de Botafogo, nº 464, loja A

– Maracanã: Rua Visconde de Itamarati, nº 158

– Maracanã: Rua Felipe Camarão, nº 164.

99

O acesso é destinado a entregadores da 99Food e de todas as categorias da 99 disponíveis nas cidades atendidas, desde que o acesso não seja vedado a profissionais de outras plataformas. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 10h às 22h.

– Praia de Botafogo: Viaduto Pedro Álvares Cabral, no bolsão de estacionamento.

– Barra da Tijuca: Avenida Armando Lombardi, esquina com a Rua Coronel Eurico de Sousa Gomes Filho.

– Rio Comprido: Avenida Paulo de Frontin, nº 126, sob o Elevado Engenheiro Freyssinet.
 

Pinacoteca Solar leva arte contemporânea às comunidades da Zona Sul do Rio

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A arte contemporânea estimula o espectador a participar da obra, provocando questionamentos e despertando o pensamento crítico. No entanto, nem todos têm as mesmas oportunidades de acesso a esse universo, especialmente nas periferias. E se, em vez de o público ir às galerias, elas fossem até ele?

É a partir dessa ideia que a Galeria de Arte Solar apresenta a Pinacoteca Solar, exposição coletiva que reúne pinturas de Dani Lacerda, Julia Debasse, Lucas Ururahy, Renata Leoa e Taty Arruda em torno do conceito de paisagem. A mostra abre em 29 de outubro e fica em cartaz até 11 de dezembro, com entrada gratuita, na Galeria de Arte Solar, localizada no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Criada pelo Solar Meninos de Luz — complexo educacional sem fins lucrativos que atende a 411 crianças e adolescentes, do berçário ao Ensino Médio —, a galeria tem entre seus desafios aproximar estudantes e moradores da experiência da arte contemporânea. “Nessa exposição, a ideia de paisagem deixa de ser apenas uma representação geográfica para se constituir como espaço de afeto, de vozes e de lutas. Dani Lacerda, Julia Debasse, Lucas Ururahy, Renata Leoa e Taty Arruda apresentam pesquisas sobre a paisagem em diferentes linguagens e suportes pictóricos, mostrando o ambiente não apenas como meio, mas como território vivo de aprendizado e pertencimento”, destaca Adriana Nakamuta.

A mostra Pinacoteca Solar reúne cerca de 20 obras que investigam paisagens naturais e culturais, reais ou simbólicas. Em suportes e poéticas diversas, Dani Lacerda evoca o Rio sobre plástico-bolha; Julia Debasse transforma figuras animais em uma galáxia pictórica; Lucas Ururahy conecta memória familiar e ecologia territorial; Renata Leoa dá visibilidade à Zona Oeste, historicamente sub-representada na pintura fluminense; e Taty Arruda expõe composições da série Natureza Morta, que denunciam a degradação ambiental provocada pelo descarte humano.
 

MPRJ leva conscientização sobre violência sexual contra crianças e adolescentes a escola de Volta Redonda

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Para ampliar o alcance do trabalho de conscientização e prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) levou, nesta quinta-feira (22/10), o projeto “Educar é Proteger” para o Município de Volta Redonda, no interior do estado. Cerca de 30 alunos da Escola Municipal Tocantins receberam informações sobre as formas de abuso, como se comportar e onde buscar ajuda.

Idealizado pela promotora de Justiça Mônica Martino Marques, coordenadora do Núcleo de Investigação Penal (NIP) da Barra da Tijuca, o projeto orienta professores e estudantes, por meio de ações educativas, a identificarem possíveis abusos. O promotor de Justiça Plinio D’avila Araújo, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Volta Redonda, e a assistente social Fernanda Bertolino realizaram atividades lúdicas com os alunos, utilizando uma linguagem simples e acessível. Foram abordados temas como os riscos no ambiente digital, respeito aos colegas, formas de proteção, entre outros.

O projeto “Educar é Proteger” integra o Banco Nacional de Projetos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Já foram realizadas ações em dezenas de escolas e espaços públicos na capital, Baixada Fluminense e Região dos Lagos. A iniciativa conta com a parceria dos Conselhos Tutelares e das diretorias das escolas, que contribuem para a capacitação de agentes multiplicadores, responsáveis por disseminar informações e orientações sobre a proteção de crianças e adolescentes.

