Estudantes da E. M. Paulo Freire inauguram centro cultural e transformam antigo refeitório em espaço de arte

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Após reforma da unidade, ambiente ganhou nova função e passou a abrigar a sede do grêmio estudantil e exposições de produções artísticas e culturais dos alunos

Uma escola viva é aquela em que os estudantes não apenas aprendem, mas também criam, ocupam espaços e participam das decisões sobre o lugar onde estudam. Foi com esse espírito que alunos da Escola Municipal Paulo Freire, no Fonseca, em Niterói, inauguraram, nesta quarta-feira (14), o Centro Cultural Paulo Freire. O espaço funcionava anteriormente como refeitório da unidade e ficou ocioso após uma reforma que incluiu a construção de um novo ambiente, maior e mais adequado para a alimentação escolar. Agora, ganhou um novo significado: além de se tornar a sede do grêmio estudantil, será um espaço de portas abertas para exposições de produções artísticas, culturais e de conhecimento desenvolvidas pelos próprios estudantes.

A inauguração aconteceu durante a Semana de Arte e Cultura da unidade, que reúne apresentações e diferentes manifestações artísticas e culturais protagonizadas por estudantes e professores. O secretário municipal de Educação de Niterói, Bira Marques, acompanhou a festividade e conheceu as produções que marcaram a abertura do novo espaço.

“Quando os estudantes se reconhecem como protagonistas da escola, eles descobrem que também têm o poder de transformá-la. É isso que estamos vendo aqui. Um espaço que antes era utilizado como refeitório agora ganha uma nova vida pelas mãos dos próprios alunos. A escola pública precisa ser esse lugar de expressão, de participação, de produção de conhecimento e de cultura. É muito bonito ver nossos estudantes compreendendo, na prática, que a escola também é deles e que suas ideias têm força para transformar a realidade”, destacou o secretário.

A primeira exposição do Centro Cultural reuniu trabalhos desenvolvidos nas aulas de Arte. Entre os destaques está a mostra fotográfica “A escola saiu às ruas”, projeto no qual estudantes levaram carteiras e cadeiras escolares para diferentes cenários urbanos, como museus, praças e centros comerciais. Nas imagens, espaços do cotidiano se transformam em salas de aula inusitadas, provocando reflexões sobre a relação entre educação e cidade.

O espaço também recebeu pesquisas e produções dedicadas ao trabalho de mulheres fotógrafas, apresentando suas trajetórias, criações e os legados construídos por meio de suas lentes. As exposições revelam como a arte pode estimular a investigação, ampliar repertórios e oferecer aos estudantes novas maneiras de interpretar e representar o mundo.

Para Emily Lima, diretora de Comunicação e Mídia do Grêmio Estudantil, o novo centro cultural representa a oportunidade de ampliar a voz dos estudantes e mostrar que eles também são protagonistas da construção do ambiente escolar.

“Esse espaço nasceu de uma ideia que construímos com o professor de Artes. Conversamos, pensamos nas possibilidades e abraçamos a proposta. É muito legal unir o grêmio à arte, porque aqui a gente pode se reunir, compartilhar ideias e também mostrar tudo o que os estudantes são capazes de criar. É um espaço nosso, feito com a nossa participação e que vai estar aberto para toda a escola”, explicou Emily.

O professor de Artes Eires Silveira, um dos responsáveis por incentivar a criação do centro cultural, explicou que a proposta surgiu a partir do desejo de dar uma nova função ao antigo refeitório, que ficou disponível após a reforma da unidade. A ideia, inicialmente voltada à realização de exposições, ganhou uma dimensão maior com a participação do grêmio estudantil.

“Com a construção de um refeitório novo, mais moderno e mais bonito, vimos a oportunidade de transformar esse ambiente. A professora Denilce, também de Artes, teve a ideia de organizar exposições, e pensamos em ir além, criando um centro cultural que também fosse a sede do grêmio. Mais do que produzir fotografias, poesias e outros trabalhos artísticos, os estudantes precisam ter a oportunidade de apresentar suas criações e reconhecer o valor do que fazem. Eles participaram de todo o processo, da produção à montagem das exposições. Isso desenvolve a sensibilidade, amplia o olhar e fortalece a autonomia e o protagonismo de cada um”, afirmou o professor.

Há duas décadas como professora na Escola Municipal Paulo Freire, a diretora Márcia Palmar acompanhou de perto as transformações da unidade e destacou que a inauguração do centro cultural representa mais um avanço na construção de uma escola que valoriza a participação dos estudantes.

“Sou professora desta escola há 20 anos e acompanhei de perto toda a sua transformação. Hoje, temos uma escola renovada, que recebeu investimentos importantes, ampliou suas oportunidades de aprendizagem e oferece cada vez mais experiências por meio do esporte, da arte e da cultura. A inauguração deste espaço é mais um passo nessa trajetória. Queremos que nossos estudantes não sejam apenas espectadores, mas participantes ativos da vida escolar, com liberdade para criar, se expressar e tomar decisões. A escola precisa ser esse lugar de formação de jovens críticos, participativos e conscientes do papel que têm na sociedade”, ressaltou a diretora.

 

Talita Hoffmann explora paisagens urbanas em suspensão na exposição “Mil maneiras de matar o tempo”

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Há algo que parece ter acabado de acontecer nas pinturas da artista Talita Hoffmann. Objetos e fragmentos arquitetônicos se acumulam em paisagens nas quais o movimento sugere uma interrupção no instante seguinte a uma explosão. Não há pessoas, mas os sinais de sua passagem estão por toda parte.

É a partir dessa atmosfera que se constrói Mil maneiras de matar o tempo, nova exposição da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura, com entrada gratuita. A mostra reúne nove pinturas produzidas entre 2024 e 2026 e dá continuidade à pesquisa da artista gaúcha sobre paisagens urbanas e os modos como percebemos e construímos imagens.

Talita Hoffmann se interessa especialmente por espaços abandonados, lugares em transformação nos quais a figura humana desapareceu, embora permaneçam indícios de que alguém esteve ali. “A paisagem está sempre mudando. É como areia movediça, uma paisagem sendo engolida e formando outra. Há um vestígio humano, mesmo com a ausência da figura humana. Parece que existe um movimento pausado”, explica a artista.

Essa percepção se relaciona diretamente com o título da exposição, retirado de uma passagem de Um homem que dorme, de Georges Perec, livro que impressionou Talita pela maneira como aborda a renúncia à vida e o esvaziamento de significado das coisas.

A expressão “matar o tempo” passou a provocar outras questões em sua produção recente, sobretudo diante da velocidade com que consumimos imagens atualmente. Nas pinturas, essa sensação encontra correspondência em temporalidades que parecem se sobrepor e em imagens que conservam vestígios de momentos distintos.

As paisagens não reproduzem lugares específicos. A artista parte de um banco de referências formado por fotografias feitas por ela, imagens encontradas na internet e frames de filmes. Desse repertório, seleciona formas e reorganiza fragmentos até construir uma nova cena.

Sua formação em Design Gráfico também aparece nesse processo, que incorpora recursos do desenho arquitetônico e elementos da comunicação visual cotidiana. Mesmo diante de cenários que carregam certa desolação, as escolhas cromáticas atraem o olhar e conferem às pinturas uma presença pop.

“A cor ajuda a atrair o olhar. Embora as paisagens tenham algo de desolado, ela traz uma dimensão mais pop e cria certa familiaridade com as imagens”, conta Talita.

Nos trabalhos mais recentes, a artista também passou a utilizar a tinta acrílica diluída, buscando se afastar da imagem excessivamente plana que marcou momentos anteriores de sua produção.