 

Exposição “Quintal” resgata memórias de infância e histórias familiares de Rosana Palazyan

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Em Quintal, Rosana Palazyan compartilha simbolicamente a mangueira que considera sua confidente de infância, recriando-a em uma instalação que incorpora sonhos e ensinamentos de pessoas com quem conversou durante a preparação da mostra. A árvore, de aproximadamente 60 anos, acompanhou a infância e a adolescência da artista no bairro da Abolição, subúrbio do Rio de Janeiro, e ganha nova forma na exposição individual na Galeria Anita Schwartz, na Gávea, com curadoria de Ulisses Carrilho. A instalação reúne tecidos translúcidos, bordados, botões antigos, caroços de manga e uma máquina de costura que pertenceu ao avô da artista.

De ascendência armênia, Rosana utiliza, desde o final dos anos 1980, fios, tecidos e objetos cotidianos para tratar de experiências de violência, exclusão e perda. Em 2015, integrou o Pavilhão da Armênia na 56ª Bienal de Veneza, vencedor do Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional. Em Quintal, a artista se volta para a história familiar e aborda questões relacionadas ao tempo, à maturidade, aos sonhos e aos ensinamentos que atravessam diferentes momentos da vida.

A exposição nasceu do retorno de Rosana, em 2020, à casa onde cresceu, para fazer companhia à mãe, Rebeca, hoje com 95 anos. A convivência e o reencontro com a história familiar deram origem a trabalhos que também incorporam sonhos e ensinamentos recolhidos em conversas com pessoas de diferentes idades. “Costumo dizer que conto histórias particulares que chegam no coletivo. E histórias coletivas que chegam muito perto no particular”, afirma Rosana, que há décadas desenvolve trabalhos a partir de relatos pessoais.

O quintal da Abolição já aparecia na obra de Rosana muito antes desta exposição. As estrelas cadentes que observava na infância inspiraram trabalhos sobre os sonhos de adolescentes em conflito com a lei. As sombras projetadas nas paredes, as formigas e as borboletas também estiveram presentes em diferentes momentos de sua produção. Em Quintal, a artista retoma essas referências e apresenta o lugar onde surgiram muitas das imagens que marcaram sua trajetória.

Prefeitura de Niterói inicia obras de macrodrenagem em Icaraí

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A Prefeitura de Niterói deu, nesta nesta sexta-feira (23), o pontapé inicial nas obras de macrodrenagem do Rio Icaraí, que inclui um reservatório subterrâneo na área ocupada hoje pelo campo de futebol do Caio Martins, em Icaraí.

O objetivo da intervenção é resolver o problema dos alagamentos que, historicamente, afetam Icaraí, Santa Rosa, Largo do Marrão e adjacências. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinou a ordem de início das obras e acompanhou o início da demolição das arquibancadas do estádio, interditadas pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

O prefeito Rodrigo Neves reforçou que a obra de macrodrenagem de Icaraí e Santa Rosa é a segunda mais importante da história de Niterói, depois do Túnel Charitas-Cafubá.

“Esse espaço abandonado e degradado vai ser transformado em um grande reservatório de 80 milhões de litros de água. É uma obra de 36 meses. Vamos derrubar a arquibancada, que está condenada. Depois da macrodrenagem, vamos fazer um grande parque público com quadra de tênis, quadra de vôlei e basquete. Uma área de convivência para Santa Rosa e Icaraí. Tenho muita confiança na equipe de engenharia que desenvolveu este projeto”, destacou Rodrigo Neves.

As obras de macrodrenagem serão realizadas nas ruas Presidente Backer e Lopes Trovão. A microdrenagem vai ser feita na Avenida Roberto Silveira e nas ruas Paulo César, Santa Rosa e Mariz e Barros. As intervenções vão aumentar a capacidade de escoamento das águas pluviais e reduzir os impactos das chuvas.

O reservatório subterrâneo ficará no espaço onde está atualmente o campo de futebol do Caio Martins. Com a estrutura, a água captada pelas redes de drenagem vai ser liberada de forma controlada no Rio Icaraí antes de desaguar na Baía de Guanabara.