Serviço

Visitação: 06/10/26 à 22/11/26 | Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira das 10:00h às 21:00h
Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h    Casa Fiat de Cultura - Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – Belo Horizonte/MG  casafiatdecultura.com.br

 

Clin reforça lavagem e limpeza na Avenida Amaral Peixoto durante a madrugada

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Com apoio da NitTrans, equipes utilizaram três caminhões-pipa com água de reúso para realizar a limpeza da via e das calçadas no Centro de Niterói

A Avenida Ernani do Amaral Peixoto, uma das mais movimentadas do Centro de Niterói, recebeu um reforço nos serviços de limpeza durante a madrugada desta quarta-feira (14). Cerca de 20 profissionais da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) realizaram a varrição, esfregação e lavagem da via e das calçadas, com o auxílio de três caminhões-pipa. A ação, promovida pela Prefeitura de Niterói, faz parte do trabalho periódico de conservação dos espaços públicos e foi realizada durante a madrugada para não comprometer a circulação de veículos e pedestres.

O serviço contou com o apoio da NitTrans e integra a rotina de limpeza urbana da Clin, que realiza lavagens noturnas em diferentes bairros da cidade. Na Amaral Peixoto, além da lavagem periódica mais profunda, as equipes também atuam diariamente durante a manhã para manter a conservação da avenida.

A operação mobilizou três caminhões-pipa, cada um com capacidade para 10 mil litros de água de reúso, utilizada para a lavagem das pistas e calçadas.

Segundo o presidente da Clin, Acílio Borges, a realização do serviço durante a madrugada permite uma limpeza mais eficiente.

“A Amaral Peixoto recebe limpeza diariamente pela manhã, mas, por conta da circulação de pessoas e veículos, realizamos a lavagem mais profunda durante a madrugada, quando o fluxo é menor. Assim, conseguimos trabalhar melhor tanto nas calçadas quanto na via, garantindo uma limpeza mais completa”, destaca Borges.

Crédito fotográfico: Hyury Duarte

 

Outubro Rosa: mamografia digital facilita o acesso ao diagnóstico precoce na rede estadual

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Secretaria de Saúde reforça a importância da realização do exame, que permite obter imagens de alta qualidade e auxilia na investigação de alterações nas mamas

Neste Outubro Rosa, a Secretaria de Saúde reforça a importância da realização da mamografia digital. O exame de imagem de alta qualidade auxilia na identificação de alterações suspeitas, permitindo a identificação precoce do câncer de mama. A indicação é para mulheres a partir dos 40 anos. O exame é disponibilizado em diversas unidades da rede estadual de saúde, com o encaminhamento do pedido médico por meio do sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS).

– A mamografia permite identificar alterações suspeitas antes mesmo do aparecimento de sintomas ou de lesões palpáveis. Sua realização, nas faixas etárias e nas condições clínicas indicadas, contribui para o diagnóstico em estágios iniciais, quando as possibilidades de tratamento conservador e de cura são maiores – afirmou o coordenador da Área Técnica da Saúde das Mulheres da Secretaria de Saúde, Antonio Braga.

O Rio Imagem Centro, na capital, conta com três mamógrafos digitais e realiza cerca de 120 exames por dia, com média mensal entre 3,2 mil e 3,8 mil mamografias. A mamografia é realizada também na rede Rio Imagem – presente em Nova Iguaçu; Campo Grande e, mais recentemente, em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea. O exame é ofertado ainda nos hospitais dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema, e no da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.

Fora da Região Metropolitana, o reforço na oferta do exame de diagnóstico é promovido por meio do Mamógrafo Móvel, que realiza mamografias e ultrassonografias. As pacientes são encaminhadas pelos serviços de saúde municipais. O equipamento realizou mais de 21 mil exames, entre mamografias e ultrassonografias, em diversos municípios fluminenses, em 2025.

-Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de mama apresenta maiores possibilidades de tratamento curativo, frequentemente com intervenções menos agressivas e melhores resultados clínicos – ressaltou Antonio Braga.

Acompanhamento individualizado no Programa Navega

A forma como a mulher recebe o diagnóstico pode fazer muita diferença no sucesso do tratamento. É o conceito do Programa Navega RJ, implementado nas unidades de diagnóstico do Estado. O programa oferece acompanhamento individualizado, desde o momento em que a paciente recebe laudo de alteração suspeita. A iniciativa funciona no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e nas unidades do Rio Imagem Centro e Rio Imagem Baixada.