“Essa obra vai mudar Niterói. O Caio Martins é um símbolo da cidade, mas perdeu força ao longo dos anos e ficou abandonado. O projeto atual resolve um problema histórico de macrodrenagem do Rio Icaraí”, afirmou a vice-prefeita Isabel Swan.

Cedido pelo governo do estado à Prefeitura de Niterói para a execução das obras do reservatório e do futuro parque público, o terreno tem cerca de 25 mil metros quadrados. A obra será executada pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION).

Parque público após as obras – Após as intervenções de macrodrenagem, a área vai receber um parque público municipal. O projeto prevê quadras de tênis, futebol e basquete, áreas verdes, jardins, uma floresta urbana e espaços de convivência para moradores de diferentes faixas etárias. A proposta é recuperar a área, ampliar as opções de lazer e esporte e promover a integração com o entorno de Icaraí e Santa Rosa.

Foto: Claudio Fernandes

Zé Renato e a Conexão Rio com o show “NewTom”, uma visita ao repertório de Newton Mendonça e Tom Jobim, dia 30 de outubro, no Manouche

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Zé Renato e a Conexão Rio se encontram para apresentar o show “NewTom uma visita ao repertório de Newton Mendonça e Tom Jobim”. Newton Mendonça faleceu muito jovem, aos 33 anos, o que fez com que se tornasse pouco lembrado pelo grande público sendo considerado o “gênio invisível” da Bossa Nova. Foi parceiro de Tom Jobim em canções que deram uma “cara” definitiva ao gênero musical, entre elas “Desafinado”, “Samba de uma nota só” e “Meditação”.

Zé Renato está comemorando 50 anos de carreira, com sucesso tanto solo quanto ao lado de Claudio Nucci, parceiro desde o início de sua trajetória artística, e junto ao Grupo Boca Livre. Aos 15 anos, em companhia de dois dos componentes da Conexão Rio, André Cechinel e Fernando Barroso, se apresentava com o grupo “Agora”, participando de festivais estudantis e universitários ao lado de Luca Raposo e Claudio Infante. Ganhador de inúmeros prêmios, entre eles um Grammy Awards em 2023 com o Boca Livre, Zé Renato mergulha no repertório da Bossa Nova com a mesma leveza e talento que trafega por vários géneros da MPB.

A Conexão Rio, com 25 anos de estrada e 2 cd’s lançados, vem se apresentando nos palcos cariocas desde o extinto Mistura Fina até os atuais Manouche e Blue Note, de maneira solo ou em companhia de artistas como Celso Fonseca, Raul Mascarenhas, Vinícius Cantuária, Henrique Portugal, Verônica Sabino e Marcelo Serrado entre outros.

A Conexão Rio é formada por André Cechinel (piano), Fernando Barroso (baixo), Fernando Clark (guitarra) e Zé Mario (bateria). No repertório, “Meditação”, “Samba de uma nota só”, “Desafinado”, “Caminhos cruzados”, entre outros.

O projeto, reúne parceiros de longa data e estrada comum, prometendo revisitar alguns clássicos bossanovistas com olhar contemporâneo e muito balanço.

Show na sexta – 30 de outubro às 21h.
Ingresso por R$ 130,00
Manouche – Subsolo da Casa Camolese
Rua Jardim Botânico, nº 883 – JB

 

Prefeitura de Niterói e Transpetro se unem em projeto gratuito de tênis de mesa no Espaço Nova Geração

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Voltado para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, o Projeto Transpetro Tênis de Mesa – Inclusão e Desenvolvimento, apoiado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), e realizado pela FASPAR com patrocínio da Transpetro, via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, utiliza a prática esportiva como ferramenta de transformação social, desenvolvimento de habilidades e fortalecimento da cidadania. Com oferta de 120 vagas e iniciado em setembro, já conta com 40 alunos matriculados. As aulas são ministradas no Espaço Nova Geração (CIEP Esther Botelho Orestes), localizado na Estrada Francisco da Cruz Nunes, nº 339, no Cantagalo.