As pacientes contam com uma equipe especializada, que ajuda a compreender o laudo, dá orientações e às acompanha durante todo o tratamento. Em caso de resultado positivo para câncer, a equipe faz o agendamento com o mastologista. O suporte é oferecido por profissionais chamados “navegadores”, que prestam o atendimento individualizado aos pacientes, que contam com assistência médica, social e emocional durante o tratamento.

Câncer mais comum

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras, quando excluídos os tumores de pele não melanoma. No Estado do Rio de Janeiro, a doença também representa um importante desafio de saúde pública. Na capital fluminense, o INCA estima 4.510 novos casos anuais em 2026.

Segundo as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o triênio 2026 – 2028, são esperados 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil, correspondendo a aproximadamente 30% dos novos casos de câncer entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma.

 

CISP identifica motocicleta e auxilia Polícia Civil na prisão em flagrante de suspeito de roubo em Niterói

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Cercamento Eletrônico detectou veículo na Região Oceânica e contribuiu para a prisão de um homem por policiais civis

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Niterói auxiliou a Polícia Civil na prisão em flagrante de um homem suspeito de envolvimento em um roubo a pedestre, ocorrido na terça-feira (13), na Região Oceânica. O sistema de Cercamento Eletrônico identificou a motocicleta supostamente utilizada no crime, permitindo que policiais da 81ª Delegacia de Polícia (Itaipu) localizassem e abordassem o suspeito nesta quarta-feira (14).

Após tomar conhecimento do crime, a equipe de monitoramento do CISP realizou o cruzamento de dados e compartilhou informações com os investigadores da 81ª DP. Nesta quarta-feira, o Cercamento Eletrônico detectou a passagem de uma motocicleta Honda CG 160 Fan, de cor prata, pela Avenida Francisco da Cruz Nunes, nas proximidades do Hospital Municipal Mário Monteiro.

O alerta foi imediatamente repassado aos policiais civis, que utilizaram as informações para localizar e abordar o veículo. O homem foi preso em flagrante e conduzido, juntamente com a motocicleta, à 81ª Delegacia de Polícia, onde a ocorrência foi registrada.

O caso reforça a importância da integração entre o monitoramento eletrônico e as forças de segurança no combate à criminalidade. Com funcionamento 24 horas por dia, o CISP utiliza ferramentas tecnológicas para auxiliar investigações, identificar veículos suspeitos e agilizar a atuação das forças policiais em Niterói.

 

Casa Roberto Marinho inaugura exposição com 300 obras da coleção de Marcia e Luiz Chrysostomo

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A Casa Roberto Marinho inaugura para o público, em 19 de novembro de 2026, Guardar, exposição dedicada ao acervo particular de Marcia e Luiz Chrysostomo, coleção de destaque no panorama das artes visuais no país, formada ao longo de três décadas e hoje composta por mais de 2 mil itens. Com curadoria de Paulo Venancio Filho, a mostra apresenta cerca de 300 obras e percorre diferentes momentos da arte brasileira e internacional, das vanguardas do início do século XX à produção contemporânea.

A exposição amplia uma relação iniciada em 2023, quando o casal participou de Conversas entre Coleções, também na Casa Roberto Marinho, estabelecendo diálogos entre trabalhos de seu acervo e obras da instituição. Agora, pela primeira vez, a Casa dedica uma mostra exclusivamente a esse conjunto.

Um poema do filósofo e escritor carioca Antonio Cícero, de 1996, que acompanha Luiz Chrysostomo há décadas, inspira o título da exposição. A ideia de guardar como gesto de cuidado e preservação encontra correspondência na própria história da coleção, que não nasceu de um projeto previamente definido, mas de uma relação continuada com a arte.

Josef Albers (1888-1976) e Max Bill (1908-1994), referências fundamentais da abstração geométrica e do pensamento construtivo, abrem a exposição frente a frente. A escolha funciona, segundo Venancio Filho, como uma espécie de “declaração” da curadoria e estabelece uma chave que se desdobra pelo percurso. A partir deles, a mostra acompanha diferentes caminhos do pensamento construtivo e suas reverberações na arte brasileira, aproximando tempos, geografias e linguagens.

“Uma coleção é uma constelação viva”, escreve Paulo no texto curatorial. Para ele, um acervo dessa natureza nunca está concluído: cada nova aquisição cria relações e contágios intencionais ou inesperados. Seu ponto de partida foi reconhecer a fisionomia que Marcia e Luiz imprimiram ao conjunto ao longo dos anos. “Meu cuidado foi não chegar com a autoridade do curador. Procurei entender a coleção tal como ela é.”

 

Hotéis Vila Galé têm diversão sobre quatro rodas para famílias

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O Vila Galé Collection Ouro Preto foi o primeiro hotel da rede a receber uma pista de carrinhos

A diversão das famílias também acontece sobre quatro rodas nos empreendimentos Vila Galé no Brasil. As pistas de carrinhos de pedal fazem parte das opções de lazer de seis resorts da rede e do Vila Galé Collection Ouro Preto, onde a atração estreou em 2025.

Localizado em Minas Gerais, o Vila Galé Collection Ouro Preto foi o primeiro hotel a receber uma pista de carrinhos. O sucesso foi tanto, que a Vila Galé decidiu, neste ano, levar a experiência para seus resorts no Brasil: Vila Galé Cabo de Santo Agostinho (PE), Vila Galé Touros (RN), Vila Galé Marés (BA), Vila Galé Alagoas (AL), Vila Galé Cumbuco (CE) e Vila Galé Eco Resort de Angra (RJ).

A atividade consiste em uma pista na qual as crianças podem se divertir em corridas com carrinhos de pedal, ao mesmo tempo em que têm contato, de forma lúdica, com noções de segurança e educação no trânsito. Para que os pais também possam participar, há veículos maiores, que acomodam adultos e permitem que a experiência seja aproveitada em família, transformando a brincadeira em uma oportunidade de diversão e aprendizado.

As pistas se somam a outras opções de lazer para toda a família nos hotéis. As crianças se divertem em atrativos como parque aquático e equipe de recreação pronta para oferecer uma programação repleta de atividades. Já os adultos contam com piscinas, spa e muito mais.

Mais informações em www.vilagale.com/pt-br

 

Sarau do Raulzito celebra cultura e resistência política às vésperas da eleição

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Edição especial “Sarau Antifascista” reúne artistas e ativistas no Kombi Bar, no próximo dia 23 de outubro, reforçando mobilização em defesa da democracia

O bairro de São Domingos, em Niterói, recebe uma edição especial de mobilização cultural e engajamento político. No próximo dia 23 de outubro, sexta-feira, a partir das 17h, o Kombi Bar sedia o “Sarau do Raulzito – Sarau Antifascista”.

Em meio à reta final da campanha eleitoral de 2026, marcada por disputas polarizadas para a Presidência da República, o evento propõe ocupar os espaços urbanos com muita música e poesia. O sarau busca reafirmar o papel essencial da cultura popular como ferramenta de diálogo e consciencialização.

“O Sarau do Raulzito convoca todos os democratas e indecisos a deixar bem claro que é preciso escolher um lado. Temos o compromisso histórico com a educação, a cultura, os direitos sociais e a valorização da classe trabalhadora; há uma clara ameaça de retrocessos e de propostas entreguistas, que sacrificam a soberania nacional e a qualidade de vida do nosso povo. Este é o sarau da virada!”, conclama o guitarrista e organizador do evento, Raul Menezes.

Serviço:

Evento: Sarau do Raulzito – Sarau Antifascista
Data: 23 de outubro de 2026 (Sexta-feira)
Horário: Das 17h às 22h30
Local: Kombi Bar — Rua General Andrade Neves, nº 297, São Domingos – Niterói/RJ
Couvert artístico: R$ 15
Público-alvo: Livre / Aberto à comunidade e apoiadores dos movimentos culturais e sociais locais.