Para o secretário municipal de Esporte e Lazer de Niterói, Luiz Carlos Gallo, projetos que ampliam o acesso de crianças e adolescentes às práticas esportivas têm reflexos que ultrapassam as quadras.

“Quando oferecemos oportunidades para que crianças e jovens tenham acesso ao esporte, estamos investindo também em educação, cidadania e futuro. O esporte ensina disciplina, respeito, convivência e mostra novos caminhos. Para a Prefeitura de Niterói e para a SMEL, é muito importante apoiar iniciativas como essa, que democratizam o acesso à prática esportiva e utilizam o tênis de mesa como uma verdadeira ferramenta de inclusão e transformação social”, destaca Gallo.

As atividades acontecem de forma contínua às segundas, terças e quartas-feiras, divididas em dois turnos: na parte da manhã, das 8h30 às 11h30, e no período da tarde, das 13h30 às 16h20. Para ingressar nas turmas restantes, os responsáveis interessados podem realizar a inscrição ou obter mais informações pelo telefone e WhatsApp (21) 96687-5847.

Sob a coordenação técnica da atleta Valesca Maranhão, as aulas vão além da iniciação no esporte e trabalham valores fundamentais como disciplina, respeito, autonomia, empatia e trabalho em equipe. Dentro das ações socioeducativas do programa, os jovens participantes estiveram na palestra “Desmontando Rótulos: Um papo aberto sobre Estereótipos e Preconceitos Silenciosos”, conduzida pela assistente social Suiane Pinheiro, reafirmando o respeito às diferenças e a convivência inclusiva como pilares do projeto.
 

Nos 86 anos do Rei do Futebol, Santos incorpora obra de artista sérvia ao Museu Pelé

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Há gols que atravessam gerações, dribles que desafiam o tempo e conquistas que se tornam eternas. Mas a grandeza de Pelé não se limita às quatro linhas do campo. Sua imagem e seu legado também inspiram a arte, que encontra outras formas de celebrar e preservar a memória de quem transformou o futebol em uma linguagem universal.

Na véspera dos 86 anos de nascimento do Rei, comemorados nesta sexta-feira (23), Santos ganhou mais um registro dessa história, uma obra da artista conceitual e multimídia sérvia Milena ZeVu passou a integrar o acervo do Museu Pelé. A doação foi oficializada na noite de quinta-feira (22), durante cerimônia promovida como parte da programação comemorativa organizada pela Prefeitura de Santos.

O evento reuniu autoridades municipais, familiares do Rei do Futebol, representantes do Museu Pelé, a artista e patrocinadores que contribuíram para trazer a obra ao Brasil. Na ocasião, os apoiadores receberam placas de agradecimento pela colaboração na viabilização do transporte do quadro do Reino Unido para Santos.

Produzido em 2008, o retrato de Pelé reúne mais de 17 mil cristais Swarovski, aplicados manualmente e combinados com tinta acrílica. Com um metro de altura por 70 centímetros de largura, a obra foi a primeira desenvolvida pela artista com essa técnica autoral, que explora a luminosidade, a textura e os efeitos visuais dos cristais para dar vida à imagem.

A partir desta sexta-feira (23), data de nascimento do Rei, a obra poderá ser apreciada pelo público em uma vitrine no andar térreo do Museu Pelé, ao final da linha do tempo que apresenta a trajetória do jogador.

CRISTAIS

A criação do retrato representou um desafio para Milena ZeVu, que recebeu o convite para produzir a obra quando ainda era uma jovem artista. O trabalho foi apresentado em março de 2008, durante o evento beneficente Streets to Fields, em Nova Iorque (Estados Unidos), ocasião em que Pelé foi homenageado pelo conjunto de sua trajetória, em reconhecimento entregue por David Beckham.

“Como representar em uma única imagem uma lenda do futebol que é inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo?”, questionou a artista ao recordar o processo criativo.

A resposta veio de uma referência ao cientista e inventor sérvio Nikola Tesla e de suas reflexões sobre os cristais. “Pensei: qual seria a melhor maneira de captar a essência de Pelé senão por meio dos cristais?”, explicou Milena, que levou três meses para concluir o retrato, inserindo manualmente cada uma das pedras sobre a base de tinta acrílica.