Foto: Roberto Pinheiro/divulgação

 

Niterói de Bicicleta é finalista em prêmio nacional de mobilidade urbana

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A Prefeitura de Niterói está entre as cidades finalistas do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana (PMU) 2026, na categoria “Iniciativas em Favor da Mobilidade Sustentável”. O município concorre com o Niterói de Bicicleta, iniciativa que reúne políticas públicas voltadas à mobilidade ativa e ao incentivo ao uso da bicicleta na cidade.

Também disputam a categoria os projetos Mobilidade Elétrica Integrada, da Transitar, de Cascavel (PR); e Renovação da Frota de Ônibus Sustentáveis, da Prefeitura de Aracaju.

A premiação será realizada no dia 18 de novembro, durante o Cidade CSC 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo. A programação começa no dia 16 e reúne três encontros voltados à inovação e à mobilidade urbana: Connected Smart Cities, CSC GovTech e Parque da Mobilidade Urbana.

O Niterói de Bicicleta desenvolve ações que envolvem infraestrutura cicloviária, bicicletas compartilhadas, bicicletários públicos, educação para o trânsito e incentivo ao uso da bicicleta. As iniciativas buscam ampliar as possibilidades de deslocamento por bicicleta e fortalecer a mobilidade sustentável no município.

“Estar entre os finalistas mostra que a mobilidade por bicicleta em Niterói é resultado de uma política pública contínua, construída e ampliada ao longo dos anos. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso com uma cidade cada vez mais segura, conectada e boa para pedalar”, destaca Filipe Simões, coordenador do Niterói de Bicicleta.

Reconhecimento – Esta não é a primeira vez que uma iniciativa de Niterói é reconhecida pelo Prêmio Parque da Mobilidade Urbana. Em 2025, a NitBike recebeu menção honrosa na categoria “Iniciativas em Favor da Mobilidade Ativa”. No mesmo ano, Niterói participou do Cidade CSC, apresentando o sistema de bicicletas compartilhadas como uma das soluções de mobilidade urbana desenvolvidas no município.

 

Projeto de coleta de óleo na UFF contribui para preservar mais de 1 milhão de litros de água

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Após mais de um ano de parceria, iniciativa mantém pontos de coleta em três campi W reforça convite para que comunidade acadêmica e população destinem corretamente o óleo de cozinha usado

A iniciativa de coleta de óleo de cozinha usado do Projeto Omìayê na Universidade Federal Fluminense (UFF) já contribuiu para preservar mais de 1 milhão de litros de água, considerando a estimativa que cada litro de óleo descartado inadequadamente pode contaminar até 25 mil litros de água. Desenvolvido pelo Instituto Singular – Ideias Inovadoras (ISII), o projeto mantém pontos de coleta nos campi Gragoatá, Valonguinho e Praia Vermelha e, após mais de um ano de atuação, teve sua colaboração com a universidade renovada. Com a continuidade da parceria, o projeto busca ampliar a participação de estudantes, professores, técnicos, demais integrantes da comunidade acadêmica e da população do entorno na destinação correta do resíduo.

“Queremos que cada vez mais pessoas da comunidade acadêmica incorporem o hábito de guardar o óleo usado e levá-lo aos pontos de coleta. É uma atitude simples, mas que evita que esse resíduo chegue à rede de esgoto e aos corpos d’água e, ao mesmo tempo, permite que ele seja transformado em novos produtos. Quanto mais gente participar, maior será o impacto ambiental dessa parceria”, explica Gabriel Pizoeiro, diretor do ISII.

O óleo arrecadado nos campi é encaminhado à EcoFábrica Omì, na comunidade da Mangueira, Zona Norte do Rio, onde é reaproveitado como matéria-prima para a produção de produtos de limpeza que incorporam microrganismos biorremediadores, tecnologia inédita desenvolvida a partir da parceria com a UFF. Na EcoFábrica, o material passa por processos de preparação e reaproveitamento e dá origem a produtos de limpeza ecossustentáveis, como ecosabão, detergentes e lava-roupas, distribuídos gratuitamente na própria comunidade para moradores da Mangueira, Zona Norte do Rio.

A colaboração com a universidade também contribuiu para o desenvolvimento de novos produtos. Com a participação de estudantes da UFF em estudos e testes, o projeto desenvolveu formulações como lava-roupas líquido e detergente de louça, submetidas a controle de qualidade, incluindo a avaliação de parâmetros como pH e viscosidade.

“A participação da UFF neste projeto de biorremediação na Mangueira representa, para mim, uma forma muito concreta de colocar em prática o papel que uma universidade pública pode desempenhar na sociedade. A ciência não deve permanecer restrita aos laboratórios, às salas de aula ou aos artigos científicos. Ela precisa dialogar com os problemas concretos da sociedade e, quando possível, contribuir para transformá-los. É isso que buscamos fazer neste projeto: colocar conhecimento, tecnologia e formação a serviço de um problema real, construindo soluções em diálogo com a comunidade. Ele representa uma oportunidade de aproximar ensino, pesquisa e extensão e de transformar conhecimento científico em uma possibilidade concreta de transformação ambiental e social. É essa universidade, mais próxima da sociedade e comprometida com a sustentabilidade, que temos buscado construir por meio deste projeto”, disse a professora adjunta do curso de Ciências Contábeis, Cíntia Albuquerque, uma das coordenadoras da ação pela UFF.

UFF e Omìayê

A parceria com a UFF também tem um papel importante na avaliação dos resultados da tecnologia de biorremediação desenvolvida pelo Projeto Omìayê. Em um território como a comunidade da Mangueira, onde a ausência de infraestrutura convencional de saneamento dificulta a instalação de sistemas contínuos de medição e o acompanhamento preciso do volume de esgoto tratado, a comprovação da eficácia da tecnologia passa pelo monitoramento de parâmetros ambientais.

Por meio de análises realizadas antes e depois da aplicação dos bioprodutos em estações comunitárias, pesquisadores avaliaram os efeitos da tecnologia sobre indicadores de qualidade da água. Neste ano, os resultados apontaram redução de 65% na Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), de 57% na Demanda Química de Oxigênio (DQO) e uma redução de 61 vezes na concentração de coliformes termotolerantes.

Os dados ajudam a demonstrar, a partir de parâmetros laboratoriais, os efeitos da aplicação dos bioprodutos em um contexto marcado por limitações de infraestrutura. Dessa forma, a parceria entre o Projeto Omìayê e a UFF combina a atuação comunitária com o acompanhamento científico dos resultados, fortalecendo o desenvolvimento de soluções de saneamento ecológico aplicadas ao território.

Resultados no geral – para além da UFF

Os resultados alcançados a partir da tecnologia desenvolvida com a UFF fazem parte de uma atuação socioambiental mais ampla desenvolvida pelo Projeto Omìayê. Desde o início da iniciativa, já foram reaproveitados 8.464 litros de óleo de cozinha usado, protegendo aproximadamente 211,34 milhões de litros de água da poluição, volume equivalente a cerca de 84 piscinas olímpicas.

O projeto também já produziu 195 mil litros de microrganismos biorremediadores, com potencial para contribuir para o tratamento de aproximadamente 605,28 milhões de litros de esgoto, o equivalente a cerca de 242 piscinas olímpicas. Além disso, foram produzidas 10,2 toneladas de ecosabão, com potencial para contribuir para o tratamento de aproximadamente 7,98 milhões de litros de esgoto, e 3.800 litros de produtos líquidos ecológicos, com potencial para tratar aproximadamente 3,37 milhões de litros de esgoto.

A renovação da colaboração dá continuidade a uma atuação que aproxima universidade, território e comunidade, articulando pesquisa, inovação e práticas socioambientais. Com a manutenção dos pontos de coleta e o desenvolvimento conjunto de novas soluções, a iniciativa fortalece a destinação adequada do óleo de cozinha usado e sua transformação em produtos e tecnologias voltados à sustentabilidade e ao impacto social.

Sobre o Projeto Omìayê

O Projeto Omìayê é uma iniciativa de saneamento ecológico circular e educação ambiental que transforma óleo usado em Ecosabões biorremediadores. Além de promover ações de cuidado com a água e com o território, une tecnologia social e mobilização comunitária para fortalecer práticas sustentáveis e gerar impacto positivo nas comunidades.