A artista também recordou o encontro com o Rei quando se surpreendeu com a humildade e a generosidade do jogador. “Pelé procurou direcionar a atenção dos jornalistas presentes à obra e à minha pessoa, então no início da carreira. Quase 20 anos depois, procuro retribuir essa gentileza dedicando este retrato ao Museu Pelé. É aqui que ele encontra seu lugar definitivo”.

A artista destacou ainda a importância do museu na preservação da memória do Rei e na valorização da arte como forma de manter viva sua imagem. “Estou imensamente feliz que o retrato de Pelé passe a integrar a coleção permanente deste equipamento, com a esperança de que continue atraindo milhões de visitantes no futuro e mantendo vivo para sempre o legado do Rei”.

Formada pela Academia de Artes Aplicadas de Belgrado, na Sérvia, Milena ZeVu desenvolve trabalhos que transitam por diferentes linguagens, incluindo pintura, escultura, instalações, performances e produções multimídia. Sua técnica com cristais Swarovski marcou uma fase importante de sua trajetória, caracterizada pela combinação de materiais e pela criação de retratos de personalidades de projeção mundial.

ALÉM DO FUTEBOL

Presente à cerimônia, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, destacou a emoção de receber a obra em nome da família e a conexão histórica entre o retrato e seu pai, que o conheceu e assinou em 2008.

“É incrível imaginar a história por trás desse quadro. Meu pai recebeu pessoalmente essa obra, então é como se ele estivesse aqui com a gente de novo. Graças à Milena, o retrato encontrou seu lugar permanente”, afirmou.

Ele também ressaltou a dimensão cultural do Rei, cuja imagem inspirou artistas de diferentes áreas e gerações. “Pelé é muito mais do que esporte. É uma figura icônica da cultura pop e da arte. Quantas obras e quantas formas diferentes já foram usadas para representá-lo?”.

Para o diretor do Museu Pelé, Paulo Monteiro, a chegada da peça representa um marco para a instituição e para a presença da produção artística de Milena ZeVu na América do Sul. Segundo ele, a obra será a primeira da artista a integrar um acervo permanente no continente.

Monteiro explicou que o processo para viabilizar a doação começou há pouco mais de um ano. A concretização do projeto contou com o apoio de diferentes colaboradores e patrocinadores.

“Essa obra nos lembra que grandes realizações não nascem do acaso, mas da convergência de talentos e propósitos. Assim como cada cristal se une para formar a imagem do Rei, cada um de vocês foi essencial para construir este momento. Que esse brilho permaneça aceso em nossa cidade para sempre”, declarou o diretor.

O secretário de Turismo, Comércio e Empreendedorismo, Thiago Papa, que representou o prefeito Rogério Santos na solenidade, falou sobre a responsabilidade do poder público na preservação do legado de Pelé e na aproximação das novas gerações com sua história.

“Todo o esforço que fizermos ainda será pouco diante do que Pelé fez por nós. É motivo de muita felicidade trazer uma obra dessa dimensão para o museu e continuar trabalhando para atrair cada vez mais pessoas. Pelé merece que sua história seja conhecida e apreciada por todos”, afirmou.

A doação integra a programação comemorativa promovida pela Prefeitura de Santos, que também contempla atividades com alunos da Rede Municipal, voltadas à aproximação das novas gerações com a história da Cidade e de seu maior ídolo esportivo.

A HISTÓRIA DO REI

Inaugurado em 15 de junho de 2014, o Museu Pelé está instalado nos históricos Casarões do Valongo, no Centro Histórico de Santos. O espaço foi criado para preservar e divulgar a trajetória do atleta que construiu grande parte de sua carreira no Santos Futebol Clube e projetou internacionalmente o nome da Cidade.

O acervo reúne camisas, chuteiras, bolas, troféus, documentos, fotografias, condecorações e outros objetos relacionados à vida pessoal e profissional do jogador. Recursos audiovisuais e exposições ajudam a contextualizar suas conquistas e a dimensão de sua influência no futebol e na cultura mundial.

Entre os feitos que marcaram sua carreira está a conquista de três Copas do Mundo, em 1958, 1962 e 1970. Pelé permanece como o único jogador a conquistar três títulos mundiais como atleta. A trajetória apresentada na exposição permite compreender como o jovem que chegou a Santos aos 15 anos se transformou em uma referência mundial do esporte.

O Museu Pelé fica no Largo Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo, em frente à Estação do Valongo. Funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30, com entrada gratuita.

CONEXÃO

Nascido em 23 de outubro de 1940, em Três Corações, Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento morreu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, em São Paulo. Seu legado permanece presente na história do futebol, na identidade de Santos e nas manifestações culturais que continuam a celebrar sua importância.

A conexão entre o maior jogador de futebol de todos os tempos e a cidade de Santos também pode ser conferida no almanaque especial disponível no hotsite Santos 480 anos: https://www.santos.sp.gov.br/?q=portal/santos-480-anos.

 

Niterói registra menor número da série histórica do ISP sobre roubos de veículos

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Niterói registrou quatro roubos de veículos em setembro de 2026, o menor número mensal da série histórica por município disponibilizada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), iniciada em 2003. Os casos representam 0,28% das 1.443 ocorrências contabilizadas em todo o estado do Rio de Janeiro no mês. O município mantém investimentos em tecnologia, inteligência, prevenção à violência e integração com as forças estaduais de segurança.

“Esses resultados são construídos com planejamento, investimento contínuo e integração entre a Prefeitura e as forças de segurança pública. Em Niterói, combinamos tecnologia e inteligência para apoiar o trabalho nas ruas com políticas de prevenção que ampliam as oportunidades para os jovens. Os avanços são importantes, mas sabemos que a segurança exige atenção e trabalho todos os dias. Vamos seguir enfrentando com firmeza o crime para proteger a população”, afirma o prefeito Rodrigo Neves.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, Niterói registrou 185 roubos de veículos, contra 198 no mesmo período de 2025, uma redução de 6,6%. No estado do Rio de Janeiro, as ocorrências passaram de 17.139 para 17.753 no mesmo intervalo, um aumento de 3,6%.

Outro indicador estratégico de segurança pública, o roubo de rua, também apresentou queda em Niterói. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registrados 559 casos, contra 909 no mesmo período de 2025, uma redução de 38,5%. Em setembro, o município contabilizou 52 ocorrências, equivalentes a 1,42% dos 3.667 registros em todo o estado.

Investimentos em segurança e prevenção

Desde 2018, o Pacto Niterói Contra a Violência já recebeu mais de R$ 820 milhões em recursos municipais, reunindo iniciativas de prevenção, tecnologia, inteligência, policiamento e inclusão social.

Entre os investimentos está o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), que funciona 24 horas e conta com mais de 800 câmeras de monitoramento distribuídas pela cidade. A estrutura reúne tecnologias como o Cercamento Eletrônico e o ShotSpotter, sistema que utiliza sensores acústicos para detectar e localizar disparos de arma de fogo e enviar alertas ao Cisp. O município também investe no fortalecimento da Guarda Municipal e mantém convênios para ampliar a presença das polícias Civil e Militar.

A prevenção à violência também integra a estratégia municipal. Os projetos vinculados ao Pacto já beneficiaram mais de 50 mil jovens, com iniciativas que ampliam oportunidades de educação, cultura, esporte, qualificação profissional e inclusão social.

Em 2025, a Prefeitura iniciou um novo ciclo do Pacto Niterói Contra a Violência, com planejamento até 2030. A estratégia prevê a ampliação das ações de inteligência, prevenção e segurança territorial, com investimentos em tecnologia e fortalecimento do trabalho integrado entre o município e as forças estaduais.

 

Prefeitura inicia obras para recuperar circulação de água do mar na Lagoa de Piratininga

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A Prefeitura de Niterói iniciou, nesta quarta-feira (21), as obras de recuperação do Túnel do Tibau, que liga a Lagoa de Piratininga ao mar, na Região Oceânica da cidade. O prefeito Rodrigo Neves acompanhou o início dos trabalhos, que têm como objetivo restabelecer a circulação de água entre o mar e a lagoa, contribuindo para melhorar a qualidade da água, preservar a biodiversidade e reduzir o risco de mortandade de peixes. Com investimento de R$ 38 milhões e previsão de conclusão em 12 meses, a intervenção permitirá mais do que triplicar o fluxo de água do mar para a lagoa, ultrapassando mil litros por segundo.

As equipes trabalham na retirada do revestimento de concreto e de materiais soltos no interior do túnel para avaliar as condições da rocha e definir os tratamentos necessários à recuperação da estrutura. Paralelamente, mergulhadores preparam a instalação de um sistema provisório de bombeamento, que manterá a entrada de água do mar na lagoa durante a execução da obra.

Construído pelo Governo do Estado há mais de 20 anos, o túnel sofreu desmoronamentos entre 2018 e 2019, que comprometeram parte de sua estrutura e reduziram significativamente a renovação das águas. Diante da demora na recuperação, a Prefeitura de Niterói decidiu assumir a execução e a gestão da intervenção, após obter as autorizações ambientais e da Marinha necessárias ao início dos trabalhos.

“A queda de pedras e os desmoronamentos no Túnel do Tibau reduziram drasticamente a entrada de água do mar na Lagoa de Piratininga, provocando desequilíbrios ambientais e episódios de mortandade de peixes. Com essa obra, vamos mais do que triplicar o fluxo de água do mar para a lagoa, ultrapassando mil litros por segundo. É uma intervenção fundamental para a preservação da Lagoa de Piratininga para as atuais e futuras gerações. Foram anos de luta para viabilizar essa intervenção. Quero parabenizar os engenheiros que desenvolveram esse projeto e agradecer ao governador em exercício, Ricardo Couto, e à Marinha pelas autorizações que permitiram o início dos trabalhos”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

O prefeito reforçou que a decisão da Prefeitura de assumir a responsabilidade pela obra foi motivada pela urgência de recuperar as condições ambientais da lagoa.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Gabriel Velasco, destacou o trabalho realizado para viabilizar a intervenção.

“Foi um trabalho intenso para que essa obra pudesse finalmente sair do papel. Estamos falando de uma intervenção fundamental para recuperar a circulação das águas e devolver à Lagoa de Piratininga suas condições ambientais. É uma conquista importante para a cidade e para a população que vive e depende desse ecossistema”, afirmou o secretário.

O presidente da Associação de Pescadores Artesanais da Lagoa de Piratininga (APALAP), Luiz Mendonça, destacou os benefícios esperados para a atividade pesqueira e para a comunidade.

“Essa obra é muito importante para os pescadores e para toda a região. Quando chega o verão, a água esquenta, falta oxigênio e os peixes acabam morrendo. Isso prejudica não apenas quem vive da pesca, mas todos os moradores. Com a água do mar circulando novamente, a expectativa é melhorar a vida de todos e fortalecer a pesca de peixes e camarões”, afirmou Luiz Mendonça.

Etapas da obra

Como parte dos serviços preparatórios, foram instalados uma bomba e parte dos dutos necessários à implantação do sistema provisório de bombeamento, que permitirá manter a entrada de água do mar na Lagoa de Piratininga durante a recuperação do túnel.

Atualmente, os trabalhos estão concentrados na remoção do revestimento de concreto original e de fragmentos soltos de rocha, com o uso de retroescavadeira e rompedor hidráulico. O procedimento permitirá expor a superfície rochosa para uma avaliação técnica detalhada, que identificará as condições da estrutura e os tratamentos necessários à sua recuperação.

Também serão retiradas pedras e materiais provenientes dos desmoronamentos, possibilitando a recomposição dos trechos danificados.

Paralelamente, mergulhadores trabalham na preparação da parte interna do túnel, enquanto a área externa já recebeu intervenções preliminares. A próxima etapa será a instalação de uma tubulação submersa para transportar água do mar até a lagoa. Com o sistema provisório em funcionamento, as extremidades do túnel poderão ser isoladas e seu interior esvaziado para a execução dos serviços.

Após a conclusão da obra, o bombeamento provisório será desativado, e todos os equipamentos, tubulações e bases de apoio serão retirados, preservando as características originais das áreas utilizadas